Carla ficou paralisada por um segundo, o peito subindo e descendo com força, enquanto via Yang desabar no chão, o rosto ensanguentado e marcado pela sequência brutal de golpes de Daniel. O corpo dele parecia tão frágil ali, largado, vulnerável… Sem pensar, impulsionada mais pelo reflexo de anos de convivência do que por qualquer sentimento real, ela correu até ele, ajoelhando-se ao seu lado. "Yang…", murmurou, a voz trêmula, os dedos tocando o ombro dele para tentar ajudá-lo a se erguer. Ele soltou um gemido rouco, mas sorriu de canto, aquele mesmo sorriso arrogante, mesmo quebrado, mesmo derrotado. Carla se inclinou um pouco mais, aproximando-se, enquanto ele se apoiava no braço dela, tentando se levantar. Mas foi então que sentiu… Sentiu, como se um fio invisível fosse cortado. Vi

