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A Outra - Uma Sósia da Minha Esposa

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Sinopse

Contém conteúdo sexual.

O que você faria se a vida lhe oferecesse a chance de viver um grande amor, ao lado de alguém idêntica à que você perdeu?

Leithan Kilmoth é um rico empresário do ramo da tecnologia. Respeitado por todos ao seu redor, ele é conhecido por ter uma postura nobre e imperiosa, entretanto, esse homem dotado de força e inteligência se vê diante de sua pior batalha ao perder a jovem esposa durante o parto. Desesperado, Leithan pensa em desistir de tudo, até mesmo de sua própria vida, mas é persuadido a continuar lutando pelo seu pequeno filho e por uma promessa que fizera a Carla antes de sua morte. Mas a vida do empresário sofre uma reviravolta quando em sua empresa chega uma agente de auditoria idêntica à sua falecida esposa. A presença de tal mulher mexe de forma avassaladora com a mente de Leithan e mesmo tentado resisti-la, ele não consegue deixar de querer enxergar nela a sua amada. Por outro lado, em meio ao impasse de decidir se aproximar de Palila e aceitar que ela não é Carla, ele irá descobrir que está sendo roubado pelo seu melhor amigo e por conta disso terá de tomar decisões que lhe deixarão marcas perpétuas. Nesse livro, o drama, a comédia, a dor e o riso percorrerão a mesma trilha em uma mescla de sanidade e loucura englobando o dia a dia de cada personagem.

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Dia Sombrio
Era manhã de domingo e Leithan Kilmoth finalmente conseguiu suas tão esperadas férias em sua fazenda que fica no interior do estado de Montana. Ele quis esse momento de paz e tranquilidade de modo a proporcionar à esposa Carla alguns dias de descontração antes que esta desse à luz ao primeiro filho do casal. Carla estava entrando para o oitavo mês de gravidez e tudo estava indo bem, sua saúde estava ótima e por conta disso, seu marido propôs viajar, assim o bebê do casal poderia nascer na terra natal dos dois. — Bom dia! —disse o marido com um sorriso de orelha a orelha, trazendo em suas mãos uma linda bandeja de café da manhã. Carla devolveu o sorriso e sentou-se sobre a cama com certa dificuldade por causa da barriga bastante volumosa. Ela era uma mulher realizada, pois tinha um marido que a amava e cuidava dela. Leithan por sua vez era completamente apaixonado por Carla, além de linda por fora, ela tinha um grande coração e nunca estava ocupada demais quando se tratava de ajudar o próximo. De família pobre, ela acabou conquistando o coração daquele que no futuro se tornaria seu esposo, quando ainda trabalhava como garçonete em um restaurante fino em Manhatan. Ao ver aquela mulher de pele bronzeada, cabelos negros e cacheados e, lábios carnudos, ele simplesmente não passou a pensar em outra coisa senão nela. Em suas curvas e seus olhos grande na cor de âmbar. Pouco tempo depois eles se casaram e logo em seguida Carla engravidou do primeiro filho do casal, a quem eles chamariam de Lohan, pois se tratava de um menino. — Nossa, dessa vez a senhora caprichou, marido — disse ela sorrindo. Leithan colocou a bandeja ao lado de Carla, sobre a cama. — A senhora merece tudo isso e muito mais. — respondeu o marido com os olhos brilhando pela paixão. — Estou pensando... o que você acha de a gente dar um passeio de charrete pela fazenda, logo mais? Eu conheço um lugar maravilhoso que gostaria de te mostrar. Topa? — Claro! — respondeu Carla toda empolgada. — Eu só vou arrumar algumas coisas. Quando será? — Acho que após o almoço será perfeito. Não fica muito longe daqui. É logo depois da ponte, a gente vai, fica umas duas horas por lá e retorna antes do anoitecer. — Complementou Leithan, Carla concordou e os dois tomaram o café da manhã juntos. ♥♥♥ Logo após o almoço, Leithan recebeu a ligação de seu sócio, Karl Simon. Eles eram os principais acionistas da Corporação Angelus, uma empresa especializada elaborar sistemas de armazenamentos de dados bancários e com sede em Nova York, porém, com filiais em vários países como Japão, Coréia do Sul, Singapura, Reino Unido, Suécia e Brasil. O senhor Kilmoth, porém, era o principal acionista sendo o CEO da corporação, mas ele também era conhecido por ser uma pessoa humilde e sempre disposto dar o suor pela empresa. Karl comentou com Leithan que precisava da assinatura do mesmo para fechar um contrato bilionário com um dos maiores bancos do mundo, mas Leithan pediu que seu sócio lhe enviasse o contrato para que ele pudesse lê-lo. Karl argumentou que já o tinha feito e se Leithan fosse até Nova York para assiná-lo, no mesmo dia poderia retornar para curtir o restante de suas férias, ainda daquele mesmo dia. Kilmoth recusou dizendo que só poderia ir a Nova York no dia seguinte, pois tinha um compromisso inadiável. Ele desligou o telefone deixando Karl nada satisfeito com sua decisão. — Depois que se casou com aquela mulher, o Leithan não tem se empenhado mais como antes. Se continuar assim ele vai acabar perdendo o comando da Angelus. — comentou Karl consigo mesmo, assim que desligou o celular. *** De volta à fazenda, o casal Kilmoth almoçou e Leithan fez questão de arrumar a charrete pessoalmente. Ele teve auxílio de seu capataz, Marcelo, um hondurenho que trabalhava com ele há muitos anos. Assim que terminou, Leithan avistou Carla saindo pela porta da frente, vestindo um conjunto rosa salmão composto por uma calça de grávida e uma blusa de mangas longa, detalhes em renda na parte da frente e botões no formato de pérolas. Ela também usava um laço prendendo a parte da frente de seus cabelos, também na cor rosa. O homem ficou ainda mais apaixonado e fez questão de ajudá-la a subir na charrete. — Vi na previsão que vai chover forte durante a noite, patrão. Procure não se demorar. — Advertiu Marcelo. — Pode deixar, meu caro. Eu sei como são as chuvas aqui nessa época do ano. Não se preocupe, pois nós estaremos de volta antes disso. — respondeu Leithan, subindo na charrete e pegando as rédeas para guiar o cavalo. Os dois se distanciaram da casa e eram só sorrisos. A bela paisagem da fazenda proporcionava a Carla uma paz sem igual, ela segurava o chapéu sobre sua cabeça para que o mesmo não saísse voando e Leithan observava tudo aquilo com muita felicidade. ♥♥♥ Nervos à flor da pele era o sobrenome de, Karl naquela tarde. Enquanto o sócio majoritário da Corporação Angelus gozava de momentos preciosos com sua bela esposa, ele não se conformava em estar na iminência de perder um grande contrato, foi então que, sem aguentar mais a ansiedade, ele fez um telefonema. — Acho que já está na hora de tomarmos uma providência, do jeito que está, não dá. — falou olhando através da vidraça, observando atentamente se não havia alguém o espionando. — E o que você está sugerindo? — uma pessoa misteriosa perguntou, do outro lado da linha. — Vou ver aqui. Estou pensando em algo que o afaste do comando, caso não dê certo, então tomaremos medidas mais severas. — respondeu o segundo na empresa. — E lembre-se, nós nunca tivemos essa conversa. Karl desligou o telefone e o colocou de volta no gancho, ele olhava para o lado de fora de seu escritório através da vidraça. Então se levantou da cadeira e caminhou continuando a observar os funcionários trabalharem, ele colocou uma das mãos no bolso e fitou o olhar na secretária particular de Leithan, Anna, assim que a moça loira e de comportamento tímido olhou de volta, Karl imediatamente fechou a persiana, mas dando tempo para a jovem perceber seu olhar m*****o em direção a ela. ♥♥♥ Após alegres momentos vividos por Leithan e Carla, os dois logo perceberam o clima começando a mudar e nuvens negras começaram a se formar rapidamente, era hora de retornar para casa, pois no estado em que Carla se encontrava, um estresse poderia fazer m*l tanto a ela quanto ao bebê. Então eles entraram na charrete e pegaram o caminho de volta. — Essa chuva vai ser bem forte, vamos andar depressa. — comentou o homem. Carla colocou as mãos sobre a barriga e suspirou. Leithan guiava o cavalo na intenção de chegar rapidamente à ponte, sua intenção era atravessá-la, pois de lá para frente o caminho seria bem menos perigoso. Mas de repente começou a chover forte, deixando o chefe de família preocupado. — Merda! — ele exclamou. — Pensei que essa chuva só fosse cair à noite! Ele seguiu controlando as rédeas, mas o animal já estava estressado por conta dos barulhos causados pelos trovões, além dos raios que cortavam os céus. Leithan e Carla estavam diante de uma perigosa tempestade. *** Na casa principal da fazenda, o capataz juntamente com sua esposa já estava preocupado com seus patrões, eles também foram pegos de surpresa pela tempestade repentina e além de ficarem o tempo inteiro observando para ver se eles apareciam, rezavam para que estivessem bem. — Que nossa senhora de Guadalupe os ajude — clamava a mulher muito religiosa. — Numa tempestade dessas e com a esposa grávida. Só um milagre! — completa Marcelo, igualmente angustiado. *** Leithan lutava para chegar na ponte rapidamente, porém o cavalo começou a ficar estressado por causa dos trovões, ele então para um pouco e joga seu casaco sobre Carla que já estava encharcada pela chuva e tremendo de frio. — Siga em frente, eu estou bem. — Ela disse com calma para que Leithan não se preocupasse. — Só faltam mais alguns minutos e já chegamos na ponte — ele respondeu com um sorriso. Quando já avistou a ponte, Leithan seguiu para atravessá-la, porém a água já estava num volume bastante alto, fazendo com que a mesma já passasse por cima da estrutura. Ele decidiu ir rápido, assim atravessaria e não deixaria o animal do outro lado. Mas quando já estavam no meio do caminho, um raio caiu provocando o enorme barulho de um trovão fazendo o cavalo se assustar. O animal empinou fazendo com que a charrete tomasse, jogando Leithan e Carla no chão. — NÃO, CARLA! — exclamou o marido que correu desesperado em socorro à mulher. O animal acabou se desprendendo da carroça e saiu em disparada pelo caminho oposto ao que se seguia. — Amor, amor. A senhora está bem? — ele perguntou, ajudando-a a se levantar. — Sim! Só minha perna esquerda que está doendo um pouco, acho que caí por cima — ela respondeu, respirando pausadamente. Carla passou o braço por cima do pescoço de Leithan para poder se apoiar e assim poder caminhar até chegar a um lugar seguro onde pudessem esperar a chuva passar. Porém, assim que conseguiram atravessar a ponte, ela perguntou a respeito do cavalo e o marido respondeu que o mesmo ficaria bem, foi aí que Carla levou a mão na barriga e gemeu forte. Ela reclamou que estava sentindo dores insuportáveis. — Está doendo muito, Leithan, acho que o nosso filho vai nascer. — Mas como? Ainda não é a hora. — Respondeu sendo pego de surpresa. Leithan olha para os pés de Carla, mas não consegue distinguir se o que está escorrendo dela é água da chuva, ou, líquido amniótico, mesmo assim ele a pega em seus braços e segue tentando encontrar um local seguro. Carla acaba confirmando que sua bolsa havia estourado, o que deixou seu marido ainda mais nervoso. — Eu não devia ter trazido você até aqui. — Não foi sua culpa, poderia ter acontecido de qualquer jeito — respondeu ela, tranquilizando-o. Contudo o desespero de Leithan estava apenas começando, pois viu que sangue também escorria por entre as pernas de Carla, foi então que ele avistou um casebre há uns duzentos metros de onde eles estavam. Assim que chegou, Leithan rapidamente pegou um bocado de feno que havia ali e fez uma espécie de cama para Carla, com o pouco de luz natural que ainda tinha, ele encontrou um sequeiro deixado ali por trabalhadores e acendeu uma fogueira, mas Carla novamente voltou a sentir contrações. — Leithan, eu não vou aguentar. A senhora tem que fazer o parto do nosso bebê. Por favor, me ajude! E agora? O que poderá acontecer com Carla? Leithan será capaz de ajudar sua esposa num momento tão delicado?

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