Capítulo 74
Carioca narrando
Faz já dias que estou nessa solitária, fui jogada aqui que nem um lixo e não tinha informação nenhuma do lado de fora, eu não sabia o que estava acontecendo e nem sei quem está vivo ou morto, como está meu morro e isso me deixava completamente extressado.
A porta é aberta pela primeira vez nessa semana, eles jogavam sanduiches e garrafa de água por um pequeno buraco como s eu fosse um lixo, mas quem era lixo aqui era eles.
— Anda – ele fala – seu tempo na solitária acabou – eu encaro ele ainda sentado na cama h******l. – não escutou ou quer ficar mais um tempo ai?
— Não – eu respondo me levantando e entregando as minhas mãos para ele.
— Não é a primeira vez que você é preso, não é mesmo?
— É a primeira vez sim – eu olho para ele – por acaso acha que sou i****a para cair na cadeia?
— E está fazendo o que aqui agora? – ele pergunta
— Estrátegia – ele me encara e eu abro um sorriso – ninguém imagina o que está para vir.
— Deixa ele agente Trenti – outro agente fala – está blefando, leva ele para cela.
— Anda – ele fala
Após algemar as minhas mãos, a gente passa por diversas grades que são abertas com a digital dele e era bem fácil de abrir se tivesse a digital dele, já começo a pensar várias coisas na minha cabeça, mas antes precisava ter contado do lado de fora com os meus parceiros RK, PH, LK, VITINHO e os meus parceiros dentro do meu morro, porque é só com eles que eu poderia contar para fugir daqui.
— Entra – ele fala me colocando dentro de uma cela com mais dois.
— Carioca – HY fala quando eu entro – o que faz aqui?
— Jv aquele filho da p**a me traiu.
— Jv? Morro do alemão? – o amigo dele pergunta
— Quem é? – eu pergunto Hy
— Esse é Tenorio, um Hacker meu amigo que foi preso – ele fala
— Hacker? – eu pergunto – estão afim de fugir daqui?
— m*l chegou e já quer vazar? – Hy pergunta – primeiro você precisa entender o caos que está lá fora.
— Tá sabendo de algo?
— Aqui – Hy fala – Rk já enviou o celular etudo que tu precisa aqui para dentro, posso dizer, o tempo tá fechando lá fora.
— E porque? – eu pergunto
— Tem uma delegada investigando o assassinato da Jéssica – Hy fala
Hy era um m****o da facção que era comandada por RK, ele era bem confiável e Rk de alguma forma conseguiu me colocar na mesma cela que a dele e se tem uma delegada investigando a morte da Jessica, era porque alguém mandou ela fazer isso, para ter um empecilho na minha fulga.
— Kaique? – eu perguntp
— Vivo e sumiu – Hy fala – o único morto foi Antonio.
— Filho da p**a – eu respondo – é ele que colocou essa delegada investigar a morte da Jéssica.
— A mando dele?
— A mando dele – eu respondo – ele quer continuar a guerra ou se vingar de algo, vamos ainda ter problemas com ele.
Eu tinha falado com Rk no telefone e ele me contou detalhadamente tudo que tinha acontecido e eu disse a ele que deveríamos esperar algumas semanas a mais para fuga, porque era isso que o Kaique queria, que eu fugisse agora para talvez ele me m***r.
Mas eu não ia dar esse gosto a ele, eu iria mostrar a ele, que eu era muito mais esperto.
Capítulo 75
Heloise narrando
5 meses depois..
Amanda está com cinco meses de vida, porém por ter nascido prematura e ter síndrome de down, ela ainda tinha algum atraso, faz pouco mais de dois meses que ela saiu da incubadora e pode ter uma vida normal, como eu prometi a Jessica eu ajudava Ph a cuidar dela com todo amor e carinho do mundo.
Ph era calado em relação a Jessica, ele não falava muita coisa e deu para perceber que ele perdeu o brilho de viver, ele se mantinha vivo e respirando por Amanda , porque sabe que nela tem um pedacinho da Jessica.
Eu voltei a cursar o meu curso de direito , até porque eu tinha me apaixonado por ele, sempre tinha gente me levando e buscando para caso Kaique resolvesse voltar a incomodar, ele sumiu e despaareceu sem deixar rastros e no final isso era bom para mim, porque assim eu tinha certeza que ele não voltaria para me infernizar.
Quem sabe ele arruma outro arlvo?
— Como está Amanda? – Henrique pergunta
— Dormindo – eu respondo
— Ela é muito tranquila.
— Ela é um amor – eu respondo
— Espero que os nossos filhos também seja assim.
— Filhos? – eu pergunto para ele.
— Ué – ele fala – você não quer ter filhos comigo?
— É – eu olho para ele – agora não, mas mais para frente – ele sorri – mas uma coisa eu sei, com nós como pais, tudo que eles não vão ser, será tranquilos – ele abre um sorriso.
— Isso é verdade – ele me encara -eu preciso ir para boca, tenho algumas coisas para resolver com Carioca e Vitinho, agora que Carioca saiu da cadeia.
— Ok , eu vou ficar com Amanda , Ph es´ta ocupado hoje.
— Sim, ele está ocupado com o carregamento – ele fala – qualquer coisa me liga, eu veio a noite para a gente treinar.
— s****o – eu falo empurrando ele quando ele tenta me beijar.
Eu subo de volta para o quarto de Amanda e fico observando ela dormir, eu faço tudo por essa criança, da forma que a Jessica iria fazer, eu sei que ela cuidaria tanto essa menina da melhor forma possível, amaria, faria massagem, cantaria , iria contar história. Eu estava honrando Jessica como mãe e Amanda sempre iria saber que sua mãe era uma estrelinha morando no céu.
Agora, sobre ter filhos, eu nunca me imaginei mãe e jamais achei que Henrique um dia se imaginou pai, eu tinha DIU e não pensava em tirar agora, eu queria me formar e ter pelo menos uma faculdade, porque isso me fazia bem depois de tudo que eu passei, e sei que talvez ele com a vida corrida dentro do morro sabe que para tudo tem hora certa e não era hora ainda de nós ter um filho.
Amanda acorda e eu coloco ela no carrinho para dar uma passeada com ela no morro, o sol tinha baixado e vejo uma discussão, era o pai da envangelica falsa chingando ela e escurraçando ela na rua.
— Você é uma v*******a – o pastor falava – uma v*******a.
— Pai, para por favor.
— Você é uma v*******a, você é o d***o , o d***o está no seu corpo – ele fala – você tem o demônio embaixo da saia – eu abro um sorriso vendo aquela cena.
Não que eu gostava de ver a vida alheia se dando m*l, mas essa garota era fofoqueira de mais e vivia trazendo problemas dentro do morro, e agora o pai dela vendo quem era ela, quem sabe ela abaixa o nariz dele.
— Chega – Lk atira para cima – o que tá acontecendo aqui?
— Me ajuda – Larissa fala – Lk em ajuda, por favor – ele encara Larrisa
— Essa garota tem o demônio embaixo da saia, ela tem que morrer queimada no inferno – O pastor fala.
— Me ajuda – Lk fala
— Se vira Larissa – ele fala empurrando ela – eu não quero mais discussão aqui no meio do morro não, entre os dois para dentro da igreja, se não eu mando colocar fogo nela.
— Essa garota não entra aqui – o pastor fala.
— Leva ela para dentro agora – Lk fsala – e não quero discussão, se sair um, sai os dois do morro – os dois se encaram – agora p***a.
Lk meio que defendeu a s****a, mandando o pai entrar com ela para dentro, mas eu gostie que ele escurraçou ela na frente de todo mundo, eu abro um sorriso quando Lk me ver.
— Gostou né? – ele pergunta
— Cara, queria ver o pastor batendo nela, arrancando os cabelos – eu falo rindo
— Olha, ainda bem que é Rk que comanda o morro e não você, queria ver a p*****a que seria – ele fala
— Ia tá tudo careca – eu falo e ele começa a rir.