Capítulo 3: ASH

1348 Palavras
— Ayy, ayy now she acting outta pocket, tryna grab up on my pants, Hundred bitches in my trailer say they ain't got a man, And they all brought a friend yeah, ayy... — Cantarolava enquanto alguém praticamente esmurra a porta. — Entra, inferno! — Gritei. — Ash! — Dylan entra ofegante como se tivesse corrido uma maratona. — O Liam está com a Kim, vai atrás dele antes que ele faça alguma coisa com ela! — Fala pausadamente. — Dylan, a Kim está sumida faz anos. Como que o Liam ia encontrar ela da noite para o dia? — Questionei sem acreditar. — Está todo mundo falando que viu os vapores chegarem com ela, arrastaram ela até o galpão! Vai logo, p***a! — Mesmo duvidando, fui correndo em direção ao galpão. Realmente, ouvi conversas de muitas pessoas falando o que viram o caminho inteiro. Cheguei no galpão. Não me dei o trabalho de abrir a porta, a chutei e abriu sem esforço. Estavam alguns vapores, Liam e uma garota jogada ao chão... Kim? Será ela? — O que você fez com ela, seu i*****l? — O empurrei com extrema força que o fez esbarrar contra a parede. — Está aqui a máquina Liam. — Você ia raspar a cabeça dela? — Quem esse i*****l pensa que é? — Não acha pouco comparando com o que essa p**a merece? — Dei um soco em seu rosto, o que fez-lhe cair no chão. — Quando eu encontrar minha irmã, a última coisa que eu quero é machucar ou matar ela, seu filho da p**a. Nunca mais toma qualquer atitude sem me consultar antes, entendeu? — Não tive resposta. Dei-lhe um chute no estômago. — Entendeu!? — Entendi! — Esbravejou. — E vocês, saíam daqui! — Os homens saíram, Dylan chegou logo em seguida. Me aproximei da garota que se encolheu. — Olhe para mim! — A garota não obedece. Segurei seu rosto e o virei para mim. Seus olhos eram de cor castanho-claro, bem mais claros que os de Kim. Tinha o rosto mais delicado de que o de minha irmã. Afastei seu cabelo para trás da orelha, ela não tinha a orelha pontudinha como a de Kimberly. Ela é muito parecida com Kim, isso é um fato. Mas ela não é a Kim. — Seu filho da p**a, pegou a garota errada! — Mas é ela, ela falou que o nome dela era Kim. — Liam defendeu-se. — É assim que você sequestra as pessoas na rua? Perguntando o nome delas? — O empurrei novamente, que deu apenas alguns passos para trás. — Nenhum de nós falamos o sobrenome da Kim. Ela sabia sem ninguém contar. — Aí por esse motivo você tortura uma garota inocente? Olha pra ela, cheia de hematomas! — Em seu rosto havia muitas manchas roxas, supercílio e canto da boca cortados, o olho com uma mancha vermelha, fora que estava completamente cheia de arranhões. Basta olhar para ela, para descobrir que foi espancada brutalmente. — Mas é ela, eu tenho certeza. — Liam insistiu. — Merda! — Dylan esbravejou. — Olha isso. — Me entregou o celular. "Jovem desaparecida e possivelmente sequestrada em frente à faculdade na noite anterior. Um casal que estava presente no momento é a única testemunha. A vítima de 19 anos de idade atende pelo nome de Kiria Taylor, estava vestindo calça jeans e camiseta azul-marinho. Para qualquer informação sobre o seu desaparecimento, ligue urgentemente para a Polícia Civil no número..." O texto estava acompanhado com uma foto da garota que está na minha frente. — E agora? Ela vai atrás da merda da polícia. — Dylan pronuncia-se. — Não, não! Eu não vou atrás da polícia, eu juro! Só me deixem ir para casa. — A garota suplica. — Mata ela. — Dylan me olha incrédulo. — O que você quer? Que eu leve ela para a minha casa? Essa garota não é a Kim, não vai servir para nada. Só vai trazer problemas. Ela não é a Kimberly, então mata. — Por favor! Não me mata! — A garota implora aos prantos. — Vocês querem a Kim, não é? Você falou que não queria machucar ela... eu falo onde ela está, se me prometerem não machucar ela. — Cala a boca garota. — Caminhei até a porta. — Por favor me escuta... ela é minha melhor amiga, ela mora comigo... — Ela fala pausadamente com receio. — Ah é? — Parei para olha-la. — Qualquer pessoa a beira da morte falaria qualquer coisa para se salvar. — Voltei a caminhar ouvindo Dylan destravar o revólver. — Por favor! — Fala chorosa. — Kimberly Davies, 20 anos, nasceu dia 15 de novembro... cor preferida é vermelho, sua música preferida é Rockstar-post Malone... — Fez pausas para controlar o choro. — "os olhos são inúteis quan..." — "quando a mente é cega" — A interrompi. — A Kim vivia falando essa merda. — Você não vai acreditar nela, vai? — Dylan Ironizou. — Olha... olha meu celular, o papel de parede... — A garota fala em tom de súplica. Não sei se eu deveria, mas uma parte de mim insiste em acreditar nela. Tem o celular, não vou perder nada se vasculhar. — Onde que estam as coisas dela? — Perguntei para Liam. — Devem estar no carro. — Responde de cabeça baixa. — Então vai lá pegar, i****a! — Me olhou torto e saiu. — Você é uma traidora. — Eu não quero morrer, que inferno! — Chorou. Até porque é a única coisa que ela sabe fazer. — Você falou que a última coisa que faria era machucar ou matar ela. — E se fosse mentira? E se eu buscasse ela e metesse uma bala na cabeça dela? — A garota abaixou a cabeça e começou chorar ainda mais. — Afinal, não que eu esteja reclamando que você seja uma traidora. Longe de mim. — Ironizei — Dylan, toma conta dela até eu voltar. Pude ouvi-la choramingando enquanto me afastava. Foi bem difícil encontrar a merda desse celular. Kyle achou com um garoto que havia roubado. No caso, o garoto encontrou o celular dentro de uma mochila jogada no meio da rua. Quando tentei ligar não obtive retorno, p***a. Deve estar descarregado. Coloquei no carregador, não queria esperar muito, então com ele carregando averiguei se o que a garota havia falado era verdade. Quando finalmente ligou, eu vi ela... eu vi elas juntas no papel de parede, era a Kim, minha irmã. Será que tem senha? Deslizei a tela e desbloqueou. Perfeito. Abri o aplicativo de bate-papo e havia muitas mensagens da Kim. "Você já chegou em casa?" "Kira, abri o aplicativo e o motorista não sai do lugar, onde você está?" Havia também mensagens de áudio. Era a voz dela, inconfundível. "Sua mãe me ligou perguntando o porquê de você não ter retornado a ligação dela, eu falei que o seu celular estava no concerto e que eu não poderia emprestar o meu pois, estava no trabalho" "Kira, onde você foi? poxa. Está saindo com algum garoto? É o Robby? Acho que ele está afim de você." Houve um grande intervalo de tempo depois dessa última mensagem. Quando comecei ouvir a outra, me deparo com choro e respiração ofegante. "Kira... eu fiquei sabendo dos caras que te levaram... fala comigo, onde você está? Eu estou indo atrás da polícia agora." Havia uma bem mais mais recente, implorando para a tal Kira voltar e dar notícias. O que eu posso fazer com esse caso super delicado? Eu preciso me livrar da garota pois a polícia irá encontra-la e também preciso dela para atrair minha irmã. Tive uma idéia. Vou me arriscar com essa idéia estúpida, mas como dizia meu genitor, "É melhor falhar como um herói que tentou, do que falhar como um covarde que nem se deu ao trabalho." Digitei a seguinte mensagem para Kim. "Estou bem, me ligue assim que puder. Quero falar apenas com você, é uma história um pouco embaraçosa, você vai rir muito. Dá um jeito de não ouvirem nossa conversa, ok?"
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