Capítulo 6

1522 Palavras
Igor Santore - Igor, tenho alguns papéis que você...- Paro minha fala no mesmo instante, dei apenas uma leve batida na porta da sala do meu chefe e fui entrando, grande erro, nesse momento ele está sem camisa, meus olhos passam por todo seu peitoral malhado e p**a merda, que vontade de passar a língua a ali, acho que estou a muito tempo sem sexo. Mas não tenho mais do que alguns segundos para olhar para aquela maravilha, pois ele me olha e parece meio constrangido enquanto joga uma camisa em cima de sua mesa e veste outra que estava sobre sua cadeira. - Eu, a... - Acho que eu acabei de perder minha voz, e logo sinto minhas bochechas esquentarem, meu Deus que vergonha. - Desculpe, acabei entrando sem ter sua permissão. Eu estou me acostumando bem no trabalho, estou aqui a uma semana e já aprendi bastante coisas de como tudo aqui funciona, Igor é muito paciente em me ensinar. - Sem problemas, é algo urgente para eu assinar? - Ele pergunta, sentando-se em sua cadeira e apontando para os papéis esquecidos em minhas mãos. - Ah sim, é o contrato renovado da empresa que faz a entrega dos alimentos, acabou de chegar, mas é para entregar ao final do dia. - Eu cuido agora das correspondências que são coisas relacionados as burocracias do lugar, e quando se trata dessas coisas eu fico aqui na sala de Igor, mas eu não tinha nada para fazer e ele me mandou ajudar com as crianças, o que achei ótimo, não estava conseguindo me concentrar em quase nada que saia da sua boca. Até que chegou o contrato a qual ele estava esperando a quase uma semana. -Eles disseram que atrasaria apenas uns dois dias no máximo, e chegou bem na data de entrega, m*l vou ter terminado de ler isso direito. - Ele diz folheando as páginas do longo contrato. - É assim que muitos acabam caindo em contratos falsos. -Ele coça a nuca e me olha. - Sim, tem alguns que usam isso para ganhar mais dinheiro. Pode me ajudar com isso? - Pergunta com seus lindos olhos intensos grudados nos meus. Assinto. - Claro, é o meu trabalho. Nas próximas horas ficamos ali, lendo cada pequena coisa, pois isso era importante, estamos falando da alimentação dessas crianças, tem que ser tudo de alta qualidade, Igor faz questão disso. Não poderia mais admirar as atitudes desse homem. Depois de algumas horas ali, ele assina o papel, depois de nos certificamos de que tudo estava ok. - Obrigado pela ajuda. Teria terminado isso aqui bem em cima da hora. - Fala parecendo cansado, fechando os olhos e apoiando a cabeça no encosto da cadeira. E por um momento me pego admirando seu rosto, com uma beleza que chega a ser angelical. Sinto minha respiração acelerar quando seus olhos focam em mim, estamos um do lado do outro pois tive que ficar próximo dele e não minha mesa do lado esquerdo e com uma distância segura da sua, mas tive que puxar uma cadeira e me sentar ao lado dele para lermos o contrato, essa pequena distância parecia enorme, meu coração acelerou e engoli em seco com as sensações me invadiram. Vi a confusão seus olhos, desejo, medo. O que está acontecendo aqui? Ele se levanta rápido e vai para trás de sua cadeira, virando para a grande janela de vidro que tem visão de todo o grande jardim lá fora, volto a respirar normalmente, sentindo um aperto no peito. - Você pode enviar de volta o contrato, - Vejo o movimento de suas costas, ele parece está soltando uma longa respiração. Sua voz está rouca, distante. - Depois pode passar o dia com os meninos. - Me sinto decepcionado, e nem sei com o quê. Assinto, e me dou conta de que ele não viu, já que ainda continua olhando tudo lá fora. Nesses últimos dias, enquanto estávamos só os dois aqui, conversamos bastante sobre tudo, achei que estava conquistando sua amizade. Apenas abaixo a cabeça me levantando e seguindo para a porta. - Sim senhor. Saio dali, sentindo meu corpo fraco. Merda. O que é que eu estou pensando? Quando vi seus lábios ali tão perto dos meus, o olhar que ele me direcionou, apenas quis beijá-lo. Isso está indo contra tudo o que eu quero. Não posso me deixar me levar assim, tenho certeza de que se eu não tivesse me afastado, eu teria o beijado. E isso nunca vai acontecer, em hipótese alguma. E merda de novo, o olhar que ele me deu ao entrar na sala e me ver sem camisa? Meu corpo acendeu como uma maldita árvore de Natal quando os pisca-pisca são ligados a tomada. Eu tinha acabado de me molhar no banheiro e fui me trocar, já que sempre trago uma muda de roupas comigo, nunca sei o que me pode acontecer na companhia de criaturinhas tão pequenas e levadas. Solto um suspiro longo e forte. Tenho que distrair a minha mente. Saio da minha sala e sigo em direção a sala de jogos, encontrando vários dos meus pequenos a qual os cumprimentos com beijos em suas bochechas gordinhas. Passa mais de uns 40 minutos que estou aqui quando Alec entra na sala com João em seu colo, ele rir de alguma coisa que meu moleque sapeca fala e que sorriso lindo. João me ver e aponta para mim, logo fazendo Alec me notar, seus olhos cruzam com o meu e eles vem em minha direção, estamos brincando com alguns lego e massinha de modelar, João deixa um beijo em minha bochecha e entra na brincadeira, Alec se senta ao meu lado e meu corpo começa a suar. Volto a brincar com meus pequenos e ele faz o mesmo. Então fico só ali, aproveitando sua presença e me deliciando com suas risadas dirigidas aos pequenos. Marina aparece na porta e chama por todos, pois está na hora do banho, o que quer dizer que está na minha hora de ir para casa, ficar longas horas sozinho naquele espaço enorme. - Vai ficar para o jantar Igor. - Marina pergunta e olho em sua direção. - Não, - Nem termino de falar e um coro de lamento é ouvido. Acabo rindo e Alec faz o mesmo junto com Marina. - Acho que posso ficar um pouco mais. Todos comemoram e deixam beijos estalados em minha bochecha. Todos se vão, até que resta somente eu e Alec sentados no tapete enorme da sala. - Eles amam você. - Olho para ele e sorrio. - E eu amo cada um deles. -Ele balança a cabeça e fica pensativo, até que me olha. - Como se sente ao ver eles partirem? - Seu rosto tem uma expressão de curiosidade. - Não vou mentir, eu me sinto triste por ver eles partirem, mas me sinto ainda mais feliz por saber que eles vão ter uma família que os amará. - Ele passa a língua por seus lábios, mordendo-os em seguida. E isso me deixa atordoado por alguns segundos. - Já aconteceu de você se apegar demais a algum? - Penso um pouco. - Sim, foi a primeira criança que eu vi indo embora, eu cheguei até a chorar. Por dias. - Ele rir, e acabo fazendo o mesmo. - E como você teve a ideia de ter tudo isso aqui? - Ah...-Ele me olha e arregala os olhos. - Desculpe se estou me metendo em sua vida. -Diz apressado. - Não, tudo bem, eu apenas não sei explicar, sempre tive esse desejo em mim, de que ajudaria quem precisasse. Não importa quem, eu sempre estenderia minha mão. E eu tenho bastante dinheiro, tinha de gastar ele com algo útil. - Ele tem um sorriso lindo no rosto agora. - Você é muito especial Igor, está mudando a vida de muitas pessoas, dando um futuro melhor para esses pequenos. -Sorrio envergonhado. - Nada mais que minha obrigação. - Nossos olhares estão conectados de novo, e isso vem acontecendo numa frequência impressionante. Desvio meus olhos dos seus e me levanto, estendendo minha mão para ele, Alec pensa por alguns segundos e aceita minha mão, e a sinto minha palma formigar ao entrar em contado com sua mão quente e macia. Meus pensamentos todos em uma bagunça. - Você deve ir tomar um banho, daqui a pouco já é o jantar. - Ele tinha um sorriso nervosos nos grossos lábios, que logo se transformou em um sorriso brincalhão, impressionante como já consigo ler esse homem, isso só em poucas semanas de convívio. -Está dizendo que estou fedendo. -Ele levanta os braços e se cheira, não sei se fico envergonhado ou caio na risada com seu gesto. Por isso mordo meus lábios para a gargalhada não sair. - Eu não tive a intenção de dizer isso. -Ele rir divertido. - Eu sei, estava apenas brincando. Rimos e começamos a andar em direção a sala de jantar, mas no corredor eu sigo sozinho, já que Alec subiu para o seu banho. E tento ocupar minha mente com outras coisas que não seja ele sem roupa.
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