Luna
Eu estava subindo as escadas para ir no quarto do Lúcifer pegar algumas roupas que ele tinha ligado pedindo.
Ela está quase sem roupa lá na minha casa. Na nossa casa, na verdade.
Passei pelo quarto da Ju e vi ela deitada com alguém. Ela me viu e revirou os olhos. Ignorei e continuei andando.
Logo entro no quarto, o último do corredor. Vou até o guarda-roupa e começo a separar alguns shorts, umas blusas, moletons, peguei tênis também... Coloquei tudo dentro de uma bolsa que tinha ali vazia.
Apaguei a luz e saí do quarto, andando pelo corredor. Eu não gosto nada de corredores, me sentia como se estivesse em um filme de terror e que um espírito fosse aparecer a qualquer momento.
Ri com os meus pensamentos e continuei andando. Senti meu braço ser puxado para dentro de um cômodo e a porta ser trancada.
Quando saio do choque e ia gritar, alguém tapa a minha boca, impossibilitando que eu faça barulho.
Estava tudo muito escuro, não dava pra ver quem era. Eu não sei se estava com mais medo de ser um bicho, um fantasma, ou uma pessoa. Logo ouço uma voz ecoar no lugar.
-- Tá se achando muito espertinha, menina! Vamos ver agora se você é tão esperta quanto diz... – ele vira e coloca a mão por baixo do meu vestido.
Luna: Não para! – tento falar, mas sua mão pressionava a minha boca, fazendo o som não sair direito.
Tento afastar, empurrar, gritar, mas tudo isso era quase impossível pra mim. Eu não conseguia fazer nada pra proteger a gente.
-- Você deve ser bem apertadinha... Eu quero você em cima de mim desde o primeiro dia que te vi. Mas o filho da p**a do Lúcifer pegou primeiro! – fala, e eu sinto uma dor horrível por ele ter enfiado os dedos nojentos em mim.
Começo a chorar com muito medo, consigo morder a mão dele e ele dá um tapa forte na minha cara.
-- Filha da p**a! – fala quase gritando.
Carla: Tá tudo bem aí em cima, Luna?! – escuto a voz dela bem baixinha. Acho que ela estava no andar de baixo.
-- Desgraçada! – ele pega alguma coisa do bolso e eu tento fechar as pernas rápido, mas ele as aperta tentando abrir e consegue.
Ele coloca algo gelado encostando nas minhas partes íntimas e me olha.
-- Se você contar pra alguém, eu mato essa criança e depois você! – ameaça, tira o negócio de baixo de mim e eu vejo que era uma arma.
PQP!
Ele abre a porta e me empurra para fora do banheiro. Antes que ele feche a porta, vejo a cara do LC.
Puta que pariu!
Peguei a mochila, enxuguei os olhos rapidamente e saí andando como se nada tivesse acontecido.
Carla: Oi, minha filha. Tá tudo bem?
Luna: Oi, tá sim – sorrio – vou pra casa agora, tá? Tenho que arrumar algumas coisas lá.
Ela concorda com a cabeça e eu saio da casa depois de dar um beijo na testa dela.
Subo a rua segurando o choro, e quando entro em casa desabo.
Cara, eu não consigo proteger o meu bebê. Não consegui fazer nada perante as ameaças que ele fez contra mim e contra a minha criança. Estou me sentindo tão fraca.
Subo as escadas, me jogo na cama e abraço o meu ursão de pelúcia. Chorei muito e acabei dormindo daquele jeito mesmo.
(...)
Acordo com o Lúcifer beijando o meu rosto e dando cheirinho. Abro os olhos e ele me olha preocupado.
Lúcifer: Tu tava chorando?
Luna: Não foi nada de mais.
Lúcifer: Se não foi nada demais, por que você chorou?
Luna: Aí, não foi nada, vamos dormir. Tô com sono. – ele deita do meu lado e eu agarro ele. – Te amo – beijo a bochecha dele.
Eu não vou falar nada. Não agora.
Lúcifer: Também te amo – sorri e beija a minha testa.
Logo volto a dormir.
(...)
Lúcifer
Acordo com a droga do despertador da Luna.
Porra!
Peguei o celular dela e desliguei o despertador, vendo que eram 06:00. Coloquei o celular na cabeceira e olhei para o lado, vendo a Luna toda bonitinha dormindo de barriga pra baixo.
Eu amo tanto essa mulher!
Beijei a sua testa e puxei ela pra cima, fazendo ela deitar no meu peito. Fico sentindo o cheirinho dela e logo volto a dormir.
Acordo com um barulho de alguma coisa caindo no chão e vejo a Luna xingando.
Lúcifer: Qual foi? – falei sentando.
Luna: Derrubei a p***a do meu creme todo! Eu tô muito atrasada! – fala limpando o chão.
Olho no celular e já eram 07:55. Putz! Levanto e vou no banheiro, escovo os dentes, tomo banho e logo saio com a toalha enrolada na cintura.
Coloco uma bermuda e uma blusa do Flamengo, calço minha sandália, penteio o cabelo, passo perfume e coloco minhas cordas.
Lúcifer: Eu te deixo lá – falo pegando a chave da moto e ela concorda com a cabeça.
Ela pegou algumas coisas e saímos de casa. Logo chegamos na lojinha, me despedi com um beijo e fui embora para a biqueira.
Lúcifer: E aí – cumprimento um dos parceiros.
FP: O carregamento saiu agora, chefe. – fala e eu concordo com a cabeça.
Lúcifer: Qualquer coisa me avisa. – entro indo para a minha sala.
Os caras tavam todos fumando lá na frente. Deu uma vontade danada, mas a Luna vai ficar putassa comigo.
Eu sou vagabundo, mato, vendo droga, roubo e a mina fica incomodada com um beck!
Não entendo essa garota.
Sento na minha cadeira e abro o caderninho de contabilidade da semana para ver se estava tudo certo.
Faísca: E aí, mano – fala entrando na minha sala junto do MT.
Lúcifer: E aí – falo concentrado nas contas.
Eles sentam e começam a fazer alguma coisa. Tiro a atenção dos papéis e olho para o lado, vendo eles cheirando o pó. Deu uma vontade do c*****o, tentei até me controlar mas não deu.
Lúcifer: Eu também quero. – levanto e vou até eles que me olham rápido.
Faísca: Tá maluco? A princesinha vai ficar p**a contigo.
Lúcifer: Ela não vai nem saber! – sento do lado deles, me inclino e cheiro uma fileira, sentindo logo a lombra bater.