Luca Mancini A voz do meu pai atravessou o corredor como um raio estalando no meio de uma tempestade: — Você é uma decepção, Pietro! Uma maldita vergonha para essa família! Parei no meio do corredor, os ombros tensos. O som reverberou pelas paredes antigas da mansão como um trovão repetido, reverberando o peso de gerações inteiras corrompidas pelo mesmo sangue. E ele continuava. — Depois de tudo o que eu fiz por você... você me retribui assim? Trazendo vergonha e fraqueza pra dentro da minha casa? — Eu não sou você, velho... — a voz do Pietro respondeu abafada, mais grave, firme, mas com raiva contida. Dei mais um passo, quase encostando na parede. A porta da biblioteca estava entreaberta, e pelo vão vi o momento em que um copo de cristal voou na direção da parede, arremessado por G

