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BONDE DO FERREIRA: A VOLTA DO FANTASMA

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Sinopse

Bonde do Ferreira – A Volta do Fantasma“Se um cair, a gente derruba o mundo pra buscar.

O Fantasma tá de volta, e ele não veio pra perdoar.”

Murilo Ferreira achou que o crime tinha esquecido seu nome. Achou que Melissa e os filhos eram o seu porto seguro. Doce ilusão. O Estado não esquece, ele espera o momento de maior felicidade para te arrancar as tripas.A ordem veio de cima: isolamento total. Um dos irmãos do Bonde do ferreira foi jogado no esgoto de uma Penitenciária de Segurança Máxima. Sem direito a advogado, sem luz do sol, apodrecendo no silêncio para que os outros se ajoelhem. Eles queriam silenciar a Vila, mas acabaram de despertar o que havia de pior nela.Das cinzas de um passado que todos juravam estar morto, ele ressurge. O FANTASMA. Uma lenda urbana que virou pesadelo real. Ele não segue código, não sente piedade e não negocia com quem usa farda. Ele se move nas brechas, esperando o momento de cobrar cada gota de humilhação com juros de chumbo.O recado está pichado com sangue nas paredes da delegacia: CAI UM, CAI GERAL.Murilo agora entende: para manter sua família viva, ele vai ter que deixar o "homem de bem" morrer e o monstro assumir o controle. O resgate é o objetivo, a destruição é a consequência. O Fantasma está na pista, e ele não veio para buscar justiça… ele veio para apagar quem ousou tocar no seu sangue.A contagem regressiva começou. Prepare o caixão, porque a Vila não aceita rendição.

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PRÓLOGO
📓 PRÓLOGO: BONDE DO FERREIRA – A VOLTA DO FANTASMA NARRADO POR MURILO FERREIRA Quem disse que traficante não chora, nunca viu o silêncio de um morro depois que o Estado decide brincar de Deus. Quem disse que a gente não tem alma, nunca sentiu o cheiro de pólvora misturado com o café da manhã que ficou esfriando na mesa. A paz é uma mentira contada por quem nunca teve que dormir com um olho no sono e outro na janela. Eu acreditei nessa mentira por uns meses. Olhei pra Melissa, pro Murilinho e pra Aurora e achei que o aço tinha descansado. Achei que o "Fantasma" que eu carregava dentro do peito tinha finalmente morrido de inanição. Que p***a de erro. O Fantasma não morre. Ele só tira um cochilo pra acordar com mais fome. Eu senti o despertar dele no exato momento em que o metal frio da algema mordeu o pulso de quem nunca deveria ter saído do meu lado. O estalo seco do aço travando foi o gatilho. Ali, no meio daquela avenida movimentada, cercado por prédios de vidro que refletiam a nossa queda, eu vi o sistema rir da nossa cara. Os detalhes... são os detalhes que te matam. Lembro do som da bota do cano alto esmagando o cascalho. Lembro do cheiro de asfalto quente e óleo diesel que subia do motor da viatura, misturado com o cheiro de suor e medo que exalava dos vermes fardados. Eles estavam nervosos. O dedo deles tremia no gatilho do fuzil porque eles sabiam que estavam levando uma parte de um organismo vivo. Eles sabiam que, quando você arranca um m****o do Bonde do Ferreira, o resto do corpo não morre. Ele entra em modo de m******e. Vi o olhar dele por trás do vidro fumê. Um último relance de quem foi traído, de quem foi vendido por algum Judas que ainda ia sentir o gosto do meu ferro na boca. O camburão fritou pneu, deixando um rastro de borracha queimada no chão e um vazio que pesava mais que uma tonelada no meu peito. Subi o morro no automático. A Vila tava estranha. O silêncio não era de paz, era aquele silêncio de bicho acuado que sabe que o dono da matilha foi ferido. Cada degrau que eu subia parecia que o asfalto tava sugando o que restava do "Murilo pai de família". O vento batia nas telhas de zinco e o som era de lamento. Eu não olhava pra ninguém, mas sentia os olhos da quebrada em mim. Eles sabiam. No morro, a notícia r**m corre mais rápido que bala de fuzil. Eles sabiam que um dos nossos tinha sido engolido pela máquina. Cheguei na laje e o cenário era o retrato do inferno. Lá embaixo, as luzes da cidade brilhavam, indiferentes ao nosso luto. Aqui em cima, as sombras eram densas, pesadas, cortadas apenas pelo brilho fosco das peças sendo montadas. O estalo do metal com metal — click, clack — era o único batimento cardíaco daquele lugar. O bonde tava ali. Mas não era o bonde que jogava bola e fazia piada na laje. Era uma alcateia que tinha acabado de sentir o gosto do próprio sangue. Ninguém falou nada. No nosso mundo, palavra é luxo que a gente não gasta quando a alma tá em carne viva. Vi o ódio guardado transbordando em cada olhar entortado. Vi mãos que antes seguravam latinhas de cerveja agora testando o peso do chumbo. O ar tava carregado de eletricidade, aquele tipo de tensão que precede o raio. O sistema achou que tinha tirado uma peça do tabuleiro, mas o que eles fizeram foi chutar o vespeiro. Entrei na sala e a luz da cozinha tava acesa, mas a casa tava morta. O café que a Melissa tinha passado tava lá, com uma nata grossa em cima, gelado. O pão esquecido no prato parecia pedra. Detalhes. A p***a dos mínimos detalhes te lembram que a vida que tu tentou construir foi pro ralo num estalo de algema. Melissa tava em pé, encostada na pia. Ela ainda tava com a roupa que usou no fórum, mas o blazer tava jogado numa cadeira e as mangas da camisa branca tavam dobradas até o cotovelo. O rosto dela, que sempre foi meu porto seguro, tava marcado por uma palidez que me cortou por dentro. Ela não tava chorando. Melissa não é mulher de se entregar pro choro quando o mundo tá pegando fogo. Ela tava com aquele olhar de quem leu as letras miúdas do contrato do inferno. Ela segurava um maço de papéis o processo, a liminar negada, o despacho assinado com sangue de quem quer ver a gente enterrado. — “Eu posso tirar ele de lá, Murilo...” — a voz dela saiu baixa, mas carregada de uma frustração que arranhava o ar. — “Eu sou advogada, eu conheço as brechas, eu sei o caminho legal pra derrubar esse isolamento. Eu fiz tudo certo. Peticionei, corri atrás de juiz plantonista, bati na porta do desembargador.” Ela deu um passo na minha direção, os olhos brilhando com uma raiva que quase competia com a minha. — “Mas eles não querem, Murilo. Eles não querem justiça. Eles querem um troféu. Eles estão segurando o processo, sumindo com as provas, negando cada HC que eu protocolo. Eles travaram o sistema só pra gente não ter por onde sair.” Apertei a mão no batente da porta, sentindo a madeira ranger. Melissa se aproximou mais, tocou no meu peito, mas eu senti o "aço" do Fantasma repelir o toque dela como se fosse brasa. — “Eles estão ignorando a lei, Murilo. Estão tratando o nosso sangue como se não fosse gente. Eu tentei o caminho da caneta... mas eles fecharam o tinteiro.” Olhei pra ela, pro diploma que ela lutou tanto pra ter, pros sonhos de "Justiça Criminal" que ela defendeu com unhas e dentes desde o tempo da escola. Ver a Melissa — a minha Melissa, que morde o mundo se alguém tentar arrancar o sonho dela ser humilhada pela própria lei que ela jurou seguir, foi a gota final. — “O tempo da caneta acabou, ruiva.” — falei, e o som da minha voz fez ela estremecer. Não era mais o Murilo que sentava na calçada pra conversar. Era o Fantasma, frio e absoluto. — “Se a tua lei não funciona pra tirar meu irmão da tranca, a minha vai funcionar pra botar a cidade inteira no chão.” — “Murilo, me dá mais vinte e quatro horas...” — ela pediu, a mão apertando minha camisa, tentando desesperadamente segurar o que restava do homem que ela ama. — “Tu já deu o teu máximo, Melissa. Agora é a minha vez de ser o Máximo que eles não esperam.” — afastei a mão dela devagar, mas com uma firmeza que dizia que o diálogo tinha morrido. — “Eles não querem o Direito? Então eles vão ter o Revés. Se eles trancaram a porta com cadeado eletrônico, eu vou abrir com dinamite.” Eu já tava girando o corpo pra sair, o sangue fervendo tanto que eu m*l sentia o chão, quando o vulto apareceu na porta da cozinha. Júlio tava encostado no batente, os braços cruzados, mas a postura não era de quem ia dar conselho. Era de quem tava vendo o precipício chegar perto demais. — “Murilo, para.” — a voz do Júlio veio seca, cortando a tensão igual uma faca cega. — “Tu vai comprar briga com o Estado inteiro por causa de um resgate suicida? Tu não tá entendendo o tabuleiro, irmão.” Parei. Não porque ele mandou, mas porque o tom dele era de quem tinha visto algo que eu, no meu ódio, ignorei. — “O tabuleiro é meu irmão numa cela de isolamento, Júlio. O tabuleiro é a Melissa sendo humilhada por juiz de bosta. Não tem mais o que entender.” — rebati, me aproximando dele, o Fantasma gritando dentro de mim pra eu passar por cima de qualquer um que entrasse na frente. Júlio não recuou. Ele deu um passo pra dentro da luz da cozinha, e eu vi o cansaço e o medo nos olhos dele. — “Eles querem a tua cabeça, Murilo! A tua e a do bonde inteiro! Essa prisão não foi erro de percurso, foi isca. Eles pegaram o elo que eles acham que vai te fazer perder a cabeça, e tu tá entregando ela numa bandeja de prata.” Ele apontou pra Melissa, que tava lá atrás, com os olhos fixos na gente. — “Se tu descer esse morro agora com o bonde desse jeito, tu não volta. E se tu não voltar, quem protege essa casa? Quem protege o Murilinho e a Aurora quando o Estado vier cobrar a conta da tua guerra?” — “Eu protejo!” — gritei, e o som bateu nas paredes da cozinha como uma explosão. — “Eu protejo do único jeito que eu sei: eliminando quem ameaça. Se eles querem a minha cabeça, que venham buscar. Mas vão ter que passar por um tapete de farda pra chegar em mim.” Júlio segurou no meu braço, um aperto de quem ainda tentava segurar o freio de um caminhão sem direção. — “Eles isolaram ele na Máxima pra te forçar a um erro, Murilo. O sistema tá esperando tu dar o primeiro tiro pra transformar o morro num pátio de execução. Eles querem o Bonde do Ferreira morto ou enterrado vivo junto com ele.” Melissa deu um passo à frente, os papéis do processo ainda amassados na mão. — “Ele tem razão, Murilo... O despacho que eu li hoje não era só jurídico. Tinha entrelinha. Tinha nome de gente grande lá que não aparece em qualquer BO. Estão usando a prisão pra limpar o mapa, e o alvo principal é você.” Olhei pro Júlio, depois pra Melissa. O silêncio na cozinha era tão pesado que eu sentia o peso do mundo nas costas. Lá fora, o bonde ainda esperava. O click-clack das armas continuava, um lembrete constante de que o tempo tava correndo contra a vida de quem tava na tranca. — “Eles querem a minha cabeça?” — perguntei, soltando o braço do Júlio com um solavanco. — “Então eles vão ter. Mas eu não vou entregar ela de graça. Se é guerra que eles querem pra me pegar, vai ser guerra que eles vão ter. Mas vai ser do meu jeito.” O Júlio suspirou, passando a mão no rosto, sabendo que o "aço" tinha tomado conta de tudo. — “Tu é teimoso, Murilo. Tu é o motor que vai explodir todo mundo.” — “Melhor explodir do que apodrecer calado.” — respondi, já saindo da cozinha e indo pro corredor. O som da minha voz ainda ecoava, cortante como um estilhaço de vidro, enquanto eu atravessava a sala. Eu não olhei para trás. Não podia. Se eu olhasse para a Melissa, se eu visse o medo nos olhos do Júlio uma última vez, o aço que sustentava minha coluna poderia dobrar. E o Bonde do Ferreira não dobra. Ele quebra, mas não se curva. Subi os degraus da laje sentindo cada cicatriz do meu corpo repuxar. O ar lá em cima estava diferente; não era mais o vento de churrasco e risada. Era um sopro gelado, com gosto de cimento e óleo de fuzil. A luz da lua batia no piso irregular, desenhando sombras que pareciam se mover conforme meu ódio crescia. Lá estavam eles. Três vultos imersos na escuridão, debruçados sobre a mureta, olhando para a cidade lá embaixo como quem observa um alvo. O silêncio deles era a nossa oração mais sagrada. O som seco do metal batendo no metal — click, clack — era o único batimento cardíaco daquela noite. Naquele momento, um flash me atingiu. Anos atrás, a gente sentava aqui com gelo derretido e biscoito barato, moleques sem nada no bolso e tudo no peito. Lembrei do celular vibrando, do chamado do meu pai, da descida séria para a boca. Lembrei do Aderbal, com o cigarro entre os dedos, avisando que o poder sem disciplina era ruína. Ele disse que eles iam morrer por mim. E ele nunca errou. Parei no meio da laje. Os três se viraram em sincronia, como se estivéssemos ligados por um fio invisível. — “O Júlio acha que a gente está indo direto para a cova. A Melissa acha que a caneta ainda tem tinta.” — comecei, a voz saindo rouca, vinda de um lugar onde a luz não entra. — “O sistema acha que pode arrancar um de nós, trancar num buraco de Segurança Máxima e esperar que a gente se desintegre. Eles acham que o isolamento é o fim do Bonde do Ferreira.” Dei um passo à frente, entrando na luz fraca que vinha do poste da viela. Lentamente, puxei a manga da blusa. — “Mas eles esqueceram o que está escrito aqui.” Levantei o antebraço. Os cinco riscos pretos brilharam, cravados na minha pele para sempre. Um por um, eles fizeram o mesmo. Quatro braços estendidos, quatro juramentos de sangue que nenhuma grade de penitenciária é capaz de prender. O pacto que a gente fez na frente do Aderbal estava queimando na nossa carne. — “Essa marca não é moda. É código.” — minha voz subiu um tom, vibrando com a autoridade de quem assumiu o trono. — “Eles querem a minha cabeça? Pois vão ter que nadar num mar de chumbo antes de encostar no meu sobrenome. Eles querem o Fantasma? Pois o Fantasma voltou, e ele não aceita prisioneiro.” Encostei minha marca na marca de cada um deles. O toque da pele com a pele foi como fechar um circuito elétrico de vingança. — “Enquanto o nosso irmão não tiver o sol no rosto, ninguém nessa cidade vai dormir em paz. A gente vai descer e vai mostrar que o Bonde do Ferreira não é só grupo de rua... é um exército de sombras. Se um caiu, o mundo vai ter que cair junto.” Os três bateram no peito em uníssono, um som surdo que ecoou por todo o morro. — “Cai um, cai geral!” — o grito deles veio baixo, mas carregado de uma fúria que fez o zinco das casas tremer. Eu olhei para as luzes da cidade lá embaixo, para os prédios de vidro onde os juízes dormiam com a consciência limpa. Eles achavam que tinham vencido a guerra com uma assinatura. m*l sabiam que tinham acabado de soltar o monstro da corrente. — “A gente tá de volta.” — anunciei, pegando minha peça em cima da mesa de concreto. — “Bonde do Ferreira na pista. Cai um, cai geral. E o primeiro que tentar ficar no caminho... vai descobrir por que o Fantasma não perdoa.” Demos as costas para a paz e descemos os degraus. O som das motos ligando lá embaixo era o tambor de guerra avisando: a caçada começou. 📓 NOTA DA AUTORA E aí, minhas leitoras maravilhosas! Estão preparadas para o que vem por aí? O segundo livro de "Visita Inesperada" está de volta e o clima agora é de guerra total! O Bonde do Ferreira não está para brincadeira e o Fantasma despertou com sede de vingança. E aí, o coração já está batendo forte? Qual dos meninos do bonde vocês acham que caiu na armadilha do sistema? Quem foi jogado naquele buraco de Segurança Máxima? Não fiquem de fora dessa jornada de lealdade, ódio e resgate: 📌 Adicione o livro agora mesmo à sua biblioteca para não perder nenhum detalhe. 💬 Comente aqui embaixo seu palpite: Quem foi o integrante que caiu? 🔔 Fique ligadinha: Nossas atualizações diárias começam oficialmente no dia 08 de fevereiro! A contagem regressiva começou. Se um cair, cai geral... e eu espero todas vocês nessa pista com o Bonde! 💛🔥

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