O Encontro

1095 Palavras
Eu já conseguia sentir sua respiração. Fechei meus olhos e me aproximei um pouco mais da mulher, quando ouvimos um barulho. Nossos rostos viraram na mesma direção e então o vimos. - Tia, comi tudo. - Muito bem, querido. - Disse a mulher. - Por que o tio Carter está pelado? - Eu não estou pelado, estou de cueca. - Falei em minha defesa. - A roupa dele está lavando. - Disse Cath. - Ah… - Colocou sua louça em cima da pia e saiu, indo novamente para seu quarto. Esperei o garoto sair por completo do nosso campo de visão, e então me virei novamente para Cath, tomei coragem, e então perguntei: - Cath, quer sair comigo hoje à noite? Só nos dois… - Hã… - Parecia surpresa. - Tipo um encontro? - É… Quer dizer… Um passeio. Não sei… Diz logo se aceita ou não, por favor. - Eu… Pode ser. - Sorriu. - Mas, e o London? Não tenho quem fique com ele. - Não dá pra deixar na casa de um amiguinho? - Ah, vou tentar. Acho que depois de anos, eu finalmente tinha um encontro. Ah, eu estava tão feliz, parecia mentira. Eu só esperava não fazer nada de errado, pois estava muito nervoso. Assim que a minha roupa secou, eu me vesti e fui pra minha casa. Comecei a buscar na internet, um restaurante legal pra levar a Cath, pois não podia fazer f**o, tinha que impressioná-la. (...) Era 22h30 quando toquei a campainha do apartamento de Cath. A mulher logo abriu a porta, e… Eu fiquei mudo ao vê-la, ela estava… - Hã… Você está deslumbrante. - Obrigada. - Falou timidamente ao colocar uma mecha de cabelo atrás da orelha. - E você está muito bonito. - Obrigado. - Falei meio envergonhado. - E o London? - Já o deixei na casa de um amiguinho. Vamos? - Claro! Vamos! Fomos até o meu carro, e eu abri a porta do passageiro para a mulher, que agradeceu com um leve sorriso, se pondo a entrar no veículo. Fomos o caminho todo rindo e conversando, eu me sentia tão leve ao lado dela, fazia anos que eu não me sentia assim com alguém. - Há quanto tempo você não saia assim com alguém? - Perguntei. - Ah, ontem mesmo sai com alguém. - Ah, é? - Perguntei, fazendo ela rir. - Estou brincando. Acho que já faz uns dois ou três anos. E você? - A última pessoa com quem eu sai assim foi a mãe das meninas. - Sério? - Acenei positivamente com a cabeça. Em seguida, chegamos ao restaurante. Eu havia escolhido o melhor restaurante da cidade, eu ainda não o conhecia, mas gostei bastante. - Uau! Esse lugar é lindo! - Disse a mulher. - Mas deve ser caro. - Não se preocupe com isso. Logo, um garçom veio até a gente. - Mesa para dois? - Perguntou. - Por favor. - Falei. O rapaz nos conduziu até uma mesa, e logo se retirou. Delicadamente, eu puxei a cadeira para Cath sentar, e assim ela fez. - Você é sempre cavalheiro assim no primeiro encontro? - Perguntou. - Não só no primeiro encontro. - Pisquei o olho para ela, que ficou sem graça. Pegamos os cardápios que estavam em cima da mesa, e nos pusemos a ler. Fizemos os nossos pedidos e algum tempo depois, o garçom nos trouxe os nossos pratos. A comida desse lugar era simplesmente sensacional, Cath também havia gostado bastante. Após terminarmos de comer, ficamos mais algum tempo no restaurante conversando, com ela eu nem via as horas passar. - Acho que já está tarde. - Falou timidamente ao olhar as horas no relógio. - Ah, claro. Melhor irmos. Me levantei, e fui até a mulher, puxei delicadamente sua cadeira e ela se levantou. - Não sabia desse teu lado cavalheiro. - Tem muitas coisas sobre mim que você não sabe, mas se quiser pode saber. - Falei, a fazendo rir. Fomos até meu carro, e novamente abri a porta do passageiro para Cath, que entrou. Entrei no lugar do motorista e mais uma vez fomos conversando e rindo até as nossas casas, estar com ela é tão bom, torna tudo tão leve e agradável. - Quer entrar? - Perguntei ao chegarmos na frente do meu apartamento. - Ainda não enjoou de mim? - Brincou. - Eu não enjoaria de você nem em um milhão de anos. - Falei, a vendo ficar sem graça. - Hã, podemos ver um filme, eu vi que estreou um ótimo no streaming. - Ok, pode ser. Entramos e nos sentamos no sofá. Coloquei o filme e ficamos vendo. Cerca de uma meia hora depois, me pus a olhá-la, como podia ser tão linda? E então, ela me olhou também. - O que houve? - Perguntou. - Estou com vontade de fazer uma coisa. - O quê? - Eu… Não sei se posso. - Ué, se está com vontade, faça. E sem pensar em mais nada, eu a beijei. Um beijo doce e suave, mas que fez meu coração acelerar como se eu estivesse correndo em uma maratona. Ela me retribuiu o beijo, acho que queria isso tanto quanto eu. - Nossa, como esperei por isso. - Falei ao afastar meus lábios dos dela. - Eu também! - Disse timidamente. Eu sorri e a beijei novamente. (...) Chloe Assim que acordei, notei que May ainda dormia. - Bom dia! - Falei ao pular na cama dela. - Bom dia! - Disse ao acordar. Nós duas nos lavamos e depois já fomos tomar nosso banho, e em seguida fomos tomar café, que era o mesmo de sempre: torrada. E então fomos para o colégio. Ainda faltavam alguns dias pra irmos pra casa do nosso pai, mas eu já estava contando os dias. Eu estava caminhando pelo pátio do colégio quando tropecei e caí. - Não olha por onde anda? - Jolie perguntou, e então vi que ela havia colocado o pé pra eu cair. - Deixa ela! - Disse Mike ao se aproximar da gente. - Vem, eu te ajudo. - Me ajudou a me levantar - Obrigada! - Falei ao me levantar. Saimos de perto daquela chata e fomos até um banco, onde nos sentamos. - Se machucou? - Perguntou. - Não! - Falei. - Que bom! O garoto colocou a mão no bolso e pegou um bombom. - Pra você! Pra adoçar teu dia. - Obrigada! - Falei ao pegar o bombom. Sorri meio sem graça e ele sorriu também. Ah, Mike era um amigo e tanto.
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