Marcinho Fiquei encostado na porta do barraco, tragando meu cigarro devagar, ouvindo os gritos dela lá dentro. A irmã do desgraçado do Urso chorava, se debatia presa na cadeira, as mãos amarradas atrás das costas, a boca machucada por causa da mordaça que eu mesmo amarrei. A cada lamento dela, um prazer frio subia pelo meu peito. Bonita demais pra ser só um recado… mas perfeita pra servir de lição praquele o****o do Urso. Cuspi no chão e dei mais uma tragada, falando alto pro meu parceiro que tava lá dentro com ela. — Marcinho: Vai devagar, mas não deixa ela respirar muito não. Ela tem que entender que aqui não tem herói pra salvar princesa nenhuma. Entrei no barraco e fiquei só olhando. Ela tava ali, jogada num colchão velho no canto, com a roupa rasgada e o rosto molhado de choro. Um

