Miguel Acordei com o primeiro raio de sol entrando suavemente pelas cortinas do quarto. A luz dourada iluminava o rosto sereno de Mônica, que dormia ao meu lado, os cabelos desalinhados e a respiração calma. Observei cada detalhe dela, desde a curva suave de seu rosto até a maneira como suas mãos repousavam sobre o travesseiro. Eu não conseguia imaginar a vida sem ela ao meu lado. A amava mais do que a própria vida, e sabia que ela sentia o mesmo por mim. Quando essa ameaça acabasse, eu iria pedi-la em casamento. Esperava que ela aceitasse, porque, no fundo, sabia que éramos feitos um para o outro. Era difícil acreditar que, há poucos dias, estávamos em meio a tanto caos. Ainda assim, uma inquietação persistia no meu peito. A ameaça da máfia ainda pairava sobre nós, e eu sabia que não

