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1131 Palavras

Mais um dia havia amanhecido, e o silêncio dentro do apartamento de Eva era tão profundo que chegava a incomodar. As cortinas continuavam fechadas, impedindo a luz de entrar por completo, e o ar carregado de estagnação parecia pesar sobre seus ombros. Deitada na cama desde o dia anterior, ela havia perdido a noção das horas, mas seu estômago agora a lembrava de que o tempo continuava passando, e ela não podia simplesmente se deixar definhar ali. Com um suspiro cansado, Eva finalmente se obrigou a se levantar. O corpo estava dolorido por tanto tempo imóvel, e os olhos ainda ardiam, resultado das lágrimas que insistiam em cair, mesmo contra sua vontade. Caminhou até a cozinha, cheia de uma esperança frágil de encontrar algo para comer, mas ao abrir a porta da geladeira, foi recebida apenas

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