Ponto De vista Jackie Taylor
Quando o noivo da outra mulher que esteve no acidente sai acompanhado por um dos médicos, o que ficou aqui olhou para a gente.
- O impacto do acidente foi muito forte no lado do motorista, a paciente consegui cobrir o rosto, mas isso não impediu que o seu corpo sofresse lesões graves. – O médico começa a explicar. – Ela perdeu muito sangue, e durante a cirurgia de emergência, tivemos que fazer uma transfusão de sangue, mas infelizmente a paciente não resistiu aos múltiplos ferimentos, sinto muito.
- Não, isso não pode estar acontecendo. – A senhora Shaw n**a, enquanto é abraçada pelo marido.
- O doutor tem certeza disso? – Isaac pergunta, enquanto passa a mão no rosto.
- Infelizmente sim. – Ele confirma.
- A minha filha não. – A senhora Shaw fala em prantos, enquanto negar várias vezes com a cabeça.
- Podemos ver o corpo? – O senhor Shaw pergunta, enquanto segura o corpo da sua esposa, com firmeza contra o seu.
- Por favor, acompanhe-me. – O médico pede, enquanto começa a andar na direção do corredor que fica de frente para o elevador, e a gente o segue.
Assim que entramos em uma sala, o médico anda na direção da maca, e tira o pano branco do rosto da pessoa deitada ali.
E ao ver o corpo da minha amiga, quase irmã ali, faz com que a minha fixa caia. Me faz perceber que amanhã não irei acordar com ela me implorando por um copo de café, não irei mais ouvir ela reclamando dos seus sapatos, não vou ter mais a minha parceira no trabalho, e nem irei dividir uma casa com a minha melhor amiga.
Me caiu a ficha de que tudo que fizemos hoje, foi a última vez. Foi a última vez que ela brigou comigo por estar usando a sua roupa, foi a última vez que tomamos café juntas, foi a última vez que conversamos ao telefone.
A senhora Shaw se encontra chorando baste, enquanto o seu marido e filho, tentam se manter calmos, para poder ampará-la.
- Eu sei que não é um bom momento, mas gostaria de saber se existe alguma chance da outra mulher, também ser filha de vocês? – O médico pergunta.
- Por que a pergunta? – Eu o pergunto de volta.
- Como fizemos alguns exames nas duas, o DNA das duas, são semelhantes, e nas identidades mostra que nasceram na mesma cidade, que nasceram no mesmo ano, o mesmo mês e no mesmo dia. – O médico explica. – Pode existir pessoas parecidas, mais não tão parecida como elas são.
- Eu estive grávida de gêmeas, porém uma morreu no parto. – A senhora Shaw comenta.
- Vocês virão o bebê que morreu? – O médico pergunta.
- Vimos somente quando ela nasceu, depois disso não pudemos mais vê-la. – O senhor Shaw responde.
- Existe alguma chance, da outra mulher ser o bebê que morreu? – Isaac pergunta olhando diretamente para o médico.
- Somente um exame de DNA, pode dar a resposta. – Somente isso que o médico diz.
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Ao sair do hospital, entrei no meu carro com os meus pensamentos a mil. Eu sei que nesta situação não é bom dirigir, mais eu tenho que ir para a delegacia resolver tudo isso, pois eu sei que se ficar parada, serei derrubada pelo luto, e eu sei que chorando, não vou conseguir pega os bandidos que fez isso com a Isabella.
Eu não posso ficar abalada, eu não posso cair...não agora. Não antes de fazer justiça.
Assim que eu entro na delegacia, olhares de pena são direcionados a mim, mas eu ignoro a maioria deles, e ando até a minha mesa, onde deixo a minha jaqueta.
- Taylor. – O capitão me chama, enquanto se aproxima de mim. – Eu sinto muito, pela Isabella, realmente.
- Sentir muito, não vai trazer ela de volta. – Falo entre dentes, e fechando as minhas mãos fortemente em punhos. – Eu quero o caso dela, para mim.
- Você está muito envolvida, você não pode ficar no caso. – Ele n**a, com calma.
- Por estar tão envolvida no caso, isso faz com que tenhamos certeza, de que eu vou pegar o culpado. – Falo com firmeza.
Quem é melhor que eu, para pegar os assassinos da Isabella?
- Infelizmente o seu pedido está sendo negado. – Ele n**a novamente, e nem se quer pensou antes de me responder.
- O que é isso? O senhor tirou a Isabella do que poderia ser o maior caso dela, a suspendeu por ter batido em um homem que se achava melhor que a gente só por sermos mulheres, e agora quer deixar a sua melhor detetive fora do caso? – Aumento o tom da minha voz. – Se o senhor não tive sido tão covarde e abaixado a cabeça para os agentes do FBI, ela estaria aqui agora, e não teria ido para a m*ldita academia, e nem teria entrado na po*ra do carro, e sofrido aquele acidente. O senhor é tão culpado, quantos os responsáveis do crime. Então o senhor deve isso a ela.
- Detetive Taylor, eu vou levar em consideração o fato de você estar de luto, e não vou te dar uma suspensão, pela forma que você está se dirigindo ao seu superior. – O capitão fala sério, e levantando o seu tom de voz.
Respiro fundo para me acalmar, já que se eu levar uma suspenção, eu não poderei ajudar no caso da Isabella.
- Certo, eu estou calma. – Minto. – Quem está no caso?
- Não posso te dar essa informação agora. – Ele me responde com serenidade.
"Esse filho da p*ta, só pode estar brincando com a minha cara. "
- Tudo bem. – Concordo, e dou as costas para ele, ficando de frente para todos os detetives e policiais que se encontra aqui, e começo falar alto, para que todos possa ouvir. – Isabella Price Shaw, foi morta essa manhã em um acidente de carro muito bem planeja, e os seus assassinos anda livremente como se nada tivesse acontecido, mas Isabella não está sozinha, ela é uma de nós, ela era uma dos nossos melhores detetives. Vamos mostra para esses bandidos o que acontece com quem mexe com a gente, vamos mostrar quem manda nas ruas de Seattle. O plano inicial é pegar eles e os levar a justiça, mais se eles não cooperar com a gente, vamos derramar o sangue deles no chão, assim como eles fizeram com o da detetive Price. Vamos fazer isso, pela Isabella.
- Pela Isabella. – Todos gritaram.
Mesmo tendo as nossas desavenças algumas vezes, todos que trabalha nessa delegacia são muitos unidos, então acredito que vamos fazer um bom trabalho juntos.
Eu posso estar fora do caso oficialmente, mas ninguém vai me impedir de ir atrás de justiça, por conta própria.