Yara
— Não posso ir para a escola usando isso! — Disse apontando para a túnica que Wong havia me dado no dia que cheguei.
— Por que não? — Questionou o mesmo. — Eu acho muito bonita.
— Posso estar errada, mas essa não deve ser uma vestimenta muito comum no colegial.
— Não olha pra mim. — Disse Strange. — Eu não sei comprar roupa para adolescentes.
— Se eu fosse pelada chamaria menos atenção! — Eu realmente queria estar exagerando, mas no fundo ele sabia que eu estava certa.
— Fique aqui! — Strange revirou os olhos entrando em um portal deixando a mim e ao Wong sozinhos.
— Estou com fome.
— Eu tenho... — Ele colocou a mão no bolso tirando algumas notas as contando. — 200 rúpias.
— Quanto que isso da em dólares mesmo?
— Uns $1,50. — Eu o olhava incrédula ao mesmo tempo não conseguia ficar bravo com aquela coisa fofinha.
— Tenho minhas dúvidas se conseguimos comprar se quer uma bala. — Ri negando com a cabeça. — O que vocês fazem para passar o tempo aqui? Passam a vida toda nesse lugar, passei dois meses e já entendi como as pessoas na cadeia cavam um túnel com uma colher de plástico!
— Os mestres sempre procuram se voltar para os conhecimentos, poções, feitiços, conjurações etc.
— Pode me ensinar? — Havia um pingo de esperança em minha voz quando me aproximei dele.
Wong me encarou por um tempo, parecia estar pensando em uma resposta ou no que fazer. Após os primeiros minutos realmente achei que ele fugiria por um portal.
— Venha comigo. — Respondeu dando as costas e começando a andar.
Praticamente saltitando o segui por alguns cômodos do sanctum até chegarmos a uma espécie de biblioteca não muito grande.
— Espero que tenha essa língua no Google Translate. — Sussurrei passando os dedos pelas lombadas do livro na estante.
Wong parou pegando um e soprando sua capa para tirar parte do pó, me entregando em seguida.
— Aqui. Esse livro é sobre conjuração de portais, leia-o e quando terminar te darei um desse. — Wong tirou seu anel de acesso de um dos bolsos da túnica.
Quem que precisa de carteira de motorista quando se pode conjurar portais?! Com um sorriso de orelha a orelha e abraçando aquele livro corri em direção ao meu quarto, que na verdade era o sótão com uma cama, mas tudo bem.
Me deitei na cama abrindo a capa com cuidado, mesmo sendo de couro algo me dizia que se eu rasgasse era o meu coro que seria usado no remendo.
Conforme eu lia mais o cansaço se apoderava de mim...
Abrindo os olhos bruscamente percebi que em uma piscada horas já haviam se passado, o livro que eu lia estava sobre a mesinha e na cadeira uma pilha de roupas que não estava ali antes.
Coçando os olhos me levantei caminhando vagarosamente até ela percebendo que eram roupas novas pra mim, talvez Strange não seja tão r**m assim ao fim das contas.
Quebra De Tempo
Certo, eu só estou em uma escola cercada por personagens fictícios, só preciso manter a calma e não chamar atenção como uma boa coadjuvante.
Era o que eu repetia para mim enquanto andava pelos corredores barulhentos tentando não esbarrar em ninguém. Strange havia me entregado uma folha que me mostrava onde ficava meu armário, o horário das aulas e suas respectivas salas.
Guardando a maioria dos livros no armário fiz uma pausa analisando aquela folha percebendo que eu precisava também era de um mapa! Que lugar gigante.
— Ei! Licença. — Cutuquei a primeira pessoa que passou na minha frente.
Assim que ele virou eu me arrependi, se tratava de ninguém mais ninguém menos que Flash i****a Thompson.
— Oi gatinha, nunca te vi por aqui. É nova?
Eu já havia pegado tanto ranço dele que a cada palavra que saía de sua boca era um soco no meu estômago.
— Sou... Foi m*l achei que fosse um amigo meu. — Disse fechando meu armário já pronta para sair.
— Bom, agora eu sou! — O abusado colocou a mão envolta do meu ombro e começou a andar comigo praticamente me puxando. — Vou te mostrar essa escola inteira.
— Filho da luta. — Esbravejei como um sussurro revirando os olhos.
— Deixa eu ver isso aqui! — Ele praticamente tomou a folha da minha mão o que lhe rendeu um olhar que se eu tivesse um olho lazer teria explodido a cabeça dele! — Olha estamos quase em todas as turmas.
Deus... Por que me abandonaste????
— Nossa que empolgante. — Havia tanta ironia na minha voz que não faço ideia de como passou pela garganta.
Passamos por intermináveis corredores enquanto ele não calava a boca um só momento gabando-se e falando do seu carro novo e bla bla bla. Quando estava prestes a acertar um soco em seu estômago para fazer ele calar a boca finalmente paramos em frente a uma porta.
— Chegamos. — Disse enfim me devolvendo a minha folha. — Gata cola em mim que você não se perde.
"Eu prefiro me perder, passar fome e ter que comer a minha própria perna para me manter viva! Do que colar em você" — Me controlei tanto para não responder isso que quase explodi em sua frente.
— Vou me lembrar disso.
Apertando os lábios em um sorriso amarelo entrei na sala o mais rápido possível me sentando na primeira cadeira que vi!
Como eu literalmente não tinha ninguém para conversar decidi folhear o livro de física vendo que a maior parte das coisas ali eu já tinha estudado. Sera que um ano letivo em um mundo fictício contam como ano letivo no mundo normal?
Quando o sinal tocou todos os alunos entraram inclusive Peter e Ned. Claro que o universo iria me sacanear dessa forma! Colocar a pessoa que eu menos poderia conversar e mais queria conversar, NA MESMA TURMA QUE EU!
Peter estava rindo de algo quando parou ao me ver. Nosso olhares se cruzaram pelo que pareceu ser uma eternidade, uma voz em mim gritava, não, BERRAVA, para que eu desviasse o olhar, mas como olhar o reflexo de um basilisco eu simplesmente petrifiquei.
Ned intercalou entre olhar para mim e para Peter até resolver puxa-lo para o lugar deles, o que Para a minha sorte ficava até que longe de mim.
Eu estava decidida a não olhar para trás nem que isso custasse a minha vida! O que acabou sendo um golpe muito duro já que meu lado tieti estava louquinha para dizer "Oi Peter sei que você é o Homem-Aranha, sou sua fã, lamento pela futura morte do Tony, não entregue a EDITH ao Mysterio, podemos ser amigos?"
Estava tão imersa em meus pensamentos olhando aquele livro aberto a minha frente, que m*l ouvi que a professora estava me chamando.
— Yara! — Chamou um pouco mais alto.
— Aqui! — Respondi por puro impulso só percebendo que não se tratava da chamada quando a turma inteira deu risada.
— Parece tão focada nos seus estudos, por que não responde? — Ela apontou para o quadro.
Olhando para o quadro pude ver que a aula era sobre termodinâmica e que aparentemente estava me perguntando das leis.
— Ãhn... Na termodinâmica temos a Lei Zero associada ao conceito de temperatura, Primeira Lei relacionada ao conceito de energia, Segunda Lei associada ao conceito de entropia e a Terceira Lei relacionada ao limite constante da entropia quando a temperatura Kelvin se aproxima de zero.
— Está... Certo. — A professora parecia um tanto quanto surpresa. — Onde estudava antes daqui mesmo?
Fedeu...Yara
— Não posso ir para a escola usando isso! — Disse apontando para a túnica que Wong havia me dado no dia que cheguei.
— Por que não? — Questionou o mesmo. — Eu acho muito bonita.
— Posso estar errada, mas essa não deve ser uma vestimenta muito comum no colegial.
— Não olha pra mim. — Disse Strange. — Eu não sei comprar roupa para adolescentes.
— Se eu fosse pelada chamaria menos atenção! — Eu realmente queria estar exagerando, mas no fundo ele sabia que eu estava certa.
— Fique aqui! — Strange revirou os olhos entrando em um portal deixando a mim e ao Wong sozinhos.
— Estou com fome.
— Eu tenho... — Ele colocou a mão no bolso tirando algumas notas as contando. — 200 rúpias.
— Quanto que isso da em dólares americanos mesmo?
— Uns $1,50. — Eu o olhava incrédula ao mesmo tempo não conseguia ficar bravo com aquela coisa fofinha.
— Tenho minhas dúvidas se conseguimos comprar se quer uma bala. — Ri negando com a cabeça. — O que vocês fazem para passar o tempo aqui? Passam a vida toda nesse lugar, passei dois meses e já entendi como as pessoas na cadeia cavam um túnel com uma colher de plástico!
— Os mestres sempre procuram se voltar para os conhecimentos, poções, feitiços, conjurações etc.
— Pode me ensinar? — Havia um pingo de esperança em minha voz quando me aproximei dele.
Wong me encarou por um tempo, parecia estar pensando em uma resposta ou no que fazer. Após os primeiros minutos realmente achei que ele fugiria por um portal.
— Venha comigo. — Respondeu dando as costas e começando a andar.
Praticamente saltitando o segui por alguns cômodos do sanctum até chegarmos a uma espécie de biblioteca não muito grande.
— Espero que tenha essa língua no Google Translate. — Sussurrei passando os dedos pelas lombadas do livro na estante em uma língua que fazia o mandarim parecer fácil.
Wong parou pegando um e soprando sua capa para tirar parte do pó, me entregando em seguida.
— Aqui. Esse livro é sobre conjuração de portais, leia-o e quando terminar te darei um desse. — Wong tirou seu anel de portais de um dos bolsos da túnica. — Espero que você não traga alguém de outra realidade também.
Quem que precisa de carteira de motorista ou até mesmo ônibus quando se pode conjurar portais?! Com um sorriso de orelha a orelha e abraçando aquele livro corri em direção ao meu quarto, que na verdade era o sótão com uma cama, parecia um cativeiro? Um pouco, mas tudo bem.
Me deitei na cama abrindo a capa com cuidado, mesmo sendo de couro algo me dizia que se eu rasgasse era o meu coro que seria usado no remendo.
Conforme eu lia mais o cansaço se apoderava de mim...
Abrindo os olhos bruscamente percebi que em uma piscada horas já haviam se passado, o livro que eu lia estava sobre a mesinha e na cadeira uma pilha de roupas que não estava ali antes.
Coçando os olhos me levantei caminhando vagarosamente até ela percebendo que eram roupas novas pra mim, talvez Strange não seja tão r**m assim ao fim das contas. As roupas até que tinham um certo estilo, me pergunto se ele pediu um help para o crush.
Quebra De Tempo
Certo, eu só estou em uma escola cercada por personagens fictícios, só preciso manter a calma e não chamar atenção como uma boa coadjuvante.
Era o que eu repetia para mim enquanto andava pelos corredores barulhentos tentando não esbarrar em ninguém. Strange havia me entregado uma folha que me mostrava onde ficava meu armário, o horário das aulas e suas respectivas salas.
Guardando a maioria dos livros no armário fiz uma pausa analisando aquela folha percebendo que eu precisava também era de um mapa! Que lugar gigante Hogward deve ser menor.
— Ei! Licença. — Cutuquei a primeira pessoa que passou na minha frente.
Assim que ele virou eu me arrependi, se tratava de ninguém mais ninguém menos que o i****a Thompson.
— Oi gatinha, nunca te vi por aqui. É nova?
Eu já havia pegado tanto ranço dele que a cada palavra que saía de sua boca era um soco no meu estômago.
— Sou... Foi m*l achei que fosse um amigo meu. — Disse fechando meu armário já pronta para sair.
— Bom, agora eu sou! — O abusado colocou a mão envolta do meu ombro e começou a andar comigo praticamente me puxando. — Vou te mostrar essa escola inteira.
— Filho da luta. — Esbravejei como um sussurro revirando os olhos.
— Deixa eu ver isso aqui! — Ele praticamente tomou a folha da minha mão o que lhe rendeu um olhar que se eu tivesse um olho lazer teria explodido a cabeça dele! — Olha estamos quase em todas as turmas.
Deus... Por que me abandonaste????
— Nossa que empolgante. — Havia tanta ironia na minha voz que não faço ideia de como passou pela garganta.
Passamos por intermináveis corredores enquanto ele não calava a boca um só momento gabando-se e falando do seu carro novo e bla bla bla. Quando estava prestes a acertar um soco em seu estômago para fazer ele calar a boca finalmente paramos em frente a uma porta.
— Chegamos. — Disse enfim me devolvendo a minha folha. — Gata cola em mim que você não se perde.
"Eu prefiro me perder, passar fome e ter que comer a minha própria perna para me manter viva! Do que colar em você" — Me controlei tanto para não responder isso que quase explodi em sua frente.
— Vou me lembrar disso.
Apertando os lábios em um sorriso amarelo entrei na sala o mais rápido possível me sentando na primeira cadeira que vi!
Como eu literalmente não tinha ninguém para conversar decidi folhear o livro de física vendo que a maior parte das coisas ali eu já tinha estudado. Será que um ano letivo em um mundo fictício contam como ano letivo no mundo normal?
Quando o sinal tocou todos os alunos entraram inclusive Peter e Ned. Claro que o universo iria me sacanear dessa forma! Colocar a pessoa que eu menos poderia conversar e mais queria conversar, NA MESMA TURMA QUE EU!
Peter estava rindo de algo quando parou ao me ver. Nossos olhares se cruzaram pelo que pareceu ser uma eternidade, uma voz em mim gritava, não, BERRAVA, para que eu desviasse o olhar, mas era como olhar o reflexo de um basilisco eu simplesmente petrifiquei.
Ned intercalou entre olhar para mim e para Peter até resolver puxá-lo para o lugar deles, o que para a minha sorte ficava até que longe de mim.
Eu estava decidida a não olhar para trás nem que isso custasse a minha vida! O que acabou sendo um golpe muito duro já que meu lado tieti estava louquinha para dizer "Oi Peter sei que você é um herói que solta cordinhas por ai, sou sua fã, lamento pela futura morte do Tony, não entregue o óculos ao vilão, podemos ser amigos? Talvez algo mais?"
Estava tão imersa em meus pensamentos olhando aquele livro aberto a minha frente, que m*l ouvi que a professora estava me chamando.
— Yara! — Chamou um pouco mais alto.
— Aqui! — Respondi por puro impulso só percebendo que não se tratava da chamada quando a turma inteira deu risada.
— Parece tão focada nos seus estudos, por que não responde? — Ela apontou para o quadro.
Olhando para o quadro pude ver que a aula era sobre termodinâmica e que aparentemente estava me perguntando das leis.
— Ãhn... Na termodinâmica temos a Lei Zero associada ao conceito de temperatura, Primeira Lei relacionada ao conceito de energia, Segunda Lei associada ao conceito de entropia e a Terceira Lei relacionada ao limite constante da entropia quando a temperatura Kelvin se aproxima de zero.
— Está... Certo. — A professora parecia um tanto quanto surpresa. — Onde estudava antes daqui mesmo?
Fedeu...
— Eu... Eu... — Eu tava era frita se não pensasse em uma resposta convincente. — Eu estudava em um internado, em Londres.
— Ah entendi. Devia pensar em entrar no grupo de debates, estão precisando de integrantes. Peter, ajude ela a falar com o professor responsável depois. — Ela sorriu amigável. — Bem turma, continuando...
Tanta gente nessa sala... TANTA GENTE! Por que logo o Peter? Por que logo ele?????