CAPÍTULO 9

1192 Palavras
Senhor Jonas... Jonas estava concentrado em seu trabalho quando recebeu a correspondência da Srt.ᵃ Laura. Ele ficou tão surpreso que teve que deixar de lado os documentos que estava revisando cuidadosamente. Já fazia algum tempo que ele notava movimentações estranhas nas receitas e despesas da empresa e, embora Jonas acreditasse que fosse um erro contábil, ele estava começando a suspeitar que algo mais estava acontecendo nos bastidores. Ele leu a resposta da Srt.ᵃ Laura pelo menos três vezes e se levantou da cadeira com uma sensação de cócegas no estômago que não conseguia controlar. De sua posição, ele se aproximou novamente da tela do computador e, incrédulo com o que havia lido, revisou em voz alta: Senhor Jonas, Gosto de contato físico e mordidas. “p**a merda, isso está ficando bom.” — Ele jogou com a consciência, tão feliz quanto, que não sabia interpretar tal resposta. Sua mente foi inundada por lembranças recentes e a garota apareceu em seus pensamentos, rastejando em seu tapete e sem calcinha, com as meias apertadas nas coxas e ele teve que ofegar com força para se libertar. Ele não podia continuar assim, tão e******o que a qualquer momento gozaria nas calças. Precisava desabafar de outra forma, uma mais adequada às suas necessidades. Ele saiu do escritório para fazer uma visita rápida à Ana, sua amante do escritório, mas pela primeira vez sentiu-se envergonhado de encontrar uma mulher pessoalmente. Ele se virou na mesa, sem saber o que fazer ou como se comportar na frente de Laura. Ele deveria ignorar o jogo de Laura ou deveria simplesmente rolar os dados e começar a jogar? “Impossível ignorar aquele grito desesperado.” —Isso tocou sua consciência, e ainda assim ele queria ser corajoso e convidá-la para jantar naquela noite. O telefone do escritório tocou e ele foi forçado a atender a chamada. — Laura? — ele ofegou, ansioso para ouvi-la. Sua doce voz parecia requintada para ele. — Sr.-senhor, o senhor recebeu uma ligação de Ana Favel, Laura sussurrou, um pouco nervosa. — Ana? — Jonas perguntou, xingando baixinho. A mulher sentiu seu desejo de t*****r à distância ou foi somente uma coincidência? "Por favor, passe para mim", ele disse relutantemente, sem esperar que sua parceira s****l atendesse do outro lado da linha. -- Eu realmente quero t*****r, mas quero que você use uma saia preta justa, uma camisa branca, ligas pretas e esqueça a calcinha. Ah, e eu quero que você corte o cabelo até o queixo! OK? Ele descreveu Laura em termos simples, com respiração ofegante; seus cabelos curtos ajudavam a destacar seu rosto pequeno e seus lábios grossos e rosados, sem mencionar seu pescoço delicado e ombros finos. Louco! — Senhor. Jonas? — Laura, que não havia transferido a ligação, perguntou. A modernidade do telefone o superou. Ah… E sinto muito, e-eu… Eu não queria ouvir isso. — Laura? — Jonas perguntou, sentindo o calor subir às suas bochechas, uma sensação estranha que ele não sentia desde a adolescência. E a chamada? — ele nervosamente, extremamente envergonhado. "Mate-se agora." — Isso incomodou sua consciência e ele soltou uma risada ao fundo, uma risada que ecoou em sua cabeça constrangida. — Senhor, minha ignorância com tantas chaves está além da minha compreensão, desculpe, lamentou a garota do outro lado da linha. Ele estava tremendo incontrolavelmente. Eu ainda não havia processado o que ouvi da boca do homem. Jonas deixou o telefone cair sobre a mesa e, irritado com a bagunça, saiu furioso do escritório. Ele caminhou com passos firmes até onde a mesa de Laura estava instalada, ao lado de uma grande janela que expunha parte da cidade como um pano de fundo decorativo. — Senhorita Laura, a tecla amarela é usada para transferir uma chamada. Ao pressioná-la, você desliga! — ele repreendeu em um tom de voz alto e áspero. Os cílios da menina piscaram tantas vezes que Jonas perdeu a conta. — D-desculpe, senhor, eu nunca usei nada tão moderno, ela hesitou, olhando em seus olhos escuros. Sinto muito, ela repetiu à beira das lágrimas. — Você poderia, por favor, parar de dizer o quanto sente muito? — Ele perguntou, irritado e furioso. Embora, no fundo, ele estivesse muito envergonhado. — Qual é o seu problema? Você não tem outras respostas? — Ele perfurou sua consciência, que estava cansada de ouvir os pedidos de desculpas repetitivos da jovem. A reação de Laura foi a pior. Aos gritos de Jonas, seu chefe, ela levou as mãos ao rosto e cobriu a testa e parte da cabeça, onde parecia histérica e assustada. Ela revelou finalmente a verdade na primeira semana de trabalho, e Jonas não pôde mais duvidar do abuso de Bruno, o futuro marido da garota. — A senhora deveria ir à polícia, Srt.ᵃ Laura, antes que as coisas piorem. Não é normal que seu corpo reaja assim a um simples grito, respondeu Jonas, evitando parecer fraco ou afetado pela dor alheia. Vá lavar o rosto e tomar um copo de água gelada, ele pediu. Laura olhou para ele com desconfiança e se sentiu ofendida pelo conselho. Por que ele se importava? Qual era o problema dele? — Sim, senhor, ela murmurou envergonhada e se levantou da cadeira, com as pernas tremendo. Ela deu alguns passos, tudo sob o olhar curioso de Jonas, que gradualmente se sentia mais frustrado com Laura e suas atitudes medrosas, o que o alertava sobre o quanto ela estava sendo afetada pelos maus-tratos do namorado. “Relaxe”, ele pediu. — Obrigada, Sr. Jonas, ela respondeu timidamente e o homem em questão balançou a cabeça, rindo de quão insegura a garota lhe parecia e de como ele gostava disso, o seduzia e o enfeitiçava. Laura aproveitou seu tempo livre para encontrar um pouco de paz e, após beber um refrigerante de laranja, trancou-se no banheiro dos funcionários, onde ficou em frente ao espelho, admirando-se silenciosamente por longos minutos. Havia olheiras sob seus olhos e, embora ela as tivesse escondido bem com corretivo e maquiagem, ela conseguia vê-las, permanecendo acima das maçãs do rosto. O cabelo curto que caía sobre suas bochechas era liso e opaco, assim como sua pele jovem, que ultimamente parecia mais cinza do que nunca. Ela beliscou as bochechas algumas vezes, tentando obter um tom mais rosado, mas não importava o quanto tentasse, ela permanecia pálida como sempre. Ela não tinha noção da hora nem do lugar em que estava, sendo surpreendida por uma jovem sorridente que entrou no banheiro e a olhou com excessiva curiosidade. — Você é nova? — perguntou a recém-chegada, acomodando-se ao lado dela para pentear seus cabelos com os dedos. — Sim, esta é minha primeira semana, respondeu Laura, exibindo um sorriso falso no rosto. — Bem-vinda, eu sou Emanuele Casa Grande. — Obrigada, sou Laura, ela acrescentou educadamente, ignorando o sobrenome da companheira. — Laura Vilela? — Manu a perguntou e sorriu feliz. Eu não a conheço, muito bem, mas li seu relatório, você é a nova secretária de Jonas! — Ah, e-eu acho que sim, respondeu Laura, muito confusa. — Que bobagem, Jonas é meu irmão! — Manu exclamou com alegria evidente. ‍​‌‌​
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