Capítulo XLVI

1377 Palavras
Celleney Peny. Estava? O que ele quer dizer? Eu levanto o meu olhar até ele, que encontra o meu. - O que isso quer dizer? - eu o questiono ignorando o meu coração acelerado e o meu rosto queimando por conta do seu toque e o seu olhar em mim. - Exatamente o que falei, senhorita Celleney. - ele diz e eu reviro os olhos. - Porque está fazendo isso? - eu questiono-o. - Isso o quê? - ele questiona e eu suspiro, com o meu corpo ardendo de tanto calor. Talvez eu devesse parar isso, e deixá-lo como deixei o arquiduque. Eu não sei o que se passa, mas é como se os meus hormônios ficassem completamente descontrolados perto dele. Isso não é normal, nunca foi, e eu não estou a gostar. Não deveria gostar. - Porque está a agir como se não tivesse simplesmente me impedido de dançar com o Leopoldo? - eu questiono-o e ele franze o cenho minimamente. - Eu não a impedi de nada. - ele diz e eu o encaro indignada. - Você não me pediu para dançar. - eu afirmo, e ele sorri. O sorriso mais convencido que eu já vi na minha vida e olha que eu já vi vários. Eu tenho primos ‘playboys’, e o sorriso dele conseguiu me desconfigurar sem nenhuma palavra. Que m***a está acontecendo, Celleney? - Eu não precisei. - ele simplesmente diz e eu suspiro fundo. Cara, você não ficou todo ruborizado quando viu uma minissaia? De onde saiu essa versão desconhecida do nada? - Pois então, eu irei agora. - eu falo sem menção alguma de sair, e no mesmo instante senti as suas mãos tomarem o meu corpo mais possessivamente, o suficiente para me deixar molhada no mesmo momento. Porra. - Você não irá a lugar algum. - a sua voz soa baixa, e o seu tom imperativo abalou o meu equilíbrio mental e físico. A minha respiração literalmente travou e as minhas pernas só não me deixaram cair, porque as mãos do Henrik não permitiram. - O que está fazendo, Henrik? - eu o questiono com a minha mente em órbitas próximas a algum núcleo desconhecido. - Eu estou apenas tentando proteger você, Celleney. - ele responde e eu suspiro observando os seus olhos esmeralda me observam. - De quê? - eu o questiono desentendida. - Se continuar a aceitar pedidos de dança de qualquer um, não apenas será falado como não deseja, como também acabará se casando, como deixou claro que não queria. - ele diz e o meu coração acelera. Em que dimensão eu estou respirando? - Exceto se tiver mentido sobre a sua intenção de participar no baile. - ele diz e eu observo-o. - Como uma simples dança faria que eu me tornasse m*l falada, Henrik? - eu o questiono sem entender. - Existem certos maneirismos do qual não deve estar acostumada, Celleney. Mas por cá eles não seriam benéficos para você. - ele fala e agora eu estou confusa. Dançar num baile também é um problema por aqui? - Se dançar é um problema, porque porras a sua tia me colocou horas a aprender isso? - eu o questiono, e observo os seus olhos esmeralda saírem dos meus olhos para os meus lábios. - Devia ter mais cuidado com o que deixa escapar dos seus lábios, Celleney. - ele diz, levantando o seu olhar novamente para o meu, mas de forma que fez com que eu desviasse para um ponto qualquer, sentindo a minha temperatura elevar drasticamente. O ponto qualquer, foi a Helena, que nos observava atentamente, arrastei o meu olhar para o resto do salão, e um frio tomou a minha barriga quando vi que mais ninguém estava na pista de dança para além de nós, e todos. Todos! Todos estão nos encarando. Eu nunca fui uma moça fácil de intimidar ou de sentir vergonha, mas agora… Eu estou num estado em que jamais pensei estar em toda a minha vida. Quer dizer, depois do que aconteceu nos últimos dias, esse era o estado que eu menos previ estar e dadas as circunstâncias, não deveria estar. As engrenagens do meu coração, desenfreiam perigosamente as vontades mais pecaminosas existentes, que jamais deviam ter sido despertadas em mim nessa era dos dinossauros. Isso não é bom, não é nada bom para mim. Mantenha a calma, Celleney. Respira! Eu volto o meu olhar para ele e luto para manter o contacto visual com ele. - Aparentemente além de mim, tem assuntos de príncipe regente por tratar. - eu falo. - Não é comigo que devia estar a dançar ou se preocupando. - eu concluo e o seu olhar observa-me atentamente, e eu posso ver nos seus olhos esmeralda que ele concorda. Ele é um pedaço de m*l caminho, com os seus próprios problemas monocráticos por lidar e eu, estou na época dele devido à engenhoca criada pelo meu avô que não bastou me abandonar nesse mundo sozinha, e agora eu tenho de descobrir como voltar antes que esse problemão, consiga se tornar maior do que já é. Ele não quer isso, mas precisa fazer isso. Eu não quero estar aqui, e preciso encontrar uma solução para de cá sair. Essa energia, aura, essa conexão instantânea e sem explicação alguma, seja o que isso for, não deve mexer com o meu psicológico como está mexendo. Não é suposto e eu devo ignorar isso agora! - Está certa. - ele diz depois de um tempo me observando e os meus batimentos falham por instantes, mas assinto escutando a melodia findar, e as suas mãos saírem de mim. - Foi uma ótima dança, senhorita Celleney. - ele diz agora com um sorriso ouço uma onda de batimento de palmas tomando o imenso salão. Isso acorda-me para a realidade e me vejo obrigada a fazer uma curta vénia para ele que sorri e sai, me deixando ali parado e atordoada. Céus! Outra melodia inicia e as pessoas voltam a interagir, mesmo lançando olhares na minha direção, o mais conveniente que fiz, foi retirar-me da pista precisando de água, e foi nisso que fui atrás. Água! Encontrei vinho, também serve e me pareceu uma ótima opção. - Celleney? - eu ouço a voz da Cora atrás de mim e eu sorrio me virando para ela e o seu sorriso vai diminuindo enquanto me observa. - Está bem? - ela me questiona e eu suspiro fundo a encarando. - Nada está bem, Cora. - eu lhe falo. - O que aconteceu, do que precisa? - ela questiona-me. - Eu preciso ir para o meu quarto. - eu falo e ela inspira fundo e sorri, me encarando empática. - Essa é a minha vontade também, porém, não tem como sairmos daqui por agora. - ela diz e eu não acredito nisso. - E quando isso vai terminar? - eu a questiono. - Sendo esse o baile de a******a do baile, deve se estender até altas horas. - ela fala e eu não acredito numa coisa dessas. - Não é conveniente que os anfitriões se retirem antes que o evento termine. - ela explica o que eu sei, mas não necessariamente me importo. - Poderei ajudá-la a regressar para os seus aposentos quando a parte externa for liberada durante à noite. - ela se oferece e eu sorrio pelo quanto ela se dispõe para me ajudar. - Tudo bem, obrigada. - eu a agradeço e ela sorri vindo parar ao meu lado. - Todos estão fascinados por você. - ela comenta sorrindo, olhando para as pessoas interagindo em diversos pontos do salão, outras dançando, outras claramente esperando um homem chamá-las para dançar, pelo que estou notando, outras visivelmente fofocando. - Deve ser porque nunca terem-me visto antes. - eu falo, tomando outro generoso gole de vinho. Todo mundo adora novidades, não? - Sim. - ela confirma. - Mas também é deslumbrante, as demais debutantes a observam como uma concorrente e os nobres estão com os olhos em você desde a sua entrada. - ela elogia e eu sorrio. - Eu não sou concorrente de ninguém aqui. - eu falo tirando o meu olhar das pessoas, degolando todo o conteúdo na taça de uma vez. Eu só quero que esse baile termine o mais rápido possível.
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