Heloise narrando
O sentimento de luto e de perca era o sentimento mais dolorido que existia e eu já tinha passado isso com a minha mãe, mas foi quando eu sai do morro e fiquei sem a Jessica que eu comecei a sentir o primeiro medo de ficar sem as pessoas, depois eu perdi minha mãe e agora ela.
Jessica e eu desde pequena fomos muito unidas, a gente tinha a mesma idade e olha que loucura, a gente nem imaginava que poderíamos ser irmãs, enquanto a gente se divertia na frente de casa, com bonecas, tomando sorvete, uma vida inteira de mentiras se passava na nossa volta, mas graças a Deus a nossa inocência não fez a gente perceber, porque é com ela que eu tenho as melhores lembranças da minha vida, as lembranças de felicidade e simplicidade.
— Eu sinto muito – Lk fala e eu o encaro – eu sei o quanto deve está sendo difícil para você, na verdade está sendo para todos.
— Não é nada fácil – eu olho para ele – Jessica era tudo na minha vida.
— Eu sei Helo – ele fala me abraçando e eu choro muito.
A gente estava esperando para entrar na Uti e para ter noticias da nenê, Jessica me fez prometer a ela que eu ajudaria Ph a cuidar da pequena e eu iria manter a minha palavra e estaria sempre ao lado dela sendo a madrinha e sempre iria fazer ela se lembrar da mãe dela da forma que a Jessica ela, com amor e muito carinho.
Jessica no começo se sentiu insegura com a gravidez mas depois ela estava radiante, radiante de mais, como ela sonhava com essa criança o tempo todo.
— Você é parente da recém nascida de jessica? – Uma médica pergunta
— Somos os tios – Lk fala
— Ótimo, o pai não está? – ela pergunta
— Ele foi para o velório, a gente achou que demoraria para liberar a visita.
— Entendo, deve está sendo um momento difícil para todos – ela fala – a recém nascida está bem, no momento fora de perigo, respirando com ajuda dos aparelhos por ela ser prematura, o coração está batendo e precisa amadurecer o pulmão, já vi muito caso de crianças prematuras, o dela é um estado estável, ela vai ficar semanas ou meses na Util Neonatal isso é fato, ela precisa pegar peso também, mas ela irá sobreviver, eu posso dar a minha palavra que ela vai dar, se é uma forma de amenizar um pouco a dor de vocês, eu vim trazer a noticia o quanto antes.
— Obrigado – Lk fala
— Podemos ver? – eu pergunto
— Uma pessoa somente.
— Vai lá – Lk fala.
Eu coloco toda a roupa e me higienizo toda para entrar na uti, de longe eu reconheço a criança apenas pela boca igual a da Jessica, aquela boca carnuda e bonita que ela tinha, eu me aproximo vendo ela através daquele vidro da incubadora e meus olhos se enche de lagrimas na mesma hora.
— Eu vou cuidar de você – eu olho para ela – eu prometo que serei tudo que a sua mãe queria que eu fosse na sua vida – as lagrimas descia que enm raio – Onde você estiver Jessica saiba que eu vou está cuidando da sua filha.
Até que começo a receber mensagem no meu celular do Lk me mandando vazar de dentro do hospital, porque a policia estava aqui.
Capítulo 70
Lk narrando
Eu respiro fundo e estava sentado na sala de recepção do hospital, Heloise ainda estava lá dentro, quando eu vejo uma mulher que para na minha frente, eu a encaro.
— O senhor é Lucas Guimarães? – ela pergunta
— Sim, quem deseja? – eu olho vendo o dispositivo.
— Meu nome é Leila – ela fala me encarnaod – Leila Berton, delegada da delegacia de Homicidios, o hospital ligou para a delegacia denunciando o caso da garota que foi baleada, Jessica Torres – eu a encaro – só que o corpo dela não se encontra mais aqui.
— Eu sou conhecido sim dela, até porque estou aqui acompanhando a filha na Uti – eu olho para ela.
— E cadê o corpo dela? – ela pergunta e na frente dela eu envio uma mensagem para Heloisa e olho para ela – está enviando mensagem para quem?
— Isso é com hospital, não?
— Eu sei quem são vocês – ela fala – principalmente quem é você.
— Quem sou eu? – eu pergunto para ela
— Eu não tenho provas, porque o único que se revelou em uma live mais cedo foi o Henrique conhecido como Rk, não é mesmo?
— Se você não tem provas sabe que não pode nos prender – eu falo para ela.
— Eu sei – ela fala – mas eu não vou desistir fácil de investigar sobre a morte da Jessica, até porque as informações que eu tenho, foi que aconteceu uma guerra.
— Que começou através de um policial infiltrado – eu olho para ela.
— Não condiz com a forma que eu trabalho – ela responde – a morte dessa garota é mais um número na estatística, não é mesmo? – ela pergunta me encarando. – e eu não aceito esse tipo de coisa.
— Estamos todos de luto pela Jessica.
— Que bonito, todos vocês provocaram a morte dela – Leila fala – eu só tenho uma coisa a dizer – ela me encara e eu a encaro – pode ser que eu não consiga provas para incriminar você Lucas e nem o Pedro Henrique que é o pai da criança né? Agora , porque tudo foi muito bem planejado pela facção que vocês pertence, vocês tem álibe, endereço, empresas funcionando, tudo para provar que são pessoas inocentes, mas não são. Mas eu sei que vão conviver com a culpa.
— Se você sabe que vamos conviver com a culpa da morte? Porque não nos deixa em paz? Não existe mais assassino da Jessica vivos.
— Por justiça – ela fala
— Justiça? – eu pergunto – tudo que Jessica quer, é que a filha seja criada com uma vida tranquila e em paz junto do pai.
— No morro? No meio de guerra? – ela pergunta – eu sei como funciona as coisas com vocês, a base de dinheiro, vocês tem gente grande ao lado de vocês.
— Achei que você era grande – eu olho para ela.
— Eu posso ser apenas uma delegada pequena no meio de tanto poder, mas eu sou a pessoa que vai derrubar todos vocês e incriminar. – ela fala – tem mais alguém com você aqui?
— Não – eu respondo
— Fui informado que tinha uma moça.
— Não tem ninguém – eu respondo.
Ela sem falar nada se vira e vai embora, eu já tinha escutado falar nessa mulher, nessa delegada pela boca de outros traficantes e vapores e fiquei sabendo que ela realmente queria mostrar trabalho para crescer dentro da delegacia já que tinha sido promovida a pouco tempo e era normal ela querer mostrar trabalho, mas estava se envolvendo em um lugar perigoso.
Eu recebo uma mensagem de Heloise dizendo que estvaa no lado de fora, eu saio do hospital e a encontro no hospital.
— Quem era?
— Uma delegada da delegacia de homicídios.
— E ai?
— Bicho pequeno – eu olho para ela – nada que muito dinheiro faça que compre o silêncio dela.
— Sério? – ela pergunta
— Tudo é movido a dinheiro – ele fala – e a menina?
— Linda, vai ficar bem – Heloise fala – vamos para o morro.