Giovanni De Santis. O celular vibrou de novo. Era a sétima vez só naquela noite. Sofia. Não tive coragem de apagar as notificações. Nem de abrir as mensagens. Mas li cada prévia, linha por linha, como se cada palavra cravasse mais fundo no peito. “Giovanni, por favor... fala comigo.” “Ele está ficando fora de si.” “Você é o único que eu ainda acredito que pode me ajudar.” “Me encontra. Preciso de você.” “Por favor... não me deixa sozinha.” “Não sei mais quem eu posso confiar.” Fechei os olhos. Respirei fundo. A dor era aguda. Cortante. Eu queria responder. Queria dizer que eu também sentia falta dela, que eu também estava com medo, que nada daquilo era justo. Mas eu não podia. Não agora. Não enquanto estivesse no fio da navalha entre dois monstros: o homem que me criou... e o

