Carina Os corredores da mansão estavam mergulhados em um silêncio inquietante, quebrado apenas pelo som dos meus saltos ecoando no mármore frio. A cada passo, eu sentia os olhares dos capangas e conselheiros de Dante sobre mim. Alguns me observavam com respeito recém-adquirido, outros com desconfiança velada. Eu podia sentir o peso de suas dúvidas, o julgamento que pairava no ar, como se eles esperassem que eu vacilasse a qualquer momento. Não seria tão fácil. Depois da reunião com os capos, algo em mim havia mudado. Eu não era mais apenas a esposa de Dante ou a filha de um homem morto. Eu era alguém que tinha o poder de moldar meu próprio destino, e, mais importante, de reivindicar meu lugar naquela estrutura brutal e implacável. Entrei no escritório de Dante sem bater, empurrando as

