O barulho suave do elevador subindo preenchia o silêncio entre Eva e Marco. Ambos estavam vestidos e alimentados, os vestígios da manhã intensa ainda marcavam seus corpos com dores suaves e satisfação. Eva queria tanto estender a mão, entrelaçar os dedos nos dele, mas Marco não tomou a iniciativa. Ele mantinha as mãos nos bolsos, os ombros relaxados, mas os olhos — aqueles olhos intensos — permaneciam atentos a cada movimento dela. O coração de Eva apertou. Queria mais. Queria mostrar ao mundo que ele era dela e que ela era dele. Queria gritar que aquele garoto da maldita foto era Marco Santini, o único que podia tocá-la, possuí-la, beijá-la. Ela mordiscou o lábio inferior, indecisa se deveria se aproximar e romper aquela distância invisível. Mas então, ao saírem do elevador, Marco tomou

