Marco não bateu na porta da diretoria. Apenas a empurrou com força, fazendo-a bater contra a parede com um estrondo que fez o diretor — um homem baixo e calvo, de óculos escorregando no nariz — pular da cadeira. “Marco... senhor Santini! O que...?” Marco fechou a porta atrás de si com um baque. Seus olhos eram duas brasas vivas, o maxilar tenso, os ombros rígidos como se contivessem um furacão prestes a ser libertado. O diretor recuou instintivamente ao ver aquele olhar. Não era o de um aluno — era o de um predador. “Quero uma coisa bem clara a partir de agora.” A voz de Marco era baixa, mas carregada de aço. “Se a Eva sofrer mais um ataque. Se alguém encostar um dedo nela. Se mais uma maldita foto for parar nas redes. Eu, pessoalmente, vou arrancar os dentes do responsável e pendurar o

