Encosto

2729 Palavras
Yara Em três passos acabei entrando em um beco, pude perceber algumas faíscas emanando abaixo dos meus pés. — Ah não! — Esbravejei pulando para o lado pouco subindo em uma lata de lixo antes do portal se abrir por completo. — SE QUISER QUE EU ENTRE É BOM CRIAR ESSE PORTAL NA VERTICAL! O portal se fechou e logo outro se abriu na parede. Como a laide que sou entrei muito calmamente no portal que logo se fechou atrás de mim, e lá estava eu de volta ao sanctum. — Eu falei para você não sair! — Strange parecia possesso comigo. — Eu não sai! Tecnicamente fui expulsa! — VOCÊ DE NOVO?! — Wong apareceu aproximando-se de nós. — POR ELE! — Wong. — Strange colocou a mão em seu ombro o impedindo de me jogar por um portal de novo. — Ela não é uma invasora. — Não? — Foi o que eu tentei dizer! — Ela foi trazida para cá acidentalmente de outro universo, por estagiário! — Ele negou com a cabeça incrédulo. — Outro universo? — Wong me olhou como se eu fosse um alienígena... Talvez eu seja de certa forma. — Sou Yara. — Me apresentei prendendo meu cabelo com o mesmo. — Wong. — Eu sei! Tenho uma caneca com você e o Strange em desenho! — Disse empolgada me contendo para não espremer aquelas bochechas. — Que? — Aparentemente no universo dela o nosso universo é uma franquia de filmes. — Ela pode destruir nossa linha temporal com sua mera presença! — Ele parecia assustado. — Devíamos nos livrar dela. — Licença, mas "ela" tá aqui e está ouvindo tudinho. — Disse olhando para eles com uma sobrancelha arqueada. — Até devolvermos você a sua realidade, não saia do Sanctum. — Não foi eu que me joguei por um portal no meio do Central Park! — Ok crianças parem de brigar, em algum livro deve ter um feitiço para te mandar de volta. — E se tentarmos com um fio de cabelo dela? — Perguntou Wong esperançoso. Strange simplesmente arrancou um fio de cabelo meu fazendo-me gritar passando a mão na cabeça. Mas ao abrir um portal ele apenas estava escuro. — O feitiço só funciona para lugares ao menos no mesmo universo que o nosso. Como ela é de outro totalmente diferente... — Com um movimento de mãos ele desfez o portal. — Não podia ter chegado a essa conclusão antes de me arrancar um tufo de cabelo? — Esbravejei ainda esfregando a cabeça. — Como Carvalho aquele estagiário me trouxe aqui? — Nem ele sabe. Mas daremos um jeito logo! 2 meses depois Sentada no meio do sanctum com os olhos fechados eu tentava não surtar devido ao confinamento, eu literalmente já havia contado cada tijolo desse lugar! — Esta meditando? — Ouvi a voz de Strange. — Não. — Então o que está fazendo aí? — Perdi meus óculos. — E por que não vai procurar? — Não enxergo! — Respondi me deitando em posição fetal. — Eu vou surtar... Não aguento mais, você disse que conseguiria logo, já se passaram DOIS MESES! — Acha que eu não sei? Estamos tentando! — O senti tocar no meu ombro entregando-me um óculos. — E Eu vou colar isso na sua cara se continuar perdendo. — Steven, e-Eu não posso mais ficar aqui. E se eu só não falar nada sobre o que eu sei? Eu to ate desbotando presa por essas paredes! Me sinto até mais burra por estar a tanto tempo sem ir à escola! — Quer que eu arrisque todo um universo por um capricho? — Ou você me deixa ter uma vida normal até me devolver a minha realidade ou eu vou atrás do Tony Stark e vou dizer TUDO que eu sei e acredite eu sei muita coisa! Que se ele evitar... Meu amigo esse universo já era! — O ameacei cerrando os olhos. Parecemos entrar em uma espécie de aposta de quem pisca primeiro já que apenas nos encarávamos. — Não acredito que estou sendo chantageado por uma pirralha! — Esbravejou entrando em um portal e sumindo. Esse negócio de ficar entrando e saindo de portais não deve fazer muito bem. Podendo enfim me levantar sem esbarrar em nada fiquei olhando para fora pela grande janela do sanctum. Se eu passasse mais 1 semana sem ver alguém que não seja o Strange ou o Wong Eu vou sair batendo em todo mundo e alegar insanidade! Além disso... Por mais absurdo que pareça, as vezes sentia saudade de casa, quase não ter amigos e uma mãe ausente ajudavam a não sentir taaanta falta assim, mas as vezes pensava na minha realidade... Senti algo tocar o meu ombro e ao olhar para trás se tratava da capa do Strange, as vezes era estranho vê-la andando por aí sem ele, mas acostumo com o tempo. — Valeu. — Agradeci apertando meus lábios em um sorriso a passando a mão em seu tecido já que ela parecia tentar me confortar de alguma forma. — Talvez a insanidade tenha realmente chegado tô falando com uma capa. Contrariando as minhas expectativas ela literalmente colocou-se sobre mim, incrível como uma "peça de roupa" pode te fazer sentir mais poderosa. Como a capa geniosa que era ela praticamente me arrastou pelo sanctum fazendo meus pés deslizarem naquele piso amadeirado. — Podia ir mais... — Antes que eu pudesse terminar esbarramos em uma viga. — Devagar... Sem me dar ouvidos, talvez porque ela não tenha, continuou a me puxar até passarmos por uma porta. Só então percebi que se tratava da sala que dava acesso aos outros sanctums e bem ao centro em um pedestal estava o Olho de Agamotto. A capa me puxou mais um pouco me fazendo parar bem em frente a joia. — Quer que eu pegue isso? — Perguntei e ela simplesmente assentiu com a ponta do tecido. Com cuidado o peguei colocando no pescoço, já me sentindo a versão feminina do Strange! Na tentativa de imitá-lo fiz o gesto com as mãos e para o meu espanto o olho se abriu brilhando uma luz verde que emanava da joia do tempo. — Fruta que partiu... — Sussurrei em choque. Segurando o olho eu encarava a joia, incrível como essa coisinha pequenininha pode e vai causar tanto estrago... Saber disso e não poder fazer nada para evitar era realmente uma caca de cavalo. — O que está fazendo aqui? — Ouvi a voz do Strange atrás de mim, o que fez até a segunda geração dos meus pelos se arrepiarem. Ouvi seus passos se aproximando e quando o vi ao meu lado não sei quem estava mais em choque eu ou ele. — Oi. — Disse sorrindo mostrando todos os dentes. — Como abriu o olho? E como está com o manto de levitação? — Não sei e não sei. Eu só imitei seus gestos e a sua capa temperamental só veio me empurrando até aqui. — Não se brinca com uma joia do infinito! — Acredite, eu mais até do que você sei disso. — Fazendo o gesto para fechar o olho tirei o Olho o devolvendo ao seu lugar. — Onde você estava? — Resolvendo meu problema com você. — Respondeu saindo da sala. — Então Eu vou Para Casa? — Perguntei o seguindo. — Infelizmente ainda não, mas resolvi o meu problema de você ficar aqui mexendo em tudo e o seu de não poder sair. — Ele me entregou uma mochila que estava sobre um móvel. — A partir de hoje seu nome é Yara Strange, minha filha e amanhã já começa em uma escola. Por favor tente não acabar com a minha realidade. — Só por cYara     Em três passos acabei entrando em um beco, pude perceber algumas faíscas emanando abaixo dos meus pés. — Ah não de novo não! — Esbravejei pulando para o lado um pouco subindo em uma lata de lixo antes do portal se abrir por completo. — SE QUISER QUE EU ENTRE É BOM CRIAR ESSE PORTAL NA VERTICAL! O portal se fechou e logo outro se abriu na parede. Como a laide que sou entrei muito calmamente no portal que logo se fechou atrás de mim, e lá estava eu de volta ao sanctum. — Eu falei para você não sair! — Strange parecia possesso comigo. — Eu não sai! Tecnicamente fui expulsa! — VOCÊ DE NOVO?! — Wong apareceu aproximando-se de nós. — POR ELE! — Wong. — Strange colocou a mão em seu ombro o impedindo de me jogar por um portal de novo. — Ela não é uma invasora. — Não? — Foi o que eu tentei dizer! Mas aqui vocês expulsam antes de perguntar as coisas! — Ela foi trazida para cá acidentalmente de outro universo, por estagiário! — Ele negou com a cabeça incrédulo. — Temos que parar de dar os anéis de portal para os novatos. — Outro universo? — Wong me olhou como se eu fosse um alienígena... Talvez eu seja de certa forma. — Sou Yara. — Me apresentei prendendo meu cabelo com o mesmo. — Wong. — Eu sei! Tenho uma caneca com você e o Strange em desenho! — Disse empolgada me contendo para não espremer aquelas bochechas gordinhas. — Que? — Aparentemente no universo dela o nosso universo é uma franquia de filmes. — Ela pode destruir nossa linha temporal com sua mera presença! — Ele parecia assustado. — Devíamos nos livrar dela. — Licença, mas "ela" tá aqui e está ouvindo tudinho. — Disse olhando para eles com uma sobrancelha arqueada. — Até devolvermos você a sua realidade, não saia do Sanctum. — Não foi eu que me joguei por um portal no meio do Central Park! Tinha um lugar mais público não para me jogar de pijama? — Ok crianças parem de brigar, em algum livro deve ter um feitiço para te mandar de volta. — E se tentarmos com um fio de cabelo dela? — Perguntou Wong esperançoso. Strange simplesmente arrancou um fio de cabelo meu fazendo-me gritar passando a mão na cabeça. Foi só um fio, mas pela dor pensei que tinha arrancado um tufo generoso. Mas ao abrir um portal ele apenas estava escuro. Totalmente n***o, um vácuo que se você gritasse ali dentro fazia até eco. — O feitiço só funciona para lugares ao menos no mesmo universo que o nosso. Como ela é de outro totalmente diferente... — Com um movimento de mãos ele desfez o portal. — Não podia ter chegado a essa conclusão antes de me arrancar um tufo de cabelo? — Esbravejei ainda esfregando a cabeça. — Como Carvalho aquele estagiário me trouxe aqui? — Nem ele sabe. Mas daremos um jeito logo! De um jeito ou de outro você vai voltar para a sua casa.     2 meses depois     Sentada no meio do sanctum com os olhos fechados eu tentava não surtar devido ao confinamento, eu literalmente já havia contado cada tijolo desse lugar! — Está meditando? — Ouvi a voz de Strange. — Não. — Então o que está fazendo aí? — Perdi meus óculos. — E por que não vai procurar? — Não enxergo! — Respondi me deitando em posição fetal. — Eu vou surtar... Não aguento mais, você disse que conseguiria logo, já se passaram DOIS MESES! Eu me olhei no espelho e achei 3 rugas! TRÊS! — Acha que eu não sei? Estamos tentando! — O senti tocar no meu ombro entregando-me um óculos. — E eu vou colar isso na sua cara se continuar perdendo. — Strange, e-eu não posso mais ficar aqui. E se eu só não falar nada sobre o que eu sei? Eu to até desbotando presa por essas paredes! Meu corpo suplica por vitamina D! Me sinto até mais burra por estar a tanto tempo sem ir à escola! — Quer que eu arrisque todo um universo por um capricho? — Ou você me deixa ter uma vida normal até me devolver a minha realidade ou eu vou atrás do Tony Parker e vou dizer TUDO que eu sei e acredite eu sei muita coisa! Que se ele evitar... Meu amigo esse universo já era! — O ameacei cerrando os olhos. Parecemos entrar em uma espécie de aposta de quem pisca primeiro já que apenas nos encarávamos. — Não acredito que estou sendo chantageado por uma pirralha! — Esbravejou entrando em um portal e sumindo. Esse negócio de ficar entrando e saindo de portais não deve fazer muito bem. Podendo enfim me levantar sem esbarrar em nada fiquei olhando para fora pela grande janela do sanctum. Se eu passasse mais 1 semana sem ver alguém que não seja o Strange ou o Wong Eu vou sair batendo em todo mundo e alegar insanidade! Além disso... Por mais absurdo que pareça, as vezes sentia saudade de casa, quase não ter amigos e uma mãe ausente ajudavam a não sentir taaanta falta assim, mas as vezes pensava na minha realidade... Senti algo tocar o meu ombro e ao olhar para trás se tratava da capa do Strange, as vezes era estranho vê-la andando por aí sem ele, mas devo me acostumar com o tempo. — Valeu. — Agradeci apertando meus lábios em um sorriso a passando a mão em seu tecido já que ela parecia tentar me confortar de alguma forma. — Talvez a insanidade tenha realmente chegado tô falando com uma capa. Contrariando as minhas expectativas ela literalmente colocou-se sobre mim, incrível como uma "peça de roupa" pode te fazer sentir mais poderosa. Como a capa geniosa que era ela praticamente me arrastou pelo sanctum fazendo meus pés deslizarem naquele piso amadeirado. — Podia ir mais... — Antes que eu pudesse terminar esbarramos em uma viga. — Devagar... Sem me dar ouvidos, talvez porque ela não tenha, continuou a me puxar até passarmos por uma porta. Só então percebi que se tratava da sala que dava acesso aos outros sanctums e bem ao centro em um pedestal estava o colar que o Strange costumava carregar por ai, o Olho. A capa me puxou mais um pouco me fazendo parar bem em frente a joia. — Quer que eu pegue isso? — Perguntei e ela simplesmente assentiu com a ponta do tecido. Com cuidado o peguei colocando no pescoço, já me sentindo a versão feminina do Strange! Na tentativa de imitá-lo fiz o gesto com as mãos e para o meu espanto o olho se abriu brilhando uma luz verde que emanava da joia do tempo. — Fruta que partiu... — Sussurrei em choque. Segurando o olho eu encarava a joia, incrível como essa coisinha pequenininha pode e vai causar tanto estrago... Saber disso e não poder fazer nada para evitar era realmente uma caca de cavalo. — O que está fazendo aqui? — Ouvi a voz do Strange atrás de mim, o que fez até a segunda geração dos meus pelos se arrepiarem. Ouvi seus passos se aproximando e quando o vi ao meu lado não sei quem estava mais em choque eu ou ele. — Oi. — Disse sorrindo mostrando todos os dentes. — Como abriu o olho? E como está com o manto de levitação? — Não sei e não sei. Eu só imitei seus gestos e a sua capa temperamental só veio me empurrando até aqui. — Não se brinca com uma joia do espaço! — Acredite, eu mais até do que você sei disso. — Fazendo o gesto para fechar o olho tirei o Olho o devolvendo ao seu lugar. — Onde você estava? — Resolvendo meu problema com você. — Respondeu saindo da sala. — Então Eu vou Para Casa? — Perguntei o seguindo. — Infelizmente ainda não, mas resolvi o meu problema de você ficar aqui mexendo em tudo e o seu de não poder sair. — Ele me entregou uma mochila que estava sobre um móvel. — A partir de hoje seu nome é Yara Strange, minha filha e amanhã já começa em uma escola. Por favor tente não acabar com a minha realidade. — Só por curiosidade... Em que escola eu estou? — Midtown high school. — Fedeu... — Meus olhos até saltaram. — Algum problema? — Perguntou com o cenho franzido. — Nenhum. — Disse pegando a bolsa e saindo dali antes que ele tivesse certeza que eu estava mentindo.
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