Urso Eu já tinha perdido a noção de quanto tempo eu andava naquele corredor, com a cabeça encostada na parede e as mãos suando frio. Cada vez que alguém de branco passava por mim, eu perguntava. Urso: E aí? Tá tudo bem? Como é que tá ela? Enfermeira: Calma. Tá tudo bem – ela respondeu, tentando me acalmar. Mais eu só ia me acalmar mesmo quando visse as duas com meus próprios olhos. De repente, outra enfermeira abriu a porta e me olhou. Enfermeira: Pai da Aylla? Eu dei um passo pra frente na hora. Urso: Sou eu. Enfermeira: Pode entrar. Ela tá chegando. Meu coração parecia que ia sair pela boca. Entrei na sala devagar, com medo de desmaiar, com medo de chorar, com medo de tudo – mas quando vi a Cinthia ali, deitada, o rosto suado, cabelo grudado na testa, mas com aquele brilho no o

