Miguel Algumas horas depois... Enquanto estava me trocando quando ouvi o celular descartável vibrar. Fui até a cabeceira da cama e peguei o aparelho. Era Henrique. — Miguel, tenho algo — disse ele, com um tom sério. — Fala. O que você descobriu? — perguntei, com o coração acelerado. — Um dos colegas dela, Alfonso Rios, tem movimentações suspeitas. Grandes quantias de dinheiro entrando e saindo da conta dele, e ligações frequentes para números que sabemos estar ligados à máfia. — Alfonso... — repeti, sentindo um nó no estômago. — Tem certeza? — Absoluta. Ele é o homem de dentro, Miguel. E está bem mais envolvido do que imaginávamos. Desliguei o telefone, sentindo uma mistura de alívio e apreensão. Agora sabíamos quem era o traidor, mas isso só significava que o perigo estava mais pr

