Yara
— E na primeira vez que você sai daqui, quase quebra o tornozelo. — Disse Strange abrindo a porta do Sanctum para que Eu pudesse entrar com as muletas.
— Está surpreso porque não me conhece direito. Nada nesse corpinho é de fábrica, é tudo remendado. — E pela primeira vez consegui fazer ele soltar um riso nasal, bem de leve, mas achei que não fosse possível. — Tem alguma macumbinha para me fazer sarar mais rápido?
— Tem, se chama repouso! — Strange girou suas mãos criando um portal para o meu quarto. — Já para a cama.
Com certa dificuldade passei pelo portal me jogando na cama. Eu teria de ficar uma semana em repouso, m*l comecei, na verdade nem comecei, as aulas e já estou de molho com meu tornozelo do tamanho de uma toranja.
Wong havia deixado uma pilha de livros na minha mesinha de cabeceira, para passar o meu tempo, que era abundante, peguei o de criar portais para continuar lendo. Até eu poder voltar a escola teria lido ao menos metade dos livros nessa pilha.
No dia seguinte
Depois de um café da manhã com uma dose extra de analgésicos Eu ainda me encontrava na cama dessa vez lendo as notícias pelo notebook. Eu achava fascinante ler coisas do tipo "O tratado de Kiev" ou "O filantropo Tony Parker doa uma quantia significativa ao departamento de tecnologia do MIT". Pra mim era mais como ler os quadrinhos que eu lia do que um jornal em si.
Batidinhas na minha janela me tiraram da minha imersão. Quando olhei em sua direção percebi que se não estivesse deitada já teria caído. Me levantei com dificuldade e boquiaberta indo até a janela onde um ser de colan vermelho e azul se encontrava preso aos tijolinhos ao lado.
— Mas que borra você está fazendo aqui?? Como sabe onde eu moro??
— Eu posso ter te seguido... — Respondeu tirando a máscara que bagunçou todo seu cabelo. — Posso entrar?
— Acho que eu não tenho muita escolha agora né?!
Me afastei um pouco permitindo que ele entrasse, meu tornozelo estava latejando então me sentei na cama o observando fechar a janela.
— Antes de você falar qualquer coisa, tranca a porta. — Disse assim que ele abriu a boca.
Só quando ele caminhou para lá pude ver que havia algo pendurado em suas costas por uma corda.
— Não briga comigo. — Ele virou me olhando e apertando os lábios em uma linha.
— Qual a parte do fica longe de mim você não entendeu?? — Eu tentava parecer o mais zangada que podia, mas na verdade eu estava feliz por ele ser um stalker fofo do baralho.
— Eu precisava vir... Eu ia esperar você na escola, mas o diretor disse que você estava de atestado pelo tornozelo então eu fiquei preocupado.
Awwm ele ficou preocupado...
— Peter... Olha..
— Eu sei que vai dizer que não podemos ser amigos e para eu ficar longe, mas olha. — Ele colocou a mão para trás pegando uma sacola, assim que ele abriu senti aquele cheiro inconfundível. — Me senti culpado pelo que houve com o seu tornozelo então trouxe isso.
Ele me entregou todo sem graça, a sacola ainda tinha resquícios de corda que grudavam na minha mão, um pouco nojento, mas tudo bem.
— Não foi sua culpa.
— Eu sinto que foi... Considera um pedido de desculpas! Também tem um bolinho aí dentro, esse é do Sr. Delmar com um "melhoras". Ele também pediu para te dar um abraço...
Foi instantâneo, ele terminou a frase e suas bochechas ficaram rubras, tenho certeza que todo seu sangue estava passando por suas bochechas nesse momento.
— Você... Pode dar o abraço. — Respondi olhando para o chão. É r**m que eu ia perder essa oportunidade única! O universo que lute, mas ao mens um abraço dele eu ia levar pra casa.
Coloquei a sacola na minha cama e me apoiei no colchão ficando em pé com meu tornozelo bom.
Peter se aproximou todo sem jeito, parecia até que tinha esquecido como se andava, quando suas mãos estavam próximos a minha cintura quase a tocando ouvimos batidas na porta.
— Yara! — Era a voz do Strange.
— É o seu pai? — Sussurrou Peter.
— Rápido! Entra no guarda-roupa! Vai! Vai! — Eu empurrava suas costas em direção ao guarda-roupa.
— Eu posso só sair.
— Yara já falei para não trancar a porta! — Strange forçou a maçaneta e eu SUEI FRIO.
— Não da tempo! — Foi a única coisa que disse o ajudando a entrar no guarda-roupa.
Foi o timing perfeito de fechar a porta e ver algumas faíscas do portal que começava a se abrir. Igual ao saci Pererê sai pulando num pé só até a cama colocando a sacola pegajosa embaixo do meu travesseiro.
Quando o portal se abriu totalmente Strange saiu dele com uma cara um tanto m*l humorada.
— Eu disse...
— Para não fechar a porta porque se eu caísse e batesse a cabeça ia morrer aqui e ninguém ia saber. — Completei. — Eu só precisava trocar de roupa!
— Mas você está com a mesma roupa.
— E-eu... — Pensa rápido! — Roupas de baixo, isso, eu precisei trocar as roupas de baixo.
— Por que? — Perguntou franzindo o cenho.
— Coisas de mulher! Quer mais detalhes?
— Ah, não não. — Ele enfim parecia constrangido o suficiente para não me perguntar mais nada até mesmo virando seu rosto um pouco.
— Atchim!
Strange olhou na minha direção.
— Atchim! Atchim! — Funguei. — Rinite...
— Ah... De qualquer forma só queria saber se estava tudo bem com você e se está com fome.
— Está sim, só estou com sono, morrendo de sono! — Bocejo.
— Vou deixar você descansar... Quando terminar de... trocar de roupa... Destranque a porta.
— Tudo bem. — Assenti o vendo cruzar o portal que se fechou.
Nunca respirei tão aliviada, até mesmo me jogando na cama.
— Pode sair. — Disse alto o suficiente para que Peter ouvisse. — Essa foi por pouco.
— Desculpa ter espirrado. — O cara de n*****s pareceu se divertir com meu desespero, m*l sabe o sufoco que eu acabei de passar.
— Como é sair do armário? — Perguntei o olhando apenas com a cabeça levantada.
— Engraçadinha. — Ambos demos um riso nasal enquanto ele sentava ao meu lado na cama. — Seu pai é do tipo ciumento super protetor? Por isso não quer ser minha amiga?
A desculpa perfeita acaba de cair de bandeja no meu colo!
— É por aí... — Me apoiando no colchão novamente me sentei. — Mas entendo ele...
— Eu podia conversar com ele.
— PÉSSIMA IDEIA, é a pior ideia desde passas no arroz. Eu queria ser sua amiga... — Sinceramente se brincar até mais. — Mas não dá.
— Posso ser insistente. — Disse sorrindo e se aproximando um pouco mais de mim.
— Você é mais teimoso do que eu imaginei.
— As vezes é uma qualidade. — Amos rimos baixo. — Eu preciso ir... A minha tia fica preocupada quando demoro a voltar.
— aah Eu sei. — Ele me olhou confuso. — Imagino que qualquer responsável ficaria.
Eu merecia um Oscar por disfarçar tão bem! Netflix me contrata.
Peter sorriu parecendo acreditar no que eu disse e caminhou até a janela, apoiada em um pé só o acompanhei.
— Espero que goste do lanche.
— Como não gostar do... Melhor sanduíche do Queens! — A última parte dissemos juntos e rimos pela sincronia.
— Estou desculpado? — Peter me olhou com olhos de cachorro pidão.
— Já disse que não foi sua culpa... Mas se faz tanta questão, tá desculpado sim e agradeça ao Sr. Delmar pelo bolinho.
— Vou agradecer... — Ele pareceu um pouco sem graça olhando para os nossos pés. — Posso... Posso te dar aquele abraço?
— Ah... — Senti meu rosto queimar. — Pode, claro.
Ele levantou o rosto me mostrando aquele sorriso fofo que derrete qualquer Mantega. Lentamente senti seus dedos deslizarem não minha cintura aproximando com cuidado seu corpo do meu.
Meus braços envolveram seu pescoço, ele estava um pouco suado, mas estranhamente, não cheirava m*l. Agora sei que a minha amortentia* teria cheiro de sanduíche, churro e creme de cabelo.
Ok, eu não queria soltá-lo, queria viver mais um pouquinho naqueles braços fortes que me seguravam de forma tão leve e carinhosa. Senti ele puxar o ar contra o meu pescoço e sua respiração quente voltando em seguida, isso me desestabilizou de um jeito que eu tive que me segurar para não me jogar na cama e gritar "ME POSSUA!".
Mas lentamente nos afastamos daquele abraço que aparentemente tinha durado mais tempo do que pensávamos.
— É... E-eu te vejo em alguns dias então? — Perguntou com sua voz tremendo.
— Isso. — Em contra partida Eu sentia o quão vermelha eu estava ainda mais pelos pensamentos que aquele único abraço fez eu ter. Nesse momento se eu passasse em frente a uma igreja nesse momento era capaz de queimar de tantos pensamentos pecaminosos que invadiam a minha cabeça.
— Até. — Ele sorriu sentando no batente da janela.
— Até... — Sorri de volta até mesmo acenando.
Ele simplesmente se jogou e logo em seguida o vi balançar-se em sua corda.
Droga...
Depois de um café da manhã com uma dose extra de analgésicos Eu ainda me encontrava na cama dessa vez lendo as notícias pelo notebook. Eu achava fascinante ler coisas do tipo "O tratado de Sokovia" ou "O filantropo Tony Stark doa uma quantia significativa ao departamento de tecnologia do MIT". Pra mim era mais como ler os quadrinhos que eu lia do que um jornal em si.
Batidinhas não minha janela me tiraram da minha imersão. Quando olhei em sua direção s e aí estivesse deitada já teria caído. Me levantei com dificuldade e boquiaberta indo até a janela onde um ser de colan vermelho e azul se encontrava preso aos tijolinhos ao lado.
— Mas que borra você está fazendo aqui?? Como sabe onde eu moro??
— Eu posso ter te seguido... — Respondeu tirando a máscara que bagunçou todo seu cabelo. — Posso entrar?
— Acho que eu não tenho muita escolha agora né?!
Me afastei um pouco permitindo que ele entrasse, meu tornozelo estava latejando então me sentei na cama o observando fechar a janela.
— Antes de você falar qualquer coisa, tranca a porta. — Disse assim que ele abriu a boca.
Só quando ele caminhou para lá pude ver que havia algo pendurado em suas costas por uma teia.
— Não briga comigo. — Ele virou me olhando e apertando os lábios em uma linha.
— Qual a parte do fica longe de mim você não entendeu?? — Eu tentava parecer o mais zangada que podia, mas na verdade eu estava feliz por ele ser um stalker fofo do baralho.
— Eu precisava vir... Eu ia esperar você na escola, mas o diretor disse que você estava de atestado pelo tornozelo então eu fiquei preocupado.
Awwm ele ficou preocupado...
— Peter... Olha..
— Eu sei que vai dizer que não podemos ser amigos e para eu ficar longe, mas olha. — Ele colocou a mão para trás pegando uma sacola, assim que ele abriu senti aquele cheiro inconfundível. — Me senti culpado pelo que houve com o seu tornozelo então trouxe isso.
Ele me entregou todo sem graça, a sacola ainda tinha resquícios de teia que grudavam na minha mão, um pouco nojento, mas tudo bem.
— Não foi sua culpa.
— Eu sinto que foi... Considera um pedido de desculpas! Também tem um bolinho aí dentro, esse é do Sr. Delmar com um "melhoras". Ele também pediu para te dar um abraço...
Foi instantâneo, ele terminou a frase e suas bochechas ficaram rubras, tenho certeza que todo seu sangue estava passando por suas bochechas.
— Você... Pode dar o abraço. — Respondi olhando para o chão. É r**m que eu ia perder essa oportunidade única!
Coloquei a sacola na minha cama e me apoiei no colchão ficando em pé com meu tornozelo bom.
Peter se aproximou todo sem jeito, parecia até que tinha esquecido como se andava, quando suas mãos estavam próximos a minha cintura quase a tocando ouvimos batidas na porta.
— Yara! — Era a voz do Strange.
— É o seu pai? — Sussurrou Peter.
— Rápido! Entra no guarda-roupa! Vai! Vai! — Eu empurrava suas costas em direção ao guarda-roupa.
— Eu posso só sair.
— Yara já falei para não trancar a porta! — Strange forçou a maçaneta e eu SUEI FRIO.
— Não da tempo! — Foi a única coisa que disse o ajudando a entrar no guarda-roupa.
Foi o timing perfeito de fechar a porta e ver algumas faíscas do portal que começava a se abrir. Igual ao saci Pererê sai pulando num pé só até a cama colocando a sacola pegajosa embaixo do meu travesseiro.
Quando o portal se abriu totalmente Strange saiu dele com uma cara um tanto m*l humorada.
— Eu disse...
— Para não fechar a porta porque se eu caísse e batesse a cabeça ia morrer aqui e ninguém ia saber. — Completei. — Eu só precisava trocar de roupa!
— Mas você está com a mesma roupa.
— E-eu... — Pensa rápido! — Roupas de baixo, isso, eu precisei trocar as roupas de baixo.
— Por que? — Perguntou franzindo o cenho.
— Coisas de mulher! Quer mais detalhes?
— Ah, não não. — Ele enfim parecia constrangido o suficiente para não me perguntar mais nada até mesmo virando seu rosto um pouco.
— Atchim!
Strange olhou na minha direção.
— Atchim! Atchim! — Funguei. — Rinite...
— Ah... De qualquer forma só queria saber se estava tudo bem com você e se está com fome.
— Está sim, só estou com sono, morrendo de sono! — Bocejo.
— Vou deixar você descansar... Quando terminar de... trocar de roupa... Destranque a porta.
— Tudo bem. — Assenti o vendo cruzar o portal que se fechou.
Nunca respirei tão aliviada, até mesmo me jogando na cama.
— Pode sair. — Disse alto o suficiente para que Peter ouvisse. — Essa foi por pouco.
— Desculpa ter espirrado. — O cara de n*****s pareceu se divertir com meu desespero.
— Como é sair do armário? — Perguntei o olhando apenas com a cabeça levantada.
— Engraçadinha. — Ambos demos um riso nasal enquanto ele sentava ao meu lado na cama. — Seu pai é do tipo ciumento super protetor? Por isso não quer ser minha amiga?
Desculpa perfeita!
— É por aí... — Me apoiando no colchão novamente me sentei. — Mas entendo ele...
— Eu podia conversar com ele.
— PÉSSIMA IDEIA, é a pior ideia desde passas no arroz. Eu queria ser sua amiga... — Sinceramente se brincar até mais. — Mas não dá.
— Posso ser insistente. — Disse sorrindo e se aproximando um pouco mais de mim.
— Você é mais teimoso do que eu imaginei.
— As vezes é uma qualidade. — Amos rimos baixo. — Eu preciso ir... A May fica preocupada quando demoro a voltar.
— aah Eu sei. — Ele me olhou confuso. — Imagino que qualquer responsável ficaria.
Eu merecia um Oscar por disfarçar tão bem!
Peter sorriu parecendo acreditar no que eu disse e caminhou até a janela, apoiada em um pé só o acompanhei.
— Espero que goste do lanche.
— Como não gostar do... Melhor sanduíche do Queens! — A última parte dissemos juntos e rimos pela sincronia.
— Estou desculpado? — Peter me olhou com olhos de cachorro pidão.
— Já disse que não foi sua culpa... Mas se faz tanta questão, tá desculpado sim e agradeça ao Sr. Delmar pelo bolinho.
— Vou agradecer... — Ele pareceu um pouco sem graça olhando para os nossos pés. — Posso... Posso te dar aquele abraço?
— Ah... — Senti meu rosto queimar. — Pode, claro.
Ele levantou o rosto me mostrando aquele sorriso fofo que derrete qualquer Mantega. Lentamente senti seu dedos deslizarem não minha cintura aproximando com cuidado seu corpo do meu.
Meus braços envolveram seu pescoço, ele estava um pouco suado, mas estranhamente, não cheirava m*l. Agora sei que a minha amortentia* teria cheiro de sanduíche, churro e creme de cabelo.
Ok, eu não queria soltá-lo, queria viver mais um pouquinho naqueles braços fortes que me seguravam de forma tão fome e carinhosa. Senti ele puxar o ar contra o meu pescoço e sua respiração quente voltando em seguida, isso me desestabilizou de um jeito que eu tive que me segurar para não me jogar na cama e gritar "ME POSSUA!".
Mas lentamente nos afastamos daquele abraço que aparentemente tinha durado mais tempo do que pensávamos.
— É... E-eu te vejo em alguns dias então? — Perguntou com sua voz tremendo.
— Isso. — Em contra partida Eu sentia o quão vermelha eu estava ainda mais pelos pensamentos que aquele único abraço feYara
— E na primeira vez que você sai daqui, quase quebra o tornozelo. — Disse Strange abrindo a porta do Sanctum para que Eu pudesse entrar com as muletas.
— Está surpreso porque não me conhece direito. Nada nesse corpinho é de fábrica, é tudo remendado. — E pela primeira vez consegui fazer ele soltar um riso nasal, bem de leve, mas achei que não fosse possível. — Tem alguma macumbinha para me fazer sarar mais rápido?
— Tem, se chama repouso! — Strange girou suas mãos criando um portal para o meu quarto. — Já para a cama.
Com certa dificuldade passei pelo portal me jogando na cama. Eu teria de ficar uma semana em repouso, m*l comecei, na verdade nem comecei, as aulas e já estou de molho com meu tornozelo do tamanho de uma toranja.
Wong havia deixado uma pilha de livros na minha mesinha de cabeceira, para passar o meu tempo, que era abundante, peguei o de criar portais para continuar lendo. Até eu poder voltar a escola teria lido ao menos metade dos livros nessa pilha.
No dia seguinte
Depois de um café da manhã com uma dose extra de analgésicos Eu ainda me encontrava na cama dessa vez lendo as notícias pelo notebook. Eu achava fascinante ler coisas do tipo "O tratado de Kiev" ou "O filantropo Tony Parker doa uma quantia significativa ao departamento de tecnologia do MIT". Pra mim era mais como ler os quadrinhos que eu lia do que um jornal em si.
Batidinhas na minha janela me tiraram da minha imersão. Quando olhei em sua direção percebi que se não estivesse deitada já teria caído. Me levantei com dificuldade e boquiaberta indo até a janela onde um ser de colan vermelho e azul se encontrava preso aos tijolinhos ao lado.
— Mas que borra você está fazendo aqui?? Como sabe onde eu moro??
— Eu posso ter te seguido... — Respondeu tirando a máscara que bagunçou todo seu cabelo. — Posso entrar?
— Acho que eu não tenho muita escolha agora né?!
Me afastei um pouco permitindo que ele entrasse, meu tornozelo estava latejando então me sentei na cama o observando fechar a janela.
— Antes de você falar qualquer coisa, tranca a porta. — Disse assim que ele abriu a boca.
Só quando ele caminhou para lá pude ver que havia algo pendurado em suas costas por uma corda.
— Não briga comigo. — Ele virou me olhando e apertando os lábios em uma linha.
— Qual a parte do fica longe de mim você não entendeu?? — Eu tentava parecer o mais zangada que podia, mas na verdade eu estava feliz por ele ser um stalker fofo do baralho.
— Eu precisava vir... Eu ia esperar você na escola, mas o diretor disse que você estava de atestado pelo tornozelo então eu fiquei preocupado.
Awwm ele ficou preocupado...
— Peter... Olha..
— Eu sei que vai dizer que não podemos ser amigos e para eu ficar longe, mas olha. — Ele colocou a mão para trás pegando uma sacola, assim que ele abriu senti aquele cheiro inconfundível. — Me senti culpado pelo que houve com o seu tornozelo então trouxe isso.
Ele me entregou todo sem graça, a sacola ainda tinha resquícios de corda que grudavam na minha mão, um pouco nojento, mas tudo bem.
— Não foi sua culpa.
— Eu sinto que foi... Considera um pedido de desculpas! Também tem um bolinho aí dentro, esse é do Sr. Delmar com um "melhoras". Ele também pediu para te dar um abraço...
Foi instantâneo, ele terminou a frase e suas bochechas ficaram rubras, tenho certeza que todo seu sangue estava passando por suas bochechas nesse momento.
— Você... Pode dar o abraço. — Respondi olhando para o chão. É r**m que eu ia perder essa oportunidade única! O universo que lute, mas ao mens um abraço dele eu ia levar pra casa.
Coloquei a sacola na minha cama e me apoiei no colchão ficando em pé com meu tornozelo bom.
Peter se aproximou todo sem jeito, parecia até que tinha esquecido como se andava, quando suas mãos estavam próximos a minha cintura quase a tocando ouvimos batidas na porta.
— Yara! — Era a voz do Strange.
— É o seu pai? — Sussurrou Peter.
— Rápido! Entra no guarda-roupa! Vai! Vai! — Eu empurrava suas costas em direção ao guarda-roupa.
— Eu posso só sair.
— Yara já falei para não trancar a porta! — Strange forçou a maçaneta e eu SUEI FRIO.
— Não da tempo! — Foi a única coisa que disse o ajudando a entrar no guarda-roupa.
Foi o timing perfeito de fechar a porta e ver algumas faíscas do portal que começava a se abrir. Igual ao saci Pererê sai pulando num pé só até a cama colocando a sacola pegajosa embaixo do meu travesseiro.
Quando o portal se abriu totalmente Strange saiu dele com uma cara um tanto m*l humorada.
— Eu disse...
— Para não fechar a porta porque se eu caísse e batesse a cabeça ia morrer aqui e ninguém ia saber. — Completei. — Eu só precisava trocar de roupa!
— Mas você está com a mesma roupa.
— E-eu... — Pensa rápido! — Roupas de baixo, isso, eu precisei trocar as roupas de baixo.
— Por que? — Perguntou franzindo o cenho.
— Coisas de mulher! Quer mais detalhes?
— Ah, não não. — Ele enfim parecia constrangido o suficiente para não me perguntar mais nada até mesmo virando seu rosto um pouco.
— Atchim!
Strange olhou na minha direção.
— Atchim! Atchim! — Funguei. — Rinite...
— Ah... De qualquer forma só queria saber se estava tudo bem com você e se está com fome.
— Está sim, só estou com sono, morrendo de sono! — Bocejo.
— Vou deixar você descansar... Quando terminar de... trocar de roupa... Destranque a porta.
— Tudo bem. — Assenti o vendo cruzar o portal que se fechou.
Nunca respirei tão aliviada, até mesmo me jogando na cama.
— Pode sair. — Disse alto o suficiente para que Peter ouvisse. — Essa foi por pouco.
— Desculpa ter espirrado. — O cara de n*****s pareceu se divertir com meu desespero, m*l sabe o sufoco que eu acabei de passar.
— Como é sair do armário? — Perguntei o olhando apenas com a cabeça levantada.
— Engraçadinha. — Ambos demos um riso nasal enquanto ele sentava ao meu lado na cama. — Seu pai é do tipo ciumento super protetor? Por isso não quer ser minha amiga?
A desculpa perfeita acaba de cair de bandeja no meu colo!
— É por aí... — Me apoiando no colchão novamente me sentei. — Mas entendo ele...
— Eu podia conversar com ele.
— PÉSSIMA IDEIA, é a pior ideia desde passas no arroz. Eu queria ser sua amiga... — Sinceramente se brincar até mais. — Mas não dá.
— Posso ser insistente. — Disse sorrindo e se aproximando um pouco mais de mim.
— Você é mais teimoso do que eu imaginei.
— As vezes é uma qualidade. — Amos rimos baixo. — Eu preciso ir... A minha tia fica preocupada quando demoro a voltar.
— aah Eu sei. — Ele me olhou confuso. — Imagino que qualquer responsável ficaria.
Eu merecia um Oscar por disfarçar tão bem! Netflix me contrata.
Peter sorriu parecendo acreditar no que eu disse e caminhou até a janela, apoiada em um pé só o acompanhei.
— Espero que goste do lanche.
— Como não gostar do... Melhor sanduíche do Queens! — A última parte dissemos juntos e rimos pela sincronia.
— Estou desculpado? — Peter me olhou com olhos de cachorro pidão.
— Já disse que não foi sua culpa... Mas se faz tanta questão, tá desculpado sim e agradeça ao Sr. Delmar pelo bolinho.
— Vou agradecer... — Ele pareceu um pouco sem graça olhando para os nossos pés. — Posso... Posso te dar aquele abraço?
— Ah... — Senti meu rosto queimar. — Pode, claro.
Ele levantou o rosto me mostrando aquele sorriso fofo que derrete qualquer Mantega. Lentamente senti seus dedos deslizarem não minha cintura aproximando com cuidado seu corpo do meu.
Meus braços envolveram seu pescoço, ele estava um pouco suado, mas estranhamente, não cheirava m*l. Agora sei que a minha amortentia* teria cheiro de sanduíche, churro e creme de cabelo.
Ok, eu não queria soltá-lo, queria viver mais um pouquinho naqueles braços fortes que me seguravam de forma tão leve e carinhosa. Senti ele puxar o ar contra o meu pescoço e sua respiração quente voltando em seguida, isso me desestabilizou de um jeito que eu tive que me segurar para não me jogar na cama e gritar "ME POSSUA!".
Mas lentamente nos afastamos daquele abraço que aparentemente tinha durado mais tempo do que pensávamos.
— É... E-eu te vejo em alguns dias então? — Perguntou com sua voz tremendo.
— Isso. — Em contra partida Eu sentia o quão vermelha eu estava ainda mais pelos pensamentos que aquele único abraço fez eu ter. Nesse momento se eu passasse em frente a uma igreja nesse momento era capaz de queimar de tantos pensamentos pecaminosos que invadiam a minha cabeça.
— Até. — Ele sorriu sentando no batente da janela.
— Até... — Sorri de volta até mesmo acenando.
Ele simplesmente se jogou e logo em seguida o vi balançar-se em sua corda.
Droga...