Lúcifer
Vejo as meninas dançarem a batida da música e fico viajando, mas do nada vem uma imagem da Princesinha na minha cabeça — que mina perfeita! Ela com aquele shortinho de pijama curtinho, dando para ver a metade da raba dela e aqueles peitos...
MT: — Lúcifer! — fala quase gritando e eu o olho. — Tá viajando, rapa? — fala rindo.
Lúcifer: — Estava pensando.
MT: — Espero que não seja na princesinha... — fala desconfiado.
Lúcifer: — Não, tá viajando? A mina é gatinha, mas não é o meu tipo não. — Ele ri.
MT: — Desde quando tu tem um tipo?
Faísca: — Fala aí qual a boa? — fala chegando do nada.
Lúcifer: — Deixa de ser Maria Fifi, karai! — Rimos.
MT: — O Lúcifer falando que tem um tipo! — Riu e eu fecho a cara.
Lúcifer: — Vão toma no cu...
Clara: — Oi, meninos! — fala chegando e colocando a mão no meu ombro. — Vamos ali, amor... — fala no meu ouvido.
Lúcifer: — Eu estou ocupado, tá cega? — falo e ela se muda.
Que mania chata essas putas — só querem tá em cima, só quer saber de sexo, dinheiro e título de fiel. Por isso que não dou muita moral para nenhuma.
(...)
Chego em casa e vou direto para o banheiro, tomo um banho e me jogo na cama peladão — um calor do c*****o desses. Coloco o cobertor e ligo o ar-condicionado, ligo o celular e entro no i********: para postar um story de mais cedo. Só que de primeira aparece um vídeo da princesinha. Olho o vídeo duas ou três vezes e entro no perfil dela, vendo outros vídeos — a mina era tipo blogueirinha.
Depois de um tempo, saio do perfil dela, posto os meus stories e tento dormir. Mas sempre aparecia aquela menina na minha mente — e eu ainda nem fiquei com ela! O que foi que ela fez comigo? Tenho que pegar ela, nem que seja só uma vez...
(...)
Luna
Ainda estava um pouco chateada com minha mãe, mas não vou tocar mais nesse assunto.
Tomo um banho premium e saio do banheiro enrolada na toalha. Finalizo o penteado e troco de roupa, colocando um short preto e uma blusa da mesma cor. Faço uma maquiagem basiquinha, seco o meu cabelo com difusor, passo o body splash, desodorante, coloco uma sandália e tiro uma foto.
Posto e saio do quarto ouvindo a voz da Ju lá embaixo — iríamos na praça hoje tomar um açaí.
Saímos de casa e descemos a rua até a praça; lá tinha algumas crianças brincando. Fomos até a sorveteria e pedimos o pedido. Logo a Ray chega e senta com a gente. A Ray é a menina da loja — a Ju é muito amiga dela, então perguntou se ela poderia vir junto e eu concordei que sim.
O nosso pedido chegou e começamos a comer enquanto conversamos.
Ray: — Como está sendo morar aqui pra você, princesinha?
Todos estão me chamando de princesinha. Acho que por verem os meus pais me chamarem assim, acharam que era apelido ou algo assim — mas eu nem ligo, até que gostei!
Luna: — Está sendo legal...
Ju: — Não está sendo r**m ficar longe dos seus amigos?
Luna: — Eu só tinha uma amiga, mas ela é bem chatinha quando se trata de lugares como este. Ela é uma pessoa que tem preconceito com "pobres e favelados".
Ray: — Que p**a! — fala indignada.
Ju: — Como você conseguia ser amiga dela?
Luna: — Aí fora isso, ela era bem legalzinha.
Ficamos conversando até que os meninos entram na sorveteria conversando — estava o Lúcifer, MT e outro.
Ray: — O MT tá um gatinho! — fala sorrindo e a Ju dá um tapinha nela.
Ju: — Deixe o meu irmão! — fala ciumenta e rimos.
Eles fizeram o pedido e vinheram até a nossa mesa, puxando cadeiras e sentando na mesma.
Ju: — Quem chamou vocês pra cá? — fala encarando eles.
MT: — Cala a boca! — fala e ela dá o dedo pra ele. — Iae, meninas!
Cumprimentamos ele e o resto dos meninos não falavam nada. O Lúcifer só me olhava, e quando eu o olhava ele desviava o olhar. Menino estranho!
Faísca: — Hoje vai ter um luau, vocês vão? — pergunta olhando para a gente.
Ju: — Eu vou!
Ray: — Clarinho que vou! — Todos me olharam.
Lúcifer: — E você, princesinha? — me encara com aqueles olhos pretos, e por algum motivo isso me fez se arrepiar.
Luna: — Não sei, acho que sim...
Ju: — Você tem que ir, amiga! Vai ser muito legal! — fala animada e sorri com o jeitinho dela.