Carina A mão dele segurou meu rosto com firmeza, e mesmo com os olhos ardendo de raiva, eu sentia o corpo inteiro implorar por aquele toque. Dante me encarava como se quisesse me devorar inteira, e talvez quisesse mesmo. Porque eu também queria. Queria esquecer quem ele era, o que ele representava. Esquecer a maldita proposta de Luca Accardi, a guerra entre as famílias, as mortes, as mentiras. Queria apenas a forma como Dante me fazia sentir. Quente. Viva. — Ele não devia ter colocado os pés aqui, Carina — ele sussurrou, com a voz rouca, carregada de uma possessividade animalesca. — Você é minha. — Eu não sou sua coisa, Dante — retruquei, mas minha voz soava fraca, ofegante, rendida. — Não? — ele colou o corpo no meu, fazendo-me recuar até as costas encontrarem a parede. — Então por q

