Capítulo 15 - Uma noite de loucura

1213 Palavras
Prontas pra quebrar tudo, eu e Lilly estávamos bem arrumadas, elegantes e sensuais. A noite das mulheres seria em uma boate, a mais badalada entre os ricos e milionários. Tantos rostos familiares, conversas fiadas e muitos drinks caríssimos. - Até que enfim a princesa saiu da torre! - Penélope, sim, ela fazia jus ao nome. Alta, loira, olhos cor de mel e uma personalidade afiada, mas não tinha nada de m*****o nela, na maioria das vezes era chacota entre as garotas, por ser muito inocente. - Garota, se eu te contar! - Ri lhe dando um abraço. - Como vão as coisas? Eu não te vejo a décadas! - Ela parecia sincera, o que não impediu que olhares maldosos na roda de mulheres me atacassem com certa rapidez. - Tudo caminhando, amiga! - Sorri forçado para a roda que estava presente. - É, fiquei sabendo o que houve, é tão chata essa situação! - Sophy. Era filha de um acionista menor, mas não perdia a oportunidade de me atacar, já que era apaixonada por Paul desde a faculdade. - Sim, realmente! - Respondi educada. - E Lilly, sempre seu amuleto da sorte, não é? - Sophy. - Ela é minha irmã de consideração! - Toquei o ombro de Lilly. - Também senti falta da sua arrogância Sophy! - Touché, elas se odiavam. - Hora, hora! Quem temos aqui? - Uma voz avassaladora surgia por entre as curiosas. - Alice! - A olhei com um sorriso gigante. - Olga, você não perdeu sua beleza incomparável! - Me abraçou forte e eu retribui. Alice era uma mulher fenomenal, estudamos juntas na faculdade, ela era minha parceira em todas as tarefas. Após a faculdade, ela se casou e teve um filho lindo, de tornou uma super mãe, mas passavam todo o tempo viajando e se divertindo com a fortuna de seu marido, dono de muitos imóveis e concessionárias de várias cidades. Ela tinha estatura mediana. Cabelos ruivos e curtos num Chanel. Era elegante, pálida, e sempre com um batom vermelho, saltos finos e roupas estilosas, vestidos longos e ousados. Ela sempre chamava a atenção por onde passava, fosse pela sua beleza ou por seu carisma.  - Olha quem fala! Que saudades! - A olhei com um sorriso forte, era ótimo estar perto dela novamente. - Eu senti muito sua falta! - Sorriu. - Por onde esteve todo esse ano? - Perguntei curiosa. - Não está cedo para começar a falar sobre suas aventuras de mãe? - Penélope. Elas não se gostavam. - Eu sei que você não gosta, pois não teve uma mãe! - Alice era maldosa quando podia. - Hey hey hey, calma garotas, a noite começou agora e temos muito uísque para beber! - Para Lilly engolindo o riso. - Vamos lá, temos muito o que conversar! - Fomos caminhando para a área vip. - Se quiser, Olga, posso pagar a entrada de vocês! - Sophy, com um riso m*****o. - Como quando eu tive que fazer isso por você várias vezes no passado? - Chutei o balde. - Vocês estão afiadas hoje, vai ser divertido! - Alice ria alto. - Senti falta disso! - Falou Lilly, revirando os olhos. - Eu ainda tento entender como conseguimos sair juntas se não nos suportamos! - Falou Alice. - É que nós não somos falsas, como a maioria. A gente não se gosta, mas se respeita! - Penélope. - Sim, e as vezes é melhor ser uma víbora com vocês para descontar as minhas frustrações da vida adulta, suas cadelas! - Falou Sophy. - Que vida adulta que você leva? Você desfila para marcas de luxo e posta foto nas redes sociais! - Lilly. - E você Lilly, vai revelar com o que trabalha, ou só vai continuar sugando nossa energia espiritual? - Sophy. - Fico com a segunda opção, mas não é justo, você não tem nenhuma energia espiritual! - Elas riram alto, como hienas. - Essa foi boa, vaca! - Sophy. Fomos ao nosso local favorito do vip. Tínhamos uma vista do lugar inteiro, e chamávamos a atenção de muito rapazes. Éramos uma super gangue. Porém, ninguém se importava com isso. Nunca beijávamos ninguém, só ficávamos fofocando sobre todos ao redor e se atacando, bebendo e dançando as vezes. - Olga, ainda fuma? - Alice. - Sinceramente, sim! - Falei arqueando a sobrancelha. - Então, vamos mais ali para o canto. O que houve contigo? Conseguiu largar essa merda, e voltou!! - Ela parecia decepcionada, eu não a culpava por isso. - Você sabe... - Estresse! - Muito! O tempo todo! - Rimos. Acendemos um cigarro e ficamos em silêncio por um tempo, curtindo o som. - O que há contigo? - Perguntei. - Como assim? - Ela me encarou. - Sei que há algo errado. Você sempre viaja, mas ama a sua casa mais que tudo. E esse ano não parou para nada, nem para sua super festa de aniversário com as 10 pessoas. - Era uma tradição dela. Todos os anos, a festa de aniversário com as 10 pessoas mais importantes da vida dela. E eu sempre estava inclusa. - Então, é perceptível... - Deus um trago forte e assoprou meio rancorosa. - É o Sebastian, ele está me traindo. - Respirou fundo. - O quê? - Eles tinham a imagem de família perfeita, porque realmente sempre foram. - Eu descobri a pouco tempo, e sinceramente não sei o que fazer. Eu o amo tanto, mas não consigo estar perto para ver nada disso. - Ela respirou fundo. - Como você pode ter tanta certeza? - Bom, durante as minhas viagens, nossos cartões tem sido usados por ele em hotéis caros, lojas de roupas femininas e perfumarias, joalherias, o tempo todo, e sempre que eu chego, não há nada para mim. Então, para quem é? - Fazia um pouco de sentido. - Acho que vocês deveriam conversar sobre tudo isso, e você deveria dizer a ele como se sente! - Eu sei, nunca fomos de esconder nada um do outro. Eu acho que só tenho medo de tudo acabar e acabar perdendo ele, não suporto a idéia de ser traída, mas odeio mais ainda a hipótese de ficar sem ele. Isso é estranho? - Não, eu imagino que sua cabeça deve estar os caos, mas, viajar e sumir, não vai resolver seus problemas. Vocês precisam ser francos! - A olhei. - O que você entende de casamento né? - Ela riu ao proferir. - Eu sou fluente na linguagem do amor! - Rimos. - Tá, e quem é o cara por quem você está apaixonada agora? - Ela sorriu. - Tanto tempo sozinha, desde o Paul. Cê acha mesmo que vou arrumar alguém agora? - Sorri. - Eu não sei, mas que você está transbordando alegria e amor, isso você está! É sinal de amor no coração! - Riu. - Bom, na verdade eu tô apaixonada pelo meu noivo! - A vi se revirar toda para mim e tapar a boca com as mãos. - Noivo??!!! - Sim! Ele tem me ajudado muito na parte financeira, o que é maravilhoso para nós! - Essa sua carinha não é a de "gratidão" é a de amor! - Ela sorriu. - Eu vou te contar tudo, só não fique muito chocada! - Sorri...
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