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1352 Palavras

Marco acordou com um humor surpreendentemente bom. Era raro. Muito raro. Normalmente, as manhãs eram um tormento para ele, marcadas por sua impaciência e um desejo absurdo de não interagir com ninguém até pelo menos meio-dia. Mas naquela sexta-feira, ele se sentia diferente. Havia uma inquietação dentro dele, uma eletricidade estranha que o mantinha alerta. Talvez fosse por causa de Eva. A lembrança do olhar dela no dia anterior, a irritação contida, a forma como ela tentava demonstrar que não se importava com ele… e falhava miseravelmente. Ele via através dela. E isso o divertia. Se espreguiçando, ele saiu da cama e foi direto para o chuveiro. A água quente ajudou a afastar o sono restante, e logo ele vestia sua jaqueta de couro, pegava as chaves da moto e descia para o estacionament

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