Yara
Em três passos acabei entrando em um beco, pude perceber algumas faíscas emanando abaixo dos meus pés.
— Ah não! — Esbravejei pulando para o lado pouco subindo em uma lata de lixo antes do portal se abrir por completo. — SE QUISER QUE EU ENTRE É BOM CRIAR ESSE PORTAL NA VERTICAL!
O portal se fechou e logo outro se abriu na parede. Como a laide que sou entrei muito calmamente no portal que logo se fechou atrás de mim, e lá estava eu de volta ao sanctum.
— Eu falei para você não sair! — Strange parecia possesso comigo.
— Eu não sai! Tecnicamente fui expulsa!
— VOCÊ DE NOVO?! — Wong apareceu aproximando-se de nós.
— POR ELE!
— Wong. — Strange colocou a mão em seu ombro o impedindo de me jogar por um portal de novo. — Ela não é uma invasora.
— Não?
— Foi o que eu tentei dizer!
— Ela foi trazida para cá acidentalmente de outro universo, por estagiário! — Ele negou com a cabeça incrédulo.
— Outro universo? — Wong me olhou como se eu fosse um alienígena... Talvez eu seja de certa forma.
— Sou Yara. — Me apresentei prendendo meu cabelo com o mesmo.
— Wong.
— Eu sei! Tenho uma caneca com você e o Strange em desenho! — Disse empolgada me contendo para não espremer aquelas bochechas.
— Que?
— Aparentemente no universo dela o nosso universo é uma franquia de filmes.
— Ela pode destruir nossa linha temporal com sua mera presença! — Ele parecia assustado. — Devíamos nos livrar dela.
— Licença, mas "ela" tá aqui e está ouvindo tudinho. — Disse olhando para eles com uma sobrancelha arqueada.
— Até devolvermos você a sua realidade, não saia do Sanctum.
— Não foi eu que me joguei por um portal no meio do Central Park!
— Ok crianças parem de brigar, em algum livro deve ter um feitiço para te mandar de volta.
— E se tentarmos com um fio de cabelo dela? — Perguntou Wong esperançoso.
Strange simplesmente arrancou um fio de cabelo meu fazendo-me gritar passando a mão na cabeça.
Mas ao abrir um portal ele apenas estava escuro.
— O feitiço só funciona para lugares ao menos no mesmo universo que o nosso. Como ela é de outro totalmente diferente... — Com um movimento de mãos ele desfez o portal.
— Não podia ter chegado a essa conclusão antes de me arrancar um tufo de cabelo? — Esbravejei ainda esfregando a cabeça. — Como Carvalho aquele estagiário me trouxe aqui?
— Nem ele sabe. Mas daremos um jeito logo!
2 meses depois
Sentada no meio do sanctum com os olhos fechados eu tentava não surtar devido ao confinamento, eu literalmente já havia contado cada tijolo desse lugar!
— Esta meditando? — Ouvi a voz de Strange.
— Não.
— Então o que está fazendo aí?
— Perdi meus óculos.
— E por que não vai procurar?
— Não enxergo! — Respondi me deitando em posição fetal. — Eu vou surtar... Não aguento mais, você disse que conseguiria logo, já se passaram DOIS MESES!
— Acha que eu não sei? Estamos tentando! — O senti tocar no meu ombro entregando-me um óculos. — E Eu vou colar isso na sua cara se continuar perdendo.
— Steven, e-Eu não posso mais ficar aqui. E se eu só não falar nada sobre o que eu sei? Eu to ate desbotando presa por essas paredes! Me sinto até mais burra por estar a tanto tempo sem ir à escola!
— Quer que eu arrisque todo um universo por um capricho?
— Ou você me deixa ter uma vida normal até me devolver a minha realidade ou eu vou atrás do Tony Stark e vou dizer TUDO que eu sei e acredite eu sei muita coisa! Que se ele evitar... Meu amigo esse universo já era! — O ameacei cerrando os olhos.
Parecemos entrar em uma espécie de aposta de quem pisca primeiro já que apenas nos encarávamos.
— Não acredito que estou sendo chantageado por uma pirralha! — Esbravejou entrando em um portal e sumindo.
Esse negócio de ficar entrando e saindo de portais não deve fazer muito bem. Podendo enfim me levantar sem esbarrar em nada fiquei olhando para fora pela grande janela do sanctum.
Se eu passasse mais 1 semana sem ver alguém que não seja o Strange ou o Wong Eu vou sair batendo em todo mundo e alegar insanidade! Além disso... Por mais absurdo que pareça, as vezes sentia saudade de casa, quase não ter amigos e uma mãe ausente ajudavam a não sentir taaanta falta assim, mas as vezes pensava na minha realidade...
Senti algo tocar o meu ombro e ao olhar para trás se tratava da capa do Strange, as vezes era estranho vê-la andando por aí sem ele, mas acostumo com o tempo.
— Valeu. — Agradeci apertando meus lábios em um sorriso a passando a mão em seu tecido já que ela parecia tentar me confortar de alguma forma. — Talvez a insanidade tenha realmente chegado tô falando com uma capa.
Contrariando as minhas expectativas ela literalmente colocou-se sobre mim, incrível como uma "peça de roupa" pode te fazer sentir mais poderosa.
Como a capa geniosa que era ela praticamente me arrastou pelo sanctum fazendo meus pés deslizarem naquele piso amadeirado.
— Podia ir mais... — Antes que eu pudesse terminar esbarramos em uma viga. — Devagar...
Sem me dar ouvidos, talvez porque ela não tenha, continuou a me puxar até passarmos por uma porta. Só então percebi que se tratava da sala que dava acesso aos outros sanctums e bem ao centro em um pedestal estava o Olho de Agamotto.
A capa me puxou mais um pouco me fazendo parar bem em frente a joia.
— Quer que eu pegue isso? — Perguntei e ela simplesmente assentiu com a ponta do tecido.
Com cuidado o peguei colocando no pescoço, já me sentindo a versão feminina do Strange! Na tentativa de imitá-lo fiz o gesto com as mãos e para o meu espanto o olho se abriu brilhando uma luz verde que emanava da joia do tempo.
— Fruta que partiu... — Sussurrei em choque.
Segurando o olho eu encarava a joia, incrível como essa coisinha pequenininha pode e vai causar tanto estrago... Saber disso e não poder fazer nada para evitar era realmente uma caca de cavalo.
— O que está fazendo aqui? — Ouvi a voz do Strange atrás de mim, o que fez até a segunda geração dos meus pelos se arrepiarem.
Ouvi seus passos se aproximando e quando o vi ao meu lado não sei quem estava mais em choque eu ou ele.
— Oi. — Disse sorrindo mostrando todos os dentes.
— Como abriu o olho? E como está com o manto de levitação?
— Não sei e não sei. Eu só imitei seus gestos e a sua capa temperamental só veio me empurrando até aqui.
— Não se brinca com uma joia do infinito!
— Acredite, eu mais até do que você sei disso. — Fazendo o gesto para fechar o olho tirei o Olho o devolvendo ao seu lugar. — Onde você estava?
— Resolvendo meu problema com você. — Respondeu saindo da sala.
— Então Eu vou Para Casa? — Perguntei o seguindo.
— Infelizmente ainda não, mas resolvi o meu problema de você ficar aqui mexendo em tudo e o seu de não poder sair. — Ele me entregou uma mochila que estava sobre um móvel. — A partir de hoje seu nome é Yara Strange, minha filha e amanhã já começa em uma escola. Por favor tente não acabar com a minha realidade.
— Só por cYara
Em três passos acabei entrando em um beco, pude perceber algumas faíscas emanando abaixo dos meus pés.
— Ah não de novo não! — Esbravejei pulando para o lado um pouco subindo em uma lata de lixo antes do portal se abrir por completo. — SE QUISER QUE EU ENTRE É BOM CRIAR ESSE PORTAL NA VERTICAL!
O portal se fechou e logo outro se abriu na parede. Como a laide que sou entrei muito calmamente no portal que logo se fechou atrás de mim, e lá estava eu de volta ao sanctum.
— Eu falei para você não sair! — Strange parecia possesso comigo.
— Eu não sai! Tecnicamente fui expulsa!
— VOCÊ DE NOVO?! — Wong apareceu aproximando-se de nós.
— POR ELE!
— Wong. — Strange colocou a mão em seu ombro o impedindo de me jogar por um portal de novo. — Ela não é uma invasora.
— Não?
— Foi o que eu tentei dizer! Mas aqui vocês expulsam antes de perguntar as coisas!
— Ela foi trazida para cá acidentalmente de outro universo, por estagiário! — Ele negou com a cabeça incrédulo. — Temos que parar de dar os anéis de portal para os novatos.
— Outro universo? — Wong me olhou como se eu fosse um alienígena... Talvez eu seja de certa forma.
— Sou Yara. — Me apresentei prendendo meu cabelo com o mesmo.
— Wong.
— Eu sei! Tenho uma caneca com você e o Strange em desenho! — Disse empolgada me contendo para não espremer aquelas bochechas gordinhas.
— Que?
— Aparentemente no universo dela o nosso universo é uma franquia de filmes.
— Ela pode destruir nossa linha temporal com sua mera presença! — Ele parecia assustado. — Devíamos nos livrar dela.
— Licença, mas "ela" tá aqui e está ouvindo tudinho. — Disse olhando para eles com uma sobrancelha arqueada.
— Até devolvermos você a sua realidade, não saia do Sanctum.
— Não foi eu que me joguei por um portal no meio do Central Park! Tinha um lugar mais público não para me jogar de pijama?
— Ok crianças parem de brigar, em algum livro deve ter um feitiço para te mandar de volta.
— E se tentarmos com um fio de cabelo dela? — Perguntou Wong esperançoso.
Strange simplesmente arrancou um fio de cabelo meu fazendo-me gritar passando a mão na cabeça. Foi só um fio, mas pela dor pensei que tinha arrancado um tufo generoso.
Mas ao abrir um portal ele apenas estava escuro. Totalmente n***o, um vácuo que se você gritasse ali dentro fazia até eco.
— O feitiço só funciona para lugares ao menos no mesmo universo que o nosso. Como ela é de outro totalmente diferente... — Com um movimento de mãos ele desfez o portal.
— Não podia ter chegado a essa conclusão antes de me arrancar um tufo de cabelo? — Esbravejei ainda esfregando a cabeça. — Como Carvalho aquele estagiário me trouxe aqui?
— Nem ele sabe. Mas daremos um jeito logo! De um jeito ou de outro você vai voltar para a sua casa.
2 meses depois
Sentada no meio do sanctum com os olhos fechados eu tentava não surtar devido ao confinamento, eu literalmente já havia contado cada tijolo desse lugar!
— Está meditando? — Ouvi a voz de Strange.
— Não.
— Então o que está fazendo aí?
— Perdi meus óculos.
— E por que não vai procurar?
— Não enxergo! — Respondi me deitando em posição fetal. — Eu vou surtar... Não aguento mais, você disse que conseguiria logo, já se passaram DOIS MESES! Eu me olhei no espelho e achei 3 rugas! TRÊS!
— Acha que eu não sei? Estamos tentando! — O senti tocar no meu ombro entregando-me um óculos. — E eu vou colar isso na sua cara se continuar perdendo.
— Strange, e-eu não posso mais ficar aqui. E se eu só não falar nada sobre o que eu sei? Eu to até desbotando presa por essas paredes! Meu corpo suplica por vitamina D! Me sinto até mais burra por estar a tanto tempo sem ir à escola!
— Quer que eu arrisque todo um universo por um capricho?
— Ou você me deixa ter uma vida normal até me devolver a minha realidade ou eu vou atrás do Tony Parker e vou dizer TUDO que eu sei e acredite eu sei muita coisa! Que se ele evitar... Meu amigo esse universo já era! — O ameacei cerrando os olhos.
Parecemos entrar em uma espécie de aposta de quem pisca primeiro já que apenas nos encarávamos.
— Não acredito que estou sendo chantageado por uma pirralha! — Esbravejou entrando em um portal e sumindo.
Esse negócio de ficar entrando e saindo de portais não deve fazer muito bem. Podendo enfim me levantar sem esbarrar em nada fiquei olhando para fora pela grande janela do sanctum.
Se eu passasse mais 1 semana sem ver alguém que não seja o Strange ou o Wong Eu vou sair batendo em todo mundo e alegar insanidade! Além disso... Por mais absurdo que pareça, as vezes sentia saudade de casa, quase não ter amigos e uma mãe ausente ajudavam a não sentir taaanta falta assim, mas as vezes pensava na minha realidade...
Senti algo tocar o meu ombro e ao olhar para trás se tratava da capa do Strange, as vezes era estranho vê-la andando por aí sem ele, mas devo me acostumar com o tempo.
— Valeu. — Agradeci apertando meus lábios em um sorriso a passando a mão em seu tecido já que ela parecia tentar me confortar de alguma forma. — Talvez a insanidade tenha realmente chegado tô falando com uma capa.
Contrariando as minhas expectativas ela literalmente colocou-se sobre mim, incrível como uma "peça de roupa" pode te fazer sentir mais poderosa.
Como a capa geniosa que era ela praticamente me arrastou pelo sanctum fazendo meus pés deslizarem naquele piso amadeirado.
— Podia ir mais... — Antes que eu pudesse terminar esbarramos em uma viga. — Devagar...
Sem me dar ouvidos, talvez porque ela não tenha, continuou a me puxar até passarmos por uma porta. Só então percebi que se tratava da sala que dava acesso aos outros sanctums e bem ao centro em um pedestal estava o colar que o Strange costumava carregar por ai, o Olho.
A capa me puxou mais um pouco me fazendo parar bem em frente a joia.
— Quer que eu pegue isso? — Perguntei e ela simplesmente assentiu com a ponta do tecido.
Com cuidado o peguei colocando no pescoço, já me sentindo a versão feminina do Strange! Na tentativa de imitá-lo fiz o gesto com as mãos e para o meu espanto o olho se abriu brilhando uma luz verde que emanava da joia do tempo.
— Fruta que partiu... — Sussurrei em choque.
Segurando o olho eu encarava a joia, incrível como essa coisinha pequenininha pode e vai causar tanto estrago... Saber disso e não poder fazer nada para evitar era realmente uma caca de cavalo.
— O que está fazendo aqui? — Ouvi a voz do Strange atrás de mim, o que fez até a segunda geração dos meus pelos se arrepiarem.
Ouvi seus passos se aproximando e quando o vi ao meu lado não sei quem estava mais em choque eu ou ele.
— Oi. — Disse sorrindo mostrando todos os dentes.
— Como abriu o olho? E como está com o manto de levitação?
— Não sei e não sei. Eu só imitei seus gestos e a sua capa temperamental só veio me empurrando até aqui.
— Não se brinca com uma joia do espaço!
— Acredite, eu mais até do que você sei disso. — Fazendo o gesto para fechar o olho tirei o Olho o devolvendo ao seu lugar. — Onde você estava?
— Resolvendo meu problema com você. — Respondeu saindo da sala.
— Então Eu vou Para Casa? — Perguntei o seguindo.
— Infelizmente ainda não, mas resolvi o meu problema de você ficar aqui mexendo em tudo e o seu de não poder sair. — Ele me entregou uma mochila que estava sobre um móvel. — A partir de hoje seu nome é Yara Strange, minha filha e amanhã já começa em uma escola. Por favor tente não acabar com a minha realidade.
— Só por curiosidade... Em que escola eu estou?
— Midtown high school.
— Fedeu... — Meus olhos até saltaram.
— Algum problema? — Perguntou com o cenho franzido.
— Nenhum. — Disse pegando a bolsa e saindo dali antes que ele tivesse certeza que eu estava mentindo.