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1280 Palavras

A noite havia caído sobre a cidade, lançando seu manto escuro e silencioso sobre os prédios luxuosos que reluziam com luzes frias. No topo de um deles, ocupando todo o último andar, estava um escritório que exalava poder e requinte. O chão de mármore n***o refletia a iluminação indireta das arandelas douradas. Poltronas de couro legítimo e estantes com livros encadernados em couro completavam a cena. No centro, atrás de uma enorme mesa de carvalho maciço, um homem — ou talvez, seria melhor dizer, uma sombra — se deixava consumir por uma fúria que não conseguia mais conter. A mão fechada em um punho esmagava, entre os dedos, um copo de cristal que se estilhaçou, espalhando cacos e sangue sobre os documentos importantes que cobriam a mesa. Ele nem sequer sentiu a dor. O calor da raiva queim

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