cap 34 vai fazer o que

1257 Palavras
Luna 2 dias depois Acordo cedinho, tomo banho e faço toda a minha higiene matinal. Depois visto uma calça, uma blusa e um tênis, e passo minhas coisinhas para ficar cheirozinha. Ontem o José dormiu na casa da minha avó – depois que os dois quase imploraram para isso. Desço as escadas e Lúcifer não está mais em casa, então só faço um pão com queijo e saio de casa de pé mesmo. Logo chego na loja. (...) Ligo para Lúcifer mais uma vez e ele não me atende novamente. O que será que aconteceu? Deito no sofá de casa preocupada – ele não apareceu o dia todo. Depois de um tempo, vou na cozinha fazer janta para mim; depois como, vou deitar e logo adormeço. (...) Acordo com um barulho e vejo Lúcifer entrando – e adivinha? Com cheiro de maconha. Fiquei p**a: eu tava toda preocupada e ele estava fumando! Cruzo os braços e vejo ele indo para o banheiro; logo o chuveiro é ligado. Pego o celular e vejo que são 2h30 da madrugada. Nossa, que raiva! Minutos depois, ele sai do banheiro de shorts, enxugando o cabelo, e logo deita do meu lado – corpo gelado – e tenta dar um selinho, mas eu recuso. Lúcifer: Qual foi? Luna: Qual foi? Olha a hora, Diego! Aonde você tava? – olho sério para ele, sentando na cama. Lúcifer: Tava no corre. – desvia o olhar. Luna: E esse cheiro de maconha e esses olhos vermelhos? – pergunto quando a luz do poste que vem da janela bate no rosto dele, que está bem vermelho e irritado. Lúcifer: Fumei pra relaxar... Luna: Com quem você tava? Lúcifer: Com o LC, mas não tem nada a ver, Luna. Luna: Tinha que ser né? Não vou falar mais nada sobre ele – você nunca liga para o que eu falo. Lúcifer: Não fale assim. Luna: E eu tô mentindo, Diego? Sempre faz o que quer, nunca me ouve – mesmo eu falando as coisas para o seu bem! Lúcifer: Tá bom, Luna, não quero brigar com você. – se arruma na cama. Luna: Por que você sabe que eu estou certa. Lúcifer: Tá, você está certa. Agora vamos dormir. Luna: Se você realmente acreditasse no que fala, não ficava mais perto dele. Lúcifer: c*****o, Luna! – grita – Tô cansadão e você vem pesar na minha mente? Apenas levanto da cama e ele segura o meu braço; me solto dele e saio do quarto. – Vai se f***r então! Vá gritar com a p**a que te pariu! Desço as escadas e me sento no sofá. Logo escuto ele me gritar do topo das escadas e peço para que ele me deixe em paz. Fico lá sentada, pensando – estou com muita raiva dele, odeio que gritem comigo! Logo adormeço ali mesmo. (...) Acordo na cama e logo estranho; vejo Lúcifer ainda dormindo. Então só levanto, tomo banho e me arrumo para ir trabalhar. Saio de casa cedinho e passo na padaria para comprar uma sacola de pão com mortadela e suco, indo logo para a loja. Ray: Bom dia! – me dá um beijo na bochecha. Luna: Bom dia. – sorrio fraco. Ray: Trouxe até o café hoje? – ri. Luna: Claro! Sair de casa sem comer? – faço bico. Sento em uma cadeira e coloco a sacola de pão na bancada; ela pega um pedaço. Ray: Tava pensando em abrir outra loja no asfalto... – fala de boca cheia. Luna: Sério?! Que show, amiga! – sorri. Ray: Mas vai ser muito caro. – faz cara triste. Luna: Ei, a gente vai conseguir sim! – falo feliz. Ray: Só precisamos vender muitas peças para juntar o dinheiro completo. Luna: Vamos conseguir, amiga. (...) Saio da loja de pé, a caminho de casa. O José não sai mais da casa da minha avó – e eu não vou proibir eles de ficarem juntos, pois ela já é idosa e tá muito apegada ao menino. Logo chego em casa. Entro e vejo que está tudo silencioso; mais à frente, vejo Lúcifer sentado no sofá com a cara nada boa. Luna: Tá tudo bem? Lúcifer: Tava com quem? – fala puto. Luna: No trabalho com a Ray! – falo óbvia. Lúcifer: Não mente pra mim, Luna! – levanta, me olhando puto. Vejo os olhos dele bem vermelhos e respiro fundo – que p***a esse menino tá fazendo? Luna: Eu tava no trabalho, Lúcifer! Lúcifer: Não tava! Me disseram que você tava com um cara... Luna: Como que é? Tá maluco? Não confia em mim não? Lúcifer: Confiava até você fazer isso. Luna: Olha só, acredite no que você quiser! Eu não fiz nada, então não vou ficar aqui te dando explicações – eu estava trabalhando na loja! – me altero. Lúcifer: Tá gritando por que c*****o? – vem para perto de mim, me assustando. Luna: Vai fazer o que? – encarei ele, que se aproxima mais. Lúcifer: Não me tira do sério, Luna... Luna: Pelo amor de Deus, Lúcifer! Inventa de usar essas drogas para depois querer me estranhar? – falo p**a e saio para subir as escadas, mas ele segura o meu pulso. Lúcifer: Se eu ficar sabendo de mais alguma coisa, você está morta. Luna: Tá me ameaçando?! – grito, indo pra cima dele, que se afasta – Se você encostar um dedo em mim, eu vou contar tudo! Só quero que você me encoste, Lúcifer! – falo indo para cima dele igual uma loka, e ele vai recuando – Me encosta! Faísca: O que tá acontecendo? – fala aparecendo na sala – Dá pra ouvir esses gritos no morro todo! Lúcifer: Tá vendo o que você fez? Luna: O que VOCÊ fez, c*****o! Sustente o que você fala! – grito e saio de lá, subindo as escadas. Só era o que me faltava! Entro no banheiro e tomo um banho relaxante. Logo saio vestida de pijama, com toalha na cabeça, e vejo Faísca sentado na minha cama. Faísca: Eu te avisei, não foi? Luna: Não começa! Tiro a toalha do cabelo e começo a desembaraçá-lo. Faísca: Ele te bateu? Luna: Ele não é louco! Faísca: Não, mas você é? Já viu o tamanho dele? E ainda mais o cara tá drogado – se ele te encostasse, você ia parar no hospital! Luna: Ele não vai me encostar, relaxa! Faísca: Cuidado, Luna – não é brincadeira. Sempre que o LC tá por perto, ele se transforma em outra pessoa. Luna: Eu percebi. Faísca: Tome cuidado, mana. Qualquer coisa liga que eu venho correndo aqui. Luna: Tá bom. Faísca: Tchau. – beija minha testa e sai do quarto. Termino de pentear o cabelo e desço para fazer o jantar. Depois de comer, vou para o quarto. Lúcifer: Desculpa... – aparece na porta. Luna: Não faça mais isso. Lúcifer: Prometo que isso não vai mais acontecer. Luna: Espero que não. Lúcifer: Você me desculpou? Luna: Mesmo que eu te desculpe agora, eu ainda vou estar magoada. Lúcifer: O que eu posso fazer para ter o seu perdão? Luna: Não use drogas mais. – ele me olha e depois olha para baixo. Lúcifer: Certo. Luna: Me prometa. Lúcifer: Eu prometo que não vou fumar nem usar mais nada. Luna: Agora vai tomar banho. Ainda não perdoei ele. Mas posso perdoar daqui a horas, dias... Não sei. Não gostei da forma que ele me tratou – sei que se eu perdoar facilmente agora, isso vai se repetir várias vezes. Depois de um tempo, ele sai do banho e deita ao meu lado.
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