Capítulo 5

1856 Palavras
Tirei a minha carteira do meu bolso, e sem me importar com a quantidade de dinheiro que eu tirei, eu coloquei todas as notas em cima da mesa, e sendo acompanhado por deles, saímos correndo para fora da cafeteria. - Vamos no nosso carro. – Ben fala, enquanto anda na direção do Odyssey branco. - Eu não posso deixar o meu carro aqui. – Falo apontando para o Jaguar F-Type, da cor preta, que está do outro lado do estacionamento. – Vocês podem ir para casa, e se quiserem eu mando notícias sobre a Isabelli. - Sem chances de você dirigir agora, olha como você está agitado e nervoso. Se você ir para trás d um volante nesta situação, é capaz de ter um outro acidente. – Ela estica a mão na minha direção, e balança os seus dedos, como se estivesse me pedindo alguma coisa. – O Ben vai seguir o seu carro, que eu vou estar dirigindo. Então me passe as chaves. - Sem chances de deixar você dirigir o meu carro. – Recuso a sua oferta. - Eu estou confiando a você o meu filho, então agora é a sua vez de me confiar a sua preciosidade. – Ela balança a mão na minha direção, então sem outra escolha, dou a chave do meu carro para ela. - Vou estar seguindo vocês. – Ben fala, e logo em seguida dá a volta no seu carro, enquanto Vanessa e eu, vamos até o meu. Assim que entramos no carro, o meu celular começa a tocar, e ao olhar na tela, vejo nome da amiga da Isabelli. - Eu não posso falar agora. – Falo assim que eu atendo, e a Vanessa está conduzindo o carro, para a saída do estacionamento. - Ótimo, porque eu também não posso. – Ouço o barulho de uma porta de carro, fechando forte do outro lado da linha. – A polícia entrou em contato comigo, eles acharam uma agenda telefônica na bolsa da Isa, e me ligaram para avisa que estão a levando para o hospital principal da cidade. -Obrigada, já estou indo para lá. – Agradeço. - Estou indo para lá também, então até daqui a pouco. – Ela se despede. - Até daqui a pouco. – Encerro a ligação, e olho para a Vanessa. – Vamos para o hospital principal da cidade. - Tudo bem. – Ela concorda, e acelera um pouco mais o carro. Em menos de trinta minutos estávamos estacionando o carro em uma das vagas do estacionamento do hospital, e eu nem esperei o carro para direto, já fui abrindo a porta, e saindo para fora do mesmo, e quase fui atropelado por um carro que estacionou em alta velocidade ao lado do meu. - Alexander. – Assim que a dona do carro saiu, eu reconheci a Normani. - Como você chegou tão rápido? – A pergunto, já que a casa dela fica quase que do outro lado da cidade. - Eu tive que dar uma passada na empresa, e posso ter levado algumas multas, no caminho para cá. – Ela fala enquanto continua a andar, e eu ando ao seu lado. - Os policiais te disse alguma coisa? – Eu a pergunto, e posso ouvir os passos da Vanessa e do seu marido, logo atrás da gente. - Nada. – Ela me responde, e assim que ficamos de frente para a porta de vidro, ela se abriu com o sensor, e fomos na direção do balcão de recepção. - Boa tarde, gostaríamos de saber em qual quarto a paciente Isabelli Baker, se encontra. – Falo para a recepcionista. - O senhor seria o que dá paciente? – A mulher me pergunta. - Noivo. – Informo, para logo em seguida a mulher mexer no seu computador. - O senhor pode seguir para a sala de espera do segundo andar, que daqui a pouco o médico responsável, irá conversar com você. – Ela me indica o elevador. - Obrigado. – Agradeço, e sigo na direção do elevador, sendo seguido pelos outros, e ao chegar de frente para ele, eu aparto o botão, para chamar ele até nós. - Que demora. – Normani anda até o botão, e fica o apertando sem parar, e ao olhar melhor para a sua mão, eu vejo que ela está tremendo, e ao subir os meus olhos para o seu rosto, noto que a sua maquiagem está borrada. - Por que veio dirigindo neste estado? – A pergunto. - Assim que eu recebi a ligação, eu não pensei direito. – Ela suspira e assim que as portas de metais finalmente se abrem, entramos dentro do elevador. – Eu somente peguei a minha bolsa, e vim direto para cá. - Na hora de ir embora, eu vou chamar um dos seguranças, para te levar. – Aviso. Assim que as portas se abre novamente, saímos do elevador, e seguimos na direção da sala de espera, e ao chegarmos lá, encontramos uma mulher que aparenta estar entre os seus quarenta a cinta anos, e dois homens, uma aparenta der a mesma idade que a mulher, e o outro parece ter a mesma idade que a minha. Vanessa é a única a se sentar no sofá, mais ainda consigo sentir o seu olhar preocupado sobre mim. Não precisamos esperar por muito tempo, já que poucos segundos depois, dois médicos chegam até a gente. - Vocês agora vão me deixar ver a minha filha? – A mulher fala dando uns passos para mais perto dos médicos, mais ela tem o homem que acredito ser o seu marido, a segurando. - Temos que conversar, antes de qualquer coisa. – O médico loiro, fala. - Conversar sobre o que? Acabamos de passar por um dos quartos, e vimos a minha irmã deitada em uma cama. – O homem mais jovem, que está acompanhando da família, fala. - Mais o que está acontecendo aqui? – Uma voz feminina vem da mesma direção do elevador, e ao olhar para trás, vejo uma mulher usando calça jeans, camisa e jaqueta preta, mais o que chama mais atenção nela, é o distintivo no seu pescoço. - Os médicos aqui não me deixa ver a minha filha. – A mulher fala para a detetive. - A senhora vai poder ver a sua filha, mais primeiro temos que esclarecer algumas coisas. – O médico moreno fala para a mulher. - Então vamos esclarecer as coisas logo. – A mulher recém-chegada fala. - As duas mulheres no acidente de carro, que passou na televisão, são Isabelli Baker, e Isabella Price Shaw. Todos aqui são parentes delas? – Um dos médicos pergunta. - Somos. – Todos nós falamos juntos. - Ok. – O médico tira do seu bolso dois documentos, e os coloca no nosso campo de visão. – Essa são as mulheres, e eu preciso que vocês me digam qualquer coisa que me ajude a identificar elas. Ao olhar para o documento, foi inevitável não ficar surpresa, pois as fotos dos dois documentos são quase a mesma, a pessoa é a mesma. A única diferença que se encontra ali, e a blusa e o cabelo, já que de uma está liso, e da outra se encontra ondulado. - As duas é a minha filha, deve estar tendo um erro. – A mulher olha para a detetive. – Diz para esses médicos, que a minha filha é detetive assim como você, e tem alguns casos que ela é obrigada a usar documento falso. - Senhora Shaw, a Isa não tem nem um documento falso com o nome de Isabelli Baker. – A detetive responde para a senhora. - Na hora do acidente, as duas mulheres pensaram na mesma coisa, que foi cobrir o rosto, então ambos os rostos, tem somente pequenos cortes. – Um dos médicos começa a explicar. – As duas tem as mesmas fisionomias, igual a das identidades. - Certo, a Isabelli saiu essa manhã para a academia, e ela estava usando roupas esportivas pretas. – Falo querendo resolver isso o mais rápido também. - A Isabella também, estava usando roupa esportiva preta. – A detetive comenta. - Tem certeza, Jackie? – A senhora pergunta para a detetive. - Tenho, eu a vi antes de sair para a delegacia. – Jackie confirma. - O cabelo da minha noiva, estava ondulado. – Dou mais um detalhe de como ela estava essa manhã. - O da Isa, também. – Jackie suspira. - Não vamos chegar a lugar nem um assim. – Normani bufa, enquanto passa as mãos no cabelo. - A Isabelli não tem o costume de usar joias quando pratica esporte, mais acho que ela estava usando um anel de diamante azul, com o nome Diamous escrito dentro. – Falo tentando me lembrar se vi o anel no seu dedo essa manhã. - A Isa não tem um desse. – Jackie fala. - Uma das mulheres, estava usando esse anel. – O mesmo médico que tirou os documentos do bolso, tira o anel que eu desenhei de dentro do bolso. – Então, acredito que esse anel pertença a sua noiva. O médico me entrega o anel, e sem sombras de dúvida, esse é o anel da Isabelli. - Esse é o anel. – Falo com confiança. - Por favor, me siga até o quarto da sua noiva. – O médico me pede, e desta vez eu tive que o seguir sozinho, já que sou o único familiar dela aqui. Assim que entramos no quarto, vejo Isabelli deitada em uma cama, e posso ver pequenos cortes superficial no seu rosto, um dos seus braços se encontra engessado, enquanto o outro tem pequenos cortes também. - Ela parece bem, ou quase bem. – Comento. - O impacto foi menor na direção dela. – O médico explica, enquanto pega a ficha no pé da cama. – Ela teve pequenos cortes causado pelo vidro do carro que quebrou, em algum momento do impacto, ela bateu o braço, então isso fez com que ele se quebrasse. Mais o que está me preocupando, é o impacto que ela teve na cabeça, que causou inchaço no cérebro, então estamos a mantendo sedada, até que o inchaço diminua. - Pode levar quanto tempo, para diminuir? – O pergunto, enquanto olho para uma tranquila Isabelli. - Pode levar de dois a três dias. – Ele me responde. - Ok. A minha noiva trabalha como modelo, então gostaria de saber se ela vai ficar com cicatrizes? – Pergunto, já que essas pode ser uma das primeiras coisas que a Isa vai me perguntar, quando acordar, já que ela é uma mulher muito vaidosa. - Não fica nem uma cicatriz. – Ele afirma. - Obrigado Doutor. – Agradeço, e me aproximo mais na Isa, e seguro com cuidado a sua mão, do braço com cortes. - De nada. – Ele coloca a ficha de volta no lugar. – Irei deixar o senhor sozinho com ela, por um tempo. - Você não imagina o susto, que você me deu. – Falo baixinho, enquanto olho para o seu rosto sereno, e se não fosse pelos cortes, eu diria que ela só está tirando um cochilo da tarde.
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