Eva ignorou o elevador sem pensar duas vezes. O simples vislumbre do painel eletrônico piscando no corredor foi o suficiente para que ela desviasse para a escadaria. O salto de seus tênis fez eco nos degraus de cimento, cada passo ecoando junto com a batida acelerada de seu coração. Um andar. Dois. Três. A cada lance de escada, a ansiedade aumentava, e seu peito parecia prestes a explodir. Estava mesmo fazendo aquilo? Estava. Quando finalmente alcançou o último andar, Eva parou ofegante diante da imensa porta preta da cobertura. O corredor ali em cima era mais silencioso que o restante do prédio, mas mesmo assim, ela podia ouvir — abafado pelas paredes de isolamento acústico — o som grave e arranhado de um rock pesado. Guitarras gritavam e baterias martelavam como se estivessem reverberan

