95 "Vou te mostrar o meu mundo, Eva." A voz de Marco era baixa, quase um sussurro, mas carregada com uma intensidade que fez a pele de Eva se arrepiar. Ele não esperava resposta. Apenas segurou sua mão com firmeza e a guiou para dentro do corredor que partia da ampla sala de estar. O chão era de madeira escura, polido, e o contraste com as paredes em tons de cinza frio criava uma atmosfera sóbria, elegante e ao mesmo tempo misteriosa. O corredor se ramificava em duas portas: uma à esquerda, escancarada, revelando o que parecia ser o quarto de uso cotidiano de Marco — e outra, no final, fechada, pintada de um vermelho escuro que imediatamente chamou a atenção de Eva. Quando ela passou pela porta aberta, não pôde deixar de espiar para dentro. O quarto de Marco era um reflexo dele: intens

