O corredor estava silencioso quando Marco virou a esquina, mas o silêncio durou pouco. Em poucos segundos, passos apressados ecoaram pelo chão polido da escola, e Daniel apareceu correndo em sua direção, o rosto suado, a respiração ofegante, como se tivesse corrido um quilômetro inteiro para encontrá-lo. “Cara, por que você não atendeu o celular?” Daniel disparou, sem nem respirar entre as palavras. Os olhos dele estavam arregalados, cheios de uma mistura de preocupação e nervosismo. “Isso aqui está um inferno, e a Eva... a Eva tá no centro do furacão!” Marco franziu o cenho, sentindo seu maxilar travar com força ao ouvir o nome dela ligado àquele caos. Seus punhos se fecharam automaticamente, como se quisessem socar a própria realidade. Ele não precisou de mais explicações para entender

