Carina O som da cidade parecia mais distante do que nunca enquanto eu encarava o envelope agora aberto sobre a mesa. A assinatura de Giulio Accardi ainda queimava nos meus olhos como uma sentença. Meu pai tinha feito um acordo com o maior inimigo dos Rossi. E agora estava morto. Não conseguia parar de pensar em Dante. Em suas mãos marcadas pelo poder, em seus olhos que escondiam segredos demais... e no beijo dele, no toque, no jeito que me despia da razão como se fosse apenas mais uma camada. Eu tinha me entregado ao homem errado. Ou talvez, ao único homem que podia me dar as respostas — se quisesse. Mas eu já não confiava nisso. Se havia uma chance de saber a verdade, ela agora passava por outro nome. Accardi. E por mais que cada fibra do meu corpo gritasse que era uma loucura, eu sa

