Pré-visualização gratuita Capítulo 1: O Luto
Mais uma madrugada na fria e "aconchegante" Moscou.
Depois de um dia cansativo no hotel estou eu mais uma vez a caminho do meu apartamento que divido com mais 2 amigas.
Mal abro a porta e já escuto as conversas nada baixas de Anna e Poliana.
Sim essas são minhas amigas de apartamento.
-Anastacia, chegou tarde novamente.
Olho para elas e tento dar um sorriso mais na verdade não sei se consigo novamente sorrir depois da minha perca.
Anna vem e me abraça.
- Ei, vai tomar um banho e descansar. Ficar trabalhando assim não vai adiantar. Você precisa sair desse luto amiga.
Anna e muito meiga e extrovertida. Já Poliana e a garota russa seca e amorosa do jeito dela se e que me entendem.
Olho para Poliana e sei que com certeza as duas chegaram agora de alguma balada, afinal Poly está vermelha igual pimenta.
- Meninas vão deitar também. Obrigada pelo carinho. Prometo a vocês que vou ficar bem.
Ando até meu quarto, jogo a bolsa na cama e olho em volta.
Estou exausta, porém não consigo desligar. Estou parecendo um fantasma. Meus chefes estão aproveitando da minha situação e eu sei disso.
Mais trabalhar e a única coisa que me faz esquecer.
Enquanto estou no hotel limpando quartos e mais quartos eu esqueço que a vida me tirou a única pessoa capaz de me fazer sorrir.
Ando até a sacada e observo os arranha céu. Uma mais lindo e imponente que o outro
A cidade grita luxo e poder e Aleksandr antes de partir prometeu me apresentar esse universo.
Mas quer saber não vou pensar nele, não agora.
Tomo um banho e deito já ajustando o despertador para meu próximo plantão no hotel que será a exatamente daqui 5hs.
Choro segurando uma camisa do meu amado e eterno namorado e acabou pegando no sono.
......No quarto ao lado.....
- Anna, estou preocupada com a Anastácia. Ela só trabalha e trabalha. Temos que fazer alguma coisa ou quem vai morrer de verdade será nossa amiga.
Poliana olha para a amiga de poucas palavras e solta um suspiro.
- O negócio tá sério mesmo né? - até você já está preocupada.
- Claro que me preocupo. Somos nós por nós amiga. Sou assim bruta e calada, mais amo vocês. Temos que fazer algo pra nossa amiga voltar a sorrir. Nunca gostei daquele traste, e agora depois que morreu oque eu eu não acredito eu gosto menos ainda. Nem "morto", ele deixa nossa amiga em paz.
Anna revira os olhos e sorri
- Lá vem você com essas suas teorias. Nós fomos no funeral com nossa amiga. O cara estáva lá e você ainda fica com essa conversa kkkk. Imagina, do se ele for louco, cara tava lá deitado durinho durinho.
Agora quem suspira e Poly.
- Tá ok amiga. Mais temos que pensar em algo. A Anastácia está se matando de trabalhar, parou os estudos. Ela tem apenas 23 anos, tem a vida pela frente. Prometemos cuidar umas das outras e estamos falhando.
Elas se olham e parecem ficar pensativas
- Pollyana vamos pensar em algo. Temos que tirar ela daquele emprego também, aqueles abutres estão aproveitando da fragilidade do momento para fazer ela trabalhar e trabalhar ainda mais.
Elas concordam e se deitam juntas pensando em algo.
......De volto ao quanto de Anastácia.....
O dia já estava quase para amanhecer quando o despertador tocou novamente anunciando que havia se passado 4hs e daqui uma hora teria que estar novamente na minha rotina.
Levanto, lavo meu rosto na água aquecida pra poder desperta, corro na cozinha, faço um café rápido e volto pra me arrumar. Deixo um bilhete pras meninas e la vou eu para o hotel Metropol.
Ando pelas ruas ainda escuras e fico imaginando que enquanto uns dormem o sono dos justos outros tem que sair e lutar antes de ver o sol raiar.
Várias pessoas saem pra trabalhar, cada um com seus objetivos. O meu é somente um; Esquecer um grande amor.
Chego no hotel, coloco meu uniforme e sigo para o primeiro quarto. Abro a porta e começo a organizar, e esse aqui esta daquele jeito. Limpo, esterelizo, arrumou, lavo e logo está impecável para receber o próximo magnata.
Vou para o próximo e é a mesma coisa.
Quando estou indo para o terceiro do dia sou chamada no rádio.
🔘 Anastácia, precisamos de você no bar. Tem um hóspede especial chegando e a funcionária que organiza as bebidas faltou.
Solto um longo suspiro, guardo meu carrinho e sigo para o Bar do hotel.
Desco do elevador e volto a suspirar, afinal prefiro limpar dez quartos a vim aqui. Aqui e o lugar onde os homens bebem e se acham os donos do mundo. Onde eles acham que garçonete e g****************a. Onde eles pensam que o dinheiro compra e comanda tudo e no final e quase assim mesmo.
- Você demorou garota. Estava já quase mandando ir atrás de você.
Olho para meu chefe e balanço a cabeça.
- Vim imediatamente senhor. Desculpe se demorei mais que o esperado.
Ele solta um sorriso de satisfação e eu só me viro e saio pra não perder a compostura.
Nunca fui assim, mas dizem que o luto muda as pessoas.