Carina A sala dos conselhos parecia um campo de batalha velado. O lustre antigo projetava sombras nos rostos dos capos reunidos ao redor da mesa longa, e o cheiro de charuto e conhaque pairava no ar como uma promessa de guerra. O silêncio era tenso — cada homem ali, acostumado ao poder, não estava pronto para aceitar facilmente uma mulher sentada entre eles, muito menos uma mulher que carregava sangue Accardi e Rossi. Dante se sentou à cabeceira, sua presença dominando o ambiente. Ele não disse nada, mas seus olhos diziam tudo: estava me dando espaço, mas também me testando. Era meu momento de mostrar quem eu era. Não apenas para os outros, mas para mim mesma. — Então é isso? — Vito, o capo mais velho, quebrou o silêncio, inclinando-se para frente, os olhos cravados em mim com um desdém

