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855 Palavras

Desde cedo naquela manhã, o telefone de Eva tinha se tornado uma extensão da própria angústia. As chamadas iam e vinham, todas direcionadas a um único destino que permanecia mudo e impassível: Marco. Não importava quantas vezes ela ligasse — cinco, dez, vinte vezes — a resposta era sempre a mesma. Silêncio. Nem sequer a educação mínima de recusar a ligação. Era como se ele simplesmente a ignorasse por completo, como se as chamadas dela nem sequer existissem para ele. As mensagens acumulavam na tela com notificações que Eva lia e relia, cheia de esperança de que em algum momento ele respondesse. "Marco, por favor, fala comigo." "Precisamos conversar." "Você sabe o que está acontecendo?" "Por favor, Marco." Mas nada. Absolutamente nada. Ela apertava o telefone nas mãos como se aquilo

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