A Ducati preta cortou o ar ao entrar no estacionamento e parar exatamente ao lado do carro de Eva. O som do motor ainda vibrava quando Marco desligou a ignição e desceu da moto com um movimento despreocupado, como se estivesse apenas começando um dia comum. A jaqueta de couro se moldava ao seu corpo atlético, e a expressão no rosto dele era impassível enquanto vasculhava o bolso da jaqueta em busca do celular. “Merda…”, rosnou baixo, ao perceber que tinha esquecido o aparelho em casa. Mas antes que pudesse fazer qualquer outra coisa, os olhos dele pousaram sobre Eva, que saía do prédio de braços dados com Carla. Por um breve segundo, um sorriso brincou nos lábios de Marco. Um sorriso carregado daquela malícia típica, como se a visão de Eva fosse o ponto alto de seu dia. Mas o sorriso de

