Ficamos até o nascer do sol sentadas no jardim, em silêncio. Tanto eu quanto Letisha não sentindo necessidade de falar mais nada depois de tudo que já tinha sido dito. Poder ficar em contacto com a natureza foi libertador e o silêncio entre Letisha e eu não foi constrangedor, era mais como se cada uma de nós estivéssemos presas nas nossas próprias cabeças, cada uma no seu mundo. Mas o fato era que mesmo ao lado de Letisha eu ainda me sentia extremamente sozinha e me perguntava se o mesmo acontecia com ela, se a solidão a engolia tal qual acontecia comigo, mesmo quando estávamos rodeadas de pessoa. Esse poderia ser apontado como mais uma das crueldades de Farid, que nos tira, me tirou, de uma família amorosa para nos condenar ao resto de uma existência de solidão. Logo após o nascer do s

