Contei a Alice mais detalhes sobre o motivo de eu e Deshi estarmos noivos, porém, que somos amigos desde a infância e que ele sempre foi o meu primeiro amor, o que era indispensável.
Ouvi muitos boatos intrigantes da alta sociedade, enquanto conversava com ela, e descobri também que ela havia encontrado Mayson White, passeando no interior das Filipinas.
Mayson e Louis White, eram os filhos do nosso querido Phillip White. Alice não sabia nada sobre eles, e eles também não sabiam quem ela era, afinal de contas ela só viu Mayson uma vez na empresa do meu pai, então era maravilhoso ter uma noção do paradeiro do senhor Phill.
- E como vai o senhor Greedy? - Meu pai, Wallace Greedy.
- Está tentando se recuperar de toda essa frustração com a empresa, afinal de contas, tudo aconteceu por um descuido dele, logo ele que nunca soube confiar em absolutamente ninguém. - Ela me olhou com riso leve.
- Ele deve estar muito frustrado.
- E está, mesmo!
- Você vai conseguir dar um jeito, agora vejo que o casamento é uma ótima saída, além do mais, você vai poder casar por dinheiro e por amor. Não há nada mais satisfatório na vida, que essa junção!
- Eu espero que dê tudo certo.
E vai dar certo, eu acredito muito nisso! Eu e Deshi tínhamos tudo para dar certo juntos. Eu era um excesso de mistérios m*l resolvidos, e ele era paciente e curioso, o único que mesmo com anos, nunca desistiria de me desvendar.
(...)
A noite foi extremamente longa e cansativa, mas eu e Lilly conseguimos muitas coisas das garotas, delas e de mais uma porção de pessoas, afinal de contas, elas adoravam uma fofoca, bem clean.
- Eu juro que se eu tivesse que ficar mais 5 minutos lá dentro... - Falou Lilly recostando no banco do carro. E eu dei uma risada.
- Não foi tão r**m, Lilly... Acho que eu sei onde Phillip está escondido! - Sorri a encarando.
- c*****o, como assim? - Seus olhos brilharam.
- Só preciso confirmar isso, e talvez eu consiga enviar um convite a ele. - Sorri.
- Mas, o que você espera conseguir com ele aqui?
- Não sei, talvez eu consiga encurrala-lo no aeroporto quando estiver indo embora.
- Aeroporto? Sério? - Lilly me olhou com um sorriso.
- Esqueci que milionários tem jatos particulares. - Respirei fundo.
- As vezes você esquece esses detalhes. A vida não é um filme do Tom Cruise que tudo acaba bem. - Ela riu.
- Você e seu amor pelo Cruise... - Rimos.
- Cara, aquele nariz... - Fez cara de maliciosa.
- Santo Pai!
- Vamos, preciso tirar meu sono de beleza e arrancar esse reboco da minha cara! - Riu.
- Nem me fale!
(...)
Deixei Lilly em sua casa e voltei para a mansão. Adentrei minha casa de maneira tranquila, quando ouvi uma música vindo da cozinha.
Caminhei devagar, peguei a pistola que ficava escondida em um bloco falso da lareira.
Caminhei lentamente e quando olhei da porta, avistei Deshi, cozinhando e dançando de maneira romântica, sozinho.
- Sorte sua que eu sinto seu perfume a quilômetros de distância. - Ele falou ainda virado de costas.
- Não faça mais isso... - Respirei fundo. - Eu podia ter atirado em você!
- E estragar o seu encontro comigo? O seu cozinheiro e futuro marido? - Ele riu ao me encarar lentamente.
- O que está fazendo aqui? - Eu ainda estava tentando entender, mas estava achando engraçado.
- Bom, você não come nada! E eu fiquei preocupado que você chegasse muito bêbada! - Ele se aproximou de mim, enquanto eu voltava até a sala para guardar a arma em seu lugar.
- Entendi.
- Caramba, que lugar maneiro, eu jamais encontraria nada aí!
- Esse é o objetivo! - Sorri para ele.
- Você parece estressada e cansada! - Deu uma forçada leve.
- Só estou um pouco estressada! Minha noite foi realmente longa, fazia muito tempo que eu não saia com as garotas, esqueci que elas são inimigas do fim! - Rimos.
- Eu saí com Paul essa noite também, achei que seria legal contribuir com as suas investigações. - Falou se sentando no sofá, e me chamando para sentar ao seu lado com as mãos estendidas.
Me sentei entre suas pernas e ele começou a massagear meus ombros. Suas mãos eram precisas e eu sentia a tensão sair aos poucos, além de alguns arrepios quando ele apertava suavemente a minha nuca.
- Me conte mais sobre sua noite?
- Bom, você só precisa saber que homens reunidos, homens herdeiros e cheios de paparico dos pais, são um porre! - Rimos.
- Eu imagino!
- Mas, agora entendo o motivo pelo qual você e Paul namoraram, ele é muito divertido e centrado. Falei a ele que precisávamos descobrir vários podres dos caras, e que entre eles poderíamos encontrar pistas de Phillip. - O que não foi difícil.
- E então?
- Descobrimos muitos podres, nada sobre Phillip, mas algumas coisas sobre um novo carregamento de drogas boas que podem chegar por um tal de Louis, no próximo mês! Acho que essa foi a pior, descobrir que 80% dos cretinos se drogam com coisas importadas e de origem misteriosa. - Ele arfou.
- c*****o! - Me virei o encarando.
- O que foi, apertei forte? - Ele se assustou.
- Louis é filho do Phillip! É muito bom saber que podemos pegar ele e tentar trazer o chefão de volta! - Me animei.
- Ou ganhar a confiança dele, fingindo que tem interesse dessas porcarias dentro da Secret? - Ele parecia receoso com a minha animação perigosa.
- A Secret tem uma regra clara sobre drogas! Nós não permitimos que usem ou que estejam sob o efeito delas para adentrar o cassino! - Respirei fundo, era a regra mais importante da Secret!
- Entendi, realmente seria suspeito propor isso já que é um ponto chave do seu estabelecimento.
- Precisamos bolar algum esquema para atrair ele, e o fazermos ser pego em flagrante com tudo. Você tem mais informações sobre isso?
- Não, ele é muito esperto. Tem colaboradores, os lugares nunca foram divulgados, celulares e números descartáveis e tudo muito bem coberto.
- Você ao menos sabe o nome do fornecedor dos babacas?
- Não, eu não perguntei. Não demonstrei muito interesse, mas pode ser que eu consiga algo com Paul, afinal de contas, ele conhece aqueles caras a muito tempo, provável que já tenha ouvido falarem ao menos um apelido. - Realmente!
- Isso, você tem razão! Muito obrigada por sua ajuda Deshi! - Sorri forte e lhe dei um selinho.
- É isso o que eu ganho por te ajudar? - Sorriu malicioso.
- Não, você merece muito mais! - Falei corando.
- Tá, mas agora eu vou terminar a massagem e nós vamos comer! - Eu me virei e ele continuou apertando meus ombros.
Suas mãos quentes, me fizeram relaxar bem, até que caímos no sono. Deitados no sofá, abraçados, de maneira confortável. Eu nunca havia experimentado algo tão seguro, me sentia protegida quando estava com ele, e em toda minha vida nunca permiti me agarrar ou confiar assim em alguém.
Meus sentimentos eram misturados, uma coisa entre desejo, medo e solidão. O desejo de ter uma vida normal, o medo de perder tudo por ser egoísta e a solidão de caminhar sozinha dentro da vida que eu escolhi. Parecia que ele era a solução para todos esses problemas.
Eu só não sabia ainda, que as vezes o amor, machuca você mais que tudo!