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1090 Palavras

Enquanto Carla caminhava sozinha pela praça, confusa e envergonhada, em outra parte do campus, no topo de um dos prédios mais antigos e discretos, o clima era de uma tensão completamente diferente. A cobertura de Marco, conhecida entre alguns poucos como “o quarto vermelho”, exalava um ar denso e carregado, como se o próprio ar se tornasse mais espesso ali dentro. As cortinas pesadas fechavam qualquer contato com o mundo exterior, deixando o espaço imerso numa penumbra sensual, cortada apenas por algumas luzes vermelhas estrategicamente posicionadas, que tingiam tudo com um tom carmim, quente e provocante. Eva estava ali. No centro do quarto, em pé, os braços erguidos e suavemente presos por amarras de cetim que pendiam de uma estrutura metálica suspensa no teto. O material era macio,

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