Dante A luz da manhã escorria pelas frestas da persiana como uma denúncia silenciosa do que havíamos feito. Do que eu havia feito. A madrugada tinha sido longa, marcada por gemidos abafados, beijos ferozes e promessas que nunca tiveram nome. Mas agora o silêncio era denso. Quente. Perigoso. Eu estava acordado antes dela. Deitado de lado, observei Carina dormir. Os cabelos desfeitos sobre o travesseiro, a respiração ainda ofegante mesmo em repouso, o corpo marcado pelos meus dedos, minha boca, minha raiva e minha necessidade. Ela parecia tão frágil naquele momento… e, ao mesmo tempo, era a única mulher capaz de me desestabilizar. Meus dedos tocaram levemente seu quadril, onde um roxo começava a surgir. Não me arrependia. Eu nunca me arrependia. Mas ver as marcas da minha intensidade nel

