KN Acordei cedo, como sempre. O silêncio do quarto parecia ainda maior sem a Luana do meu lado e sem o Lucas correndo pela casa. Levantei devagar, fiz minha higiene, vesti uma bermuda, uma camisa larga e fui pra cozinha. Dona Marlene já tinha deixado o café pronto na garrafa. Tomei em silêncio, lembrando do sorriso dela na última noite antes de ir embora. A saudade apertava, mas eu não podia me dar ao luxo de ficar fraco. O morro dependia de mim. Desci pra boca mais tarde, só pra organizar as coisas. Não tava me esforçando fisicamente, ainda tava em recuperação, mas dava ordens, organizava papelada, atendia ligação. O Paiva e o W7 estavam segurando bem a linha de frente, e isso me dava uma certa tranquilidade. Paiva: Fica de boa, mano – disse anotando os pedidos. – A gente tá cuidando

