SAMIRA — Onur, espere! — grito, muito acima do tom de voz que eu deverei usar, principalmente nessa casa onde as paredes têm ouvidos, mas o desespero leva a pessoa a fazer coisas estúpidas. Vê-lo ao lado de Aisha despertou um sentimento estranho em mim, como seja lá o que eles estavam fazendo fosse algo que eu não gostaria, fosse algo que não era bom para o que eu planejei para mim. — Onur, por favor! — imploro, quando avisto as costas dele. Vejo como Onur endurece antes de parar e se virar lentamente na minha direção. Ele sempre parece fazer isso quando eu estou perto agora, endurecer, tornar-se frio e distante e eu odeio que ele faça isso, eu preciso que ele entenda que tudo que eu estou fazendo agora é por ele, por nós dois, para que exista um nós dois. A conversa que tivemos na n

