Mel saiu do prédio de Eva com passos decididos, mas, por dentro, sentia um nó de inquietação apertar seu estômago. O vento frio da noite fez um arrepio percorrer sua espinha, mas não era apenas o clima que a deixava desconfortável. Ela olhou por cima do ombro, franzindo a testa, sentindo-se observada. "Mas que história foi essa de surra no banheiro?" murmurou para si mesma, cerrando os dentes. "Se essa maluca espalhar essa mentira por aí, posso acabar como a Valesca." O pensamento fez seu corpo enrijecer. Mel se lembrava com clareza do que aconteceu com Valesca depois que ousou empurrar Eva. Marco não precisou erguer um dedo para se vingar; apenas sua influência e palavras foram suficientes para destruir a garota. Valesca perdeu amigos, privilégios, status. Ela desapareceu da escola como

