Yara
Assim que o sinal tocou finalizando a aula eu passei pela porta com uma bala, devo ter até erguido algumas folhas ao passar de tão rápido que fui. Só precisaria fugir dele o resto do dia, não pode ser tão difícil assim.
Olhando no meu horário vi que minha próxima aula era de história. Comecei minha jornada para achar essa sala, entra corredor, são corredor, sobe escada, desce escada mas parecia que aquela sala tinha entrado em um buraco e só eu fiquei de fora.
Os corredores já estavam vazios e eu de saco cheio de procurar aquela sala. Quando abri uma porta ela na verdade era a de saída dos fundos e foi o exato momento em que Peter havia pulado o portão e aterrizado do outro lado plenamente.
Meu queixo foi ao chão e mais ainda quando ele virou me vendo parada ali, e novamente dois petrificados, mas eu não podia ficar ali, me obriguei a andar de costas até passar pelas portas e conseguir fechá-las.
Eu tinha certeza que ele viria atrás de mim então simplesmente comecei a correr igual uma doida destrambelhada até perder o equilíbrio e cair igual banana madura. Foi caderno para um lado, estojo para o outro e o mais importante meu óculos que foi para a fruta que partiu!
— Lerda! — Esbravejei enxergando borrões.
Logo eu estava fazendo cosplay de Velma ajoelhada tateando o chão atrás daquela droga de óculos!
— Droga mãe, por que me fez cega?! — Ia reclamando ainda tateando o chão.
Tateei até tocar algo duro, parecia um sapato e subindo mais a mão percebi ter uma perna presa aquele sapato.
— Ahahan. — Ouvi um homem coçar a garganta o que me fez afastar subitamente. Ouvi passou e logo vi um borrão balançando outro borrão na minha frente. Ao pegar percebi ser os meus óculos. — O que está fazendo fora da sua sala?
Se tratava de um homem asiático que eu já havia visto em algum lugar, só não lembrava.
— Eu sou aluna nova, não achei minha turma de história. — Respondi pegando minhas coisas e me levantando.
— Ah, Srta. Strange? Sou o diretor. — Disse apertando minha mão. Sabia que essa fuça me era familiar. — Deixe-me ver. — Entreguei minha folha a ele. — Essa sala fica no segundo andar, só subir as escadas, primeiro corredor.
— Obrigado. — Agradeci, mas praticamente cai em cima dele ao tentar andar e sentir uma dor emanar do meu tornozelo.
— E acho melhor ir a enfermaria colocar gelo nesse tornozelo, foi uma queda feia.
— Você viu?
— E ouvi. — Sua resposta me fez querer enfiar a cabeça em um buraco. — Venha, vou ajudá-la.
Com todo cuidado ele me deu seu braço para que eu pudesse me apoiar enquanto mancava com ele até a enfermaria. Mas assim que viramos o corredor vimos Peter que parecia ir na direção de que vínhamos.
— Sr. Parker? O que faz fora da sua aula? — Perguntou sério.
— Banheiro. — Respondeu rápido quando já estávamos próximos. — O que houve?
— Nada, eu já me sinto melhor! — Disse soltando o braço do diretor.
Dei um passo e achei que minha perna ia e meu pé ia descolar e ficar para trás, mas como a guerreira que sou aguentei firme e dei mais um passo... Mas esse passo... Ah esse passo... Lúcifer segurou meu pé e disse "querida esse aqui fica!"
— Aa a a ai. — Grunhi pulando no meu pé bom caindo sobre o Peter que me segurou.
E como naquelas cenas de filmes melosos eu cheguei a ouvir música em seus braços que me seguravam tão firmemente, olhando aqueles olhos tão castanhos... E profundos... Droga tocava até careless whispers na minha cabeça.
— Eu posso ajudar ela a chegar na enfermaria. — Disse enfim desviando seu olhar levemente corado assim como eu imagino que eu estava.
— Já disse que estou bem. — Tentei me desvencilhar de seus braços, mas ele me segurava tão firme que eu não me movia se quer um milímetro.
— Você m*l conseguiu dar um passo, para de ser teimosa, além disso você não faz ideia de onde fica a enfermaria, faz? — Ele me olhava com uma cara sarcástica que me fazia querer socar aquele sorriso perfeito.
— A acompanhe até lá por favor Peter. — Foi a última coisa que disse até dar as costas para nós.
Peter pegou meu braço colocando envolta do seu pescoço e me auxiliando como uma muleta enquanto começávamos a andar por aquele corredor gigante e vazio.
— Você viu não foi? — Perguntou e eu tinha certeza que ele se referia ao salto sobrenatural que ele havia dado por cima do portão.
— Eu não vi nada. — Respondi virando o rosto para o lado oposto ao seu.
— Eu te vi! Fala a verdade. — Ele pareceu um tanto alterado.
— Eu não vi Nada! Já disse! — Esbravejei puxando o meu braço. — E não preciso da sua ajuda para chegar a enfermaria! Só fica longe de mim.
Praticamente me joguei nos armários tendo apoio para continuar andando mancando, uma hora eu achava esse lugar! Ou daria a troca de turmas e eu pediria ajuda de um coadjuvante, até do Flash! Qualquer um, menos ele.
— Isso é ridículo!
Assim que virei para questionar, ele simplesmente me pegou jogando-me por cima do ombro igual um saco de batatas.
— Me põe no chão!! Você tá ficando maluco???? EU VOU GRITAR! ME PÕE NO NO CHÃO.
— Isso aqui é uma escola! Para de ser doida e aceita minha ajuda! Além disso nesse ritmo que você estava andando chegaria na enfermaria com 30 anos.
— Mentira! Isso é só uma desculpa pra deixar minha b***a do lado da sua cara!
— O que?! Claro que não! E-eu se quer pensei nisso.
Ok, lutar seria inútil então fiquei quieta principalmente porque meu tornozelo doía de mais. Pude sentir que Peter estava virando o rosto lentamente.
— NÃO OLHA PRA MINHA b***a! — Esbravejei chutando sua barriga.
Quebra De Tempo
— Não parece quebrado... — Dizia a enfermeira analisando meu tornozelo. — Deve ser apenas uma torção, vou te deixar com uma bolsa de gelo, enfaixar e chamar seu pai para te buscar.
Ela me entregou a bolsa de gelo logo saindo e deixando apenas eu, Peter e o silêncio constrangedor entre nós. Ele estava mais afastado encostado a parede de braços cruzados e cabeça baixa.
— Eu vi... — Disse quebrando o silêncio o vendo levantar a cabeça olhando pra mim. — Mas só porque eu vi não quer dizer que eu vá contar para alguém, só que deveria tomar mais cuidado.
— Então você sabe que...
— Que você lança teias por aí? Sei... Vi o uniforme na sua mochila no Sr. Delmar.
Eu sei que não devia falar que sabia seu segredo e nem mentir, mas de alguma forma conclui que seria muito melhor assim, mais fácil de manter ele afastado de alguma forma.
— Por isso que está me evitando desde então? — Perguntou se aproximando.
— Não estou te evitando. — Eu mentia deveras m*l.
— Bom, parece. — Ele soltou um riso nasal apoiando-se na maca onde eu estava deitada.
— NãoYara
Assim que o sinal tocou finalizando a aula eu passei pela porta com uma bala, devo ter até erguido algumas folhas ao passar de tão rápido que fui, claramente podemos ver o Flash chorando no cantinho com medo que eu ocupasse seu lugar como pessoa mais rápida do mundo. Só precisaria fugir dele o resto do dia, não pode ser tão difícil assim.
Olhando no meu horário vi que minha próxima aula era de história. Comecei minha jornada para achar essa sala, entra corredor, sai corredor, sobe escada, desce escada, mas parecia que aquela sala tinha entrado em um buraco e só eu fiquei de fora.
Os corredores já estavam vazios e eu de saco cheio de procurar aquela sala. Quando abri uma porta ela na verdade era a de saída dos fundos e foi o exato momento em que Peter havia pulado o portão e aterrissando do outro lado plenamente.
Meu queixo foi ao chão e mais ainda quando ele virou me vendo parada ali, e novamente dois petrificados, mas eu não podia ficar ali, me obriguei a andar de costas até passar pelas portas e conseguir fechá-las.
Eu tinha certeza que ele viria atrás de mim então simplesmente comecei a correr igual uma doida destrambelhada até perder o equilíbrio e cair igual banana madura. Foi caderno para um lado, estojo para o outro e o mais importante meu óculos que foi para a fruta que partiu!
— Lerda! — Esbravejei enxergando borrões.
Logo eu estava fazendo cosplay de Velma ajoelhada tateando o chão atrás daquela droga de óculos! Estou começando a cogitar a ideia do Strange de colar esses óculos na cara.
— Droga mãe, por que me fez cega?! — Ia reclamando ainda tateando o chão.
Tateei até tocar algo duro, parecia um sapato e subindo mais a mão percebi ter uma perna presa aquele sapato.
— Ahahan. — Ouvi um homem coçar a garganta o que me fez afastar subitamente. Ouvi passou e logo vi um borrão balançando outro borrão na minha frente. Ao pegar percebi ser os meus óculos. — O que está fazendo fora da sua sala?
Se tratava de um homem asiático que eu já havia visto em algum lugar, só não lembrava.
— Eu sou aluna nova, não achei minha turma de história. — Respondi pegando minhas coisas e me levantando.
— Ah, Srta. Strange? Sou o diretor. — Disse apertando minha mão. Sabia que essa fuça me era familiar. — Deixe-me ver. — Entreguei minha folha a ele. — Essa sala fica no segundo andar, só subir as escadas, primeiro corredor.
— Obrigado. — Agradeci, mas praticamente cai em cima dele ao tentar andar e sentir uma dor emanar do meu tornozelo.
— E acho melhor ir a enfermaria colocar gelo nesse tornozelo, foi uma queda feia.
— Você viu?
— E ouvi. — Sua resposta me fez querer enfiar a cabeça em um buraco. — Venha, vou ajudá-la.
Com todo cuidado ele me deu seu braço para que eu pudesse me apoiar enquanto mancava com ele até a enfermaria. Mas assim que viramos o corredor vimos Peter que parecia ir na direção de que vínhamos.
— Sr. Daves? O que faz fora da sua aula? — Perguntou sério.
— Banheiro. — Respondeu rápido quando já estávamos próximos. — O que houve?
— Nada, eu já me sinto melhor! — Disse soltando o braço do diretor.
Dei um passo e achei que minha perna ia e meu pé ia descolar e ficar para trás, mas como a guerreira que sou aguentei firme e dei mais um passo... Mas esse passo... Ah esse passo... Lúcifer segurou meu pé e disse "querida esse aqui fica!"
— Aa a a ai. — Grunhi pulando no meu pé bom caindo sobre o Peter que me segurou.
E como naquelas cenas de filmes melosos eu cheguei a ouvir música em seus braços que me seguravam tão firmemente, olhando aqueles olhos tão castanhos... E profundos... Droga tocava até careless whispers na minha cabeça. Fanfiquei nossa vida inteira nesse momento.
— Eu posso ajudar ela a chegar na enfermaria. — Disse enfim desviando seu olhar levemente corado assim como eu imagino que eu estava.
— Já disse que estou bem. — Tentei me desvencilhar de seus braços, mas ele me segurava tão firme que eu não me movia se quer um milímetro.
— Você m*l conseguiu dar um passo, para de ser teimosa, além disso você não faz ideia de onde fica a enfermaria, faz? — Ele me olhava com uma cara sarcástica que me fazia querer socar aquele sorriso perfeito.
— A acompanhe até lá por favor Peter. — Foi a última coisa que disse até dar as costas para nós.
Peter pegou meu braço colocando envolta do seu pescoço e me auxiliando como uma muleta enquanto começávamos a andar por aquele corredor gigante e vazio.
— Você viu não foi? — Perguntou e eu tinha certeza que ele se referia ao salto, que ao menos que ele fosse a Daiane Dos Santos, foi sobrenatural que ele havia dado por cima do portão.
— Eu não vi nada. — Respondi virando o rosto para o lado oposto ao seu.
— Eu te vi! Fala a verdade. — Ele pareceu um tanto alterado.
— Eu não vi Nada! Já disse! — Esbravejei puxando o meu braço. — E não preciso da sua ajuda para chegar a enfermaria! Só fica longe de mim.
Praticamente me joguei nos armários tendo apoio para continuar andando mancando, uma hora eu achava esse lugar! Ou daria a troca de turmas e eu pediria ajuda de um coadjuvante, até do Thompson! Qualquer um, menos ele.
— Isso é ridículo!
Assim que virei para questionar, ele simplesmente me pegou jogando-me por cima do ombro igual um saco de batatas.
— Me põe no chão!! Você tá ficando maluco???? EU VOU GRITAR! ME PÕE NO CHÃO.
— Isso aqui é uma escola! Para de ser doida e aceita minha ajuda! Além disso nesse ritmo que você estava andando chegaria na enfermaria com 30 anos.
— Mentira! Isso é só uma desculpa pra deixar minha b***a do lado da sua cara!
— O que?! Claro que não! E-eu se quer pensei nisso.
Ok, lutar seria inútil então fiquei quieta principalmente porque meu tornozelo doía de mais. Pude sentir que Peter estava virando o rosto lentamente.
— NÃO OLHA PRA MINHA b***a! — Esbravejei chutando sua barriga.
Quebra De Tempo
— Não parece quebrado... — Dizia a enfermeira analisando meu tornozelo. — Deve ser apenas uma torção, vou te deixar com uma bolsa de gelo, enfaixar e chamar seu pai para te buscar.
Ela me entregou a bolsa de gelo logo saindo e deixando apenas eu, Peter e o silêncio constrangedor entre nós. Ele estava mais afastado encostado a parede de braços cruzados e cabeça baixa.
— Eu vi... — Disse quebrando o silêncio o vendo levantar a cabeça olhando pra mim. — Mas só porque eu vi não quer dizer que eu vá contar para alguém, só que deveria tomar mais cuidado.
— Então você sabe que...
— Que você lança cordas por aí? Sei... Vi o uniforme na sua mochila no Sr. Delmar.
Eu sei que não devia falar que sabia seu segredo e nem mentir, mas de alguma forma conclui que seria muito melhor assim, mais fácil de manter ele afastado de alguma forma.
— Por isso que está me evitando desde então? — Perguntou se aproximando.
— Não estou te evitando. — Eu mentia deveras m*l.
— Bom, parece. — Ele soltou um riso nasal apoiando-se na maca onde eu estava deitada.
— Não sabia que você podia ser tão convencido!
— Não estou sendo convencido. — Ele riu de uma forma tão gostosa e contagiante que até eu soltei um riso nasal. — É só que... Você parece ser uma garota legal, por que não podemos ser amigos?
Respirei fundo... Eu queria dizer que tudo bem, mas se Strange estava certo, e ele com certeza estava, eu acabaria com tudo por um capricho.
— Vai por mim Peter... É melhor ficar longe.