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1607 Palavras
Ph narrando Era como se eu tivesse perdido o meu chão e não tivesse mais nenhuma vontade de viver, por mais que eu seja o sub do morro, eu nunca coloquei o morro como prioridade no meu relacionamento e eu jamais achei que perderia ela por causa do morro. — PH – Rk me chama. – Ph? — Oi – eu falo — Precisamos enterrar – ele fala Heloise que estava do outro lado do caixão, tinha as lagrimas silenciosas. — Ok – eu respondo — Ela é linda – Heloise fala olhando para Jessica – ela é uma princesa, a princesa mais linda do mundo, assim como você era, ela tem seus lábios, seus traços , eu prometo – ela diz chorando – que vou cuidar dela ao lado do Ph, que serei a melhor tia e madrinha e sempre vou fazer ela sentir você pertinho dela. Eu abaixo a minha cabeça, na verdade eu não tinha forças para sair daqui do lado dela e nem mesmo respirar, eu queria poder parar de respirar nesse exato momento. Durante o enterro , foi muito emocionante, muita gente junto e me dando os pêsames, eu olhei o caixão descer pelo buraco e depois fechei os olhos e agradeci mentalmente por ela ter existido na minha vida, me dar um cinco segundos e eu saio correndo. — Pedro – Heloise chama mas eu não volto. Eu entro dentro do carro e vou em direção ao hospital, quando chego, eu obrigo que me levem até a Uti. — O senhor precisa ficar calmo – a médica fala. — Quem a senhora acha que é? – eu pergunto — Meu nome é Samanta – ela fala – sou a pediatra da uti neonatal, sua filha precisa de cuidados por mais que esteja fora de Perigo. — Eu sai agora do enterro da minha esposa, eu preciso ver ela – eu olho para ela. — Sua filha além de ser prematura ela tem um distúrbio genético. — Como assim? — Sua filha tem Sindrome de Dow, isso não causa problemas na evolução dela agora, mas eu precisava te contar. — Doutora Samanta, com todo respeito, eu acabei de perder a minha mulher, sai do velório dela, Jessica era tudo na minha vida e a única coisa que eu tenho, agora é a minah filha, não importa como ela é e nem o que ela seja, eu estarei ao lado dela, cuidando dela e amando ela como tem que ser, por favor me deixe ver. — Claro – ela fala Ela libera a minha entrada na Uti Neonatal e eu entro, ela me leva até onde estava a minha filha e mais uma vez, eu desço cair as lagrimas, eu olho para ela e ela era realmente como a Heloise tinha falado, era muito parecida com a Jéssica. — Eu prometo que vou cuidar de você pequena – eu falo – eu prometo, você é tudo na minha vida. Eu abro um pequeno sorriso vendo ela tão pequena e frágil. — Sua mãe ia amar está aqui com você, te conhecer – eu olho para ela – como ela te esperava, sonhava em conhecer o seu rostinho, porque Jessica você me deixou? As lagrimas desce sobre o meu rosto sem parar. Capítulo 72 Heloise narrando Algumas semanas depois... Tudo está bem dizer escuro e cinza em nossas vidas, o morro não é o mesmo, está silencioso, não tinha crianças brincando na quadra e na verdade nem parecia o mesmo. Sabe aquele vídeo de uma moça dizendo.. ‘’ A gente vai partir e a vida vai continuar’’’ Não foi isso que aconteceu depois da partida de Jessica. — Eu tomei uma decisão – Ph fala sentando na mesa comigo e com Rk. — E qual é a decisão? – eu pergunto para ele. — A policia está investigando a morte da Jessica – PH FALA – eu já comecei a organizar tudo, estou criando toda a estrutura para que a pequena Amanda venha para cá. — Mas e os cuidaods? – Henrique pergunta — Contratei médicos, os melhores , as estruturas também, tudo que precisar vai ter aqui, ela vai está segura aqui. — Essa delegada quer mesmo investigar – Lk fala. — Ela me encheu de perguntas e o pior ela sabe quem somos, só não tem provas para incriminar ou não consegue, porém daqui a pouco pode se juntar a mais alguém. — Kaique – eu falo e eles me encaram – ele não está solto? — E ainda tem Carioca na cadeia – Rk fala. — Então, eu resolvi trazer Amanda para o morro com toda a estrutura do mundo. Ph estava sendo forte pela filha e todo mundo reconhece isso, ele se levanta da mesa junto de Lk e os dois saiem da casa, fica apenas eu e Rk. — Eu preciso te entregar uma coisa – ele fala e eu estreito os olhos. A verdade é que eu e Rk a gente nem teve tempo de conversar mais nada, eu estava tão envolvida entre o hospital e o morro e ele tentando tranquilizar os moradores e retomar a rotina do morro. — O que? – eu pergunto para ele. — As suas passagens ele fala – me enetregando. — E você acha que eu vou embora? — Eu te prometi e preciso cumprir – ele fala – eu tenho uma palavra. — Eu também tenho e prometi que vou ficar com a Amanda aqui, eu prometi isso a Jessica – eu respondo para ele. — Eu sei – ele fala — Você queria que eu fosse, é isso? — Jamais – ele fala – eu quero que você fique, apenas queria cumprir com a minha palavra e te entregar o que eu prometi. Eu abro um pequeno sorriso para ele. — Você sempre cumprindo o que você diz, não é mesmo? – eu olho para ele – mas eu jamais deixaria esse morro, ainda mais as pessoas que me devolveram a minha liberdade e que se tornaram minha família. — Eu cumpro tanto, que eu tenho uma promessa em falha com você. — Comigo? – eu pergunto para ele. — Eu prometi a você que te tornaria a minha fiel e não é apenas por nome ou para amostrar ao mundo, mas porque eu sempre amei você – eu olho para ele – mas, eu quero te tornar mais do que a minha fiel, eu quero te tornar a minha esposa. — Que d***a você cheirou menino? – eu pergunto assustada. Ele se ajoelha na minha frente. — Você quer casar comigo Heloise? – ele pergunta e eu encaro ele totalmente sem reação. Capítulo 73 Kaique narrando — Para onde você vai levar as crianças? – Renata pergunta. — Um lugar seguro, elas não estão seguras aqui. — Você precisa tirar a minha sobrinha da cadeia – ela fala — Sua sobrinha via mofar na cadeia. — Perpetua não fez nada. — Fez sim – eu respondo – ela quis mexer onde ela não deveria ter mexido. — Ela sempre gostou de você e fez tudo que você queria – Renata fala. — A senhora não me enche a paciência, se não eu mato você – ela me olha assustada – sua sobrinha vai mofar na cadeia e nunca mais ninguém vai se aproximar das duas. — Mas você vai levar a Julia também? – ela pergunta – Julia não é sua filha. Eu a ignoro, coloco a Marie na cadeirinha do carro e faço com que Julia entre, Julia já era maiorzinha e já entendia que tinha alguma coisa acontecendo. — Kaique deixa as minhas meninas – ela fala – deixe as minhas meninas. — Elas vão comigo – eu olho para ela – e se um dia Perpetua sair da cadeia, você avise ela, que ela será morta. — Seu monstro – ela grita – seu monstro. Eu só não a mataria porque queria que ela desse o recado para Perpetua, eu queria ver Perpetua sofrendo muito, mas muito por tudo, eu não tinha compaixão por ninguém. — Para onde vamos? – Julia pergunta. Ela já tinha uns 3,4 anos de idade mais ou menos e eu a encaro. – vou para casa do meu vovô? — Não – eu olho para ela – eu vou cuidar de você e de sua prima. Descansa. Tinha duas babás comigo que iriam me ajudar e auxiliar para cuidar das duas, Perpetua comeria na minha mão e lá dentro da cadeia ela vai se arrepender por tudo que ela fez. Heloise narrando — A sua d***a tá mais estragada do que as que vende na copa cabana. — Responde sim e sim – ele fala e eu sorrio — Eu aceito – eu respondo sorrindo. Ele me olha sem acreditar porque na verdade eu acho que ele não esperava que eu iria aceitar o seu pedido, eu me jogo em seu colo e a gente cia no chão com tudo, começamos a rir e a gente se beija muito. Henrique mais uma vez foi o meu ombro , ele me consolou e esteve ao meu lado após a morte da Jessica e afinal, vivemos um retorno bem conturbado com todas as mentiras que tinha a nossa volta, mas ele me protegeu, ele tentou me proteger de todas as formas, da sua forma errada e estourado, ele me protegeu. — Eu quero você do meu lado sempre – ele fala passando a mão pelo seu rosto. — Eu jamais iria embora, pela Amanda e também por você – eu olho para ele e ele sorri. A gente se beija lentamente.
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