Capítulo 2

1222 Palavras
Luigi As horas estavam se passando e eu ainda não havia pego o celular para saber se já tinha notícias da moça, mas ainda estava pensando nas palavras de Paola e confesso que já pensei em dar uma chance para um relacionamento com ela, mas não consigo. Não quero envolver ninguém em meus problemas, ANC é a minha família e não quero que ninguém morra por isso. Já temos problemas demais e as pessoas fazem um excelente trabalho. Paola é uma bela mulher, gostosa pra c*****o, mas não posso alimentar suas esperanças, por isso essa foi a nossa última noite juntos! Mattia foi um grande aliado meu, nunca tive problemas com ele, conhecia bem a sua família. Lady era sua filha caçula, a mais querida por ele. Ela era seu tesouro, mesmo que Suelen não aceite, Lady é a primeira dama da Cosa Nostra, a poderosa Lady Mancini Fleur. Era uma verdadeira pedra preciosa para que a tinha em mãos, mas ninguém havia descoberto seus perigos, ainda. Nós dois fomos criados não muito longe um do outro, porém, nossa diferença de idade me fez assumir o Cargo de Don, fazendo com que eu largasse um pouco a vida que eu levava, já que era meu pai que me levava antes de falecer. — Senhor, a Srta. Mancini está aqui! — Um dos homens que foi mandado para buscá-la falava ao Interfone. — Excelente! Peçam que ela suba, Amélia irá acompanhá-la até a minha sala. A deixem a vontade. — Saí do escritório e fui direto para a sala de jogos. Me servi de uma dose de tequila enquanto ela não chegava, ou melhor, enquanto Amélia não chegava até a minha sala, que ficava ao lado da sala de jogos. A voz de Amélia foi ouvida assim que eu abri as mensagens para ver se Alec havia mandado alguma coisa, mas antes que o fizesse, Lady cruzou a sala de jogos com ela ao seu lado. — Você não tem um pingo de compaixão não? Eu acabei de perder meu pai e você nem ao mesmo esperou para negociar minha vida com Suelen, vocês acham que eu sou o quê? — Seus olhos estavam transbordando em lágrimas, seu rosto vermelho e as mãos trêmulas. — Meus pêsames, Mattia era um bom aliado, fará falta em nossas vidas! Lady Como ele poderia ser tão insensível? A dor que habitava dentro do meu peito, era pior do que qualquer coisa que eu já senti em toda a minha vida. Uma parte de mim morreu no momento em que o vi sem vida, e agora eu era apenas um ser sem rumo algum e sem pensamentos também, enfim… uma pessoa com a mínima vontade de viver e sem saber como seria a vida de hoje em diante. Estar sob a supervisão daqueles olhos verdes me deixou perdida, mas não confusa, eu sabia bem quem era ele e o porquê de estar aqui. Suelen sempre teve controle sobre a minha vida e não era novidade alguma ela se desfazer de mim após a morte do meu pai, só não pensei que ela mesma fosse fazer isso de forma tão fria e sem nexo. Eu não o via há alguns anos, meu pai sempre me levava em suas reuniões e festas e eu via Luigi sempre, mas após ele se tornar Sottocapo da Nadgreta, não o vi mais e essa estava sendo a primeira vez depois de anos! — Por favor, me acompanhe até minha sala! — Pediu passando pela minha frente e se dirigindo para a sala ao lado. Sua sala mais parecia um quarto de hotel, isso mesmo, havia uma cama redonda e as luzes eram vermelhas. Mas, antes que ele fechasse a imensa porta de vidro eu lhe pedi uma única coisa: — Deixe aberta, obrigado! — O apavoro me tomou, eu não sabia o que ele iria falar ou fazer, simplesmente só conseguia imaginar o pior. Como se atendesse ao meu pedido ele apenas caminhou até mim, colocando os fios soltos dos meus cabelos atrás da orelha e me mostrando onde eu deveria sentar. — O que vai fazer comigo de hoje em diante? Eu nunca pensei que você e Suelen fossem aliados, meu pai confiava em você! — Falei ríspida e ele apenas negou com a cabeça, me olhou sério e respondeu-me: — E eu fiz o que seu pai me pediu inúmeras vezes antes de morrer, eu a comprei e tirei você de onde poderia ser o seu fim. — Ele falava sem remorso algum, como se aquilo fosse algo normal para ele. Na máfia, vimos muitas coisas erradas, mas somente o Don está a par de decidir sobre como será o seu fim e assim… meu pai tomou muitas decisões erradas em sua vida, mas ele era um homem bom que sempre priorizava a vida das pessoas que vinham até ele através de navios, como se fosse destinadas a sofrer por toda a sua vida. Sr. Mattia as comprava e em seguida lhes dava sua liberdade, apesar disso, ele fez muitas coisas que até hoje me causam embrulhos no estômago. — Eu deveria agradecê-lo por isso? — Enxuguei as lágrimas pela última vez e o encarei. Eu precisava de uma resposta, um rumo em minha vida. Precisava acordar! — Se for esperta, me retribua este favor algum dia de sua vida. Mas, te trouxe até aqui para discutir sobre um evento amanhã, é o sétimo dia de vida da minha afilhada e eu preciso de uma companhia. Então, com a trágica morte do seu pai, você passou a ser a primeira dama da Cosa Nostra, acho que não encontraria ninguém a esta altura, você é a pessoa perfeita para isso. Temos quase o mesmo nível de status agora. — Ficou louco? Eu jamais iria a lugar algum, como você pode ser tão insensível? Eu acabei de perder meu pai e você está agindo como se estivesse tudo bem. Ele foi injustiçado! — Gritei aborrecida, enquanto colocava minhas mãos em seu peitoral e o empurrava para trás. Ele era grande e pesado, sem expressão alguma em seu rosto, sempre sério e com aquele olhar matador. Em outros dias eu teria medo e recuaria, mas agora era tudo ou nada. Eu não posso mais contar com ninguém. Os filhos de Suelen me detestam. — Mattia não foi injustiçado, ele realmente traiu a sua esposa. Temos prova, que ele mesmo tinha visto e estava ciente das consequências. Por isso, ele mesmo pediu que eu a trouxesse para o nosso lado, assim como seu pai foi durante anos. — Eu não entendo! Meu pai era um homem fiel a Suelen, ele jamais trairia ela. Com certeza armaram pra ele! — Minha convicção foi por água abaixo quando ele abriu o computador e deu play no vídeo. Abismada, levei a mão até a boca e no momento minha reação foi espanto. Como? Por todos esses anos eu colocaria minha mão no fogo por ele e certamente ficarei sem ela. — Amélia vai levar você até o seu quarto. Precisarei do seu favor amanhã à noite, portanto, esteja pronta quando eu a chamar. Lady! — Sem mais palavra ele saiu, com um ar de manda chuva e eu… eu fiquei sem reação até que a senhora surgiu na porta do escritório sorrindo de forma simpática para mim.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR